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ARS: ASSIM É DIFÍCIL AO RUGBY ANDAR PARA A FRENTE!

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ARS: ASSIM É DIFÍCIL AO RUGBY ANDAR PARA A FRENTE!

Depois de alguma insistência do Tó Zé Maia, do João Maia e do Miguel Teixeira, aceitei o desafio de fazer parte da direcção da ARS. Infelizmente durou pouco tempo. Infelizmente, porque queríamos por a casa na ordem. Mas se calhar felizmente. Para já a minha carta de despedida, remetida há alguns dias aos clubes. Nos próximos dias mais algumas reflexões a este respeito.

 

 

 

Caros amigos,

Na assembleia geral da passada terça-feira apresentámos o documento que anexo relativo à situação em que nos encontramos.

A primeira missão que nos impusemos a nós próprios era garantir que a ARS rapidamente estivesse no rumo da legalidade.

Recordo que nesta assembleia se pretendia aprovar três elementos essenciais para que isso acontecesse:

  1. Contas de 2014;
  2. Contas de 2015;
  3. Alteração estatutária.

Tentámos, não conseguimos. Bastava um para inviabilizar, e foi o que aconteceu.

Curiosamente, quem agora tão veementemente se opôs a regularizar o passado, estava irregularmente como delegado à assembleia, porque é dirigente do clube.

Nunca no passado mostrou interesse em denunciar situações semelhantes, nem o atraso na aprovação das contas da ARS, etc..

Enquanto tudo estava irregular, calou-se, quando se pretende regularizar, cai o Carmo e a Trindade.

Pelo documento que anexo percebe-se inequivocamente que quem é dirigente de clube, treinador ou árbitro, não pode participar nos órgãos da ARS, incluindo ser delegado à assembleia geral (que é um órgão da ARS), e que não existe nos estatutos da ARS a cláusula de salvaguarda que consta dos estatutos da FPR, que possibilita a um dirigente de clube ser delegado à respetiva assembleia geral.

A ARS sempre viveu dentro da boa fé, consciente da necessidade de garantir o essencial: o rugby.

Porquê agora? Porquê no momento em que se pretende colocar a ARS no rumo da legalidade?

Como pode acusar os outros de incompatibilidade, quando ele próprio é incompatível e se apresenta como delegado?

Confesso, e escrevo estas linhas pessoalmente, que não entendo.

Quando o António José Maia nos convidou, ele que ao longo dos últimos anos tem aguentado estoicamente o fardo de liderar a ARS, sem que ninguém se mostrasse disponível para o ajudar, uma condição que todos colocámos foi arrumar a casa. E esta equipa trabalhou para isso.

Colocar a ARS no rumo da legalidade é essencial para que possamos a dotar de meios, porque atualmente qualquer contrato que a ARS faça pode ser contestado.

Um exemplo: Porque não tínhamos as contas aprovadas, não foi possível à ARS concorrer a um apoio na ordem dos 50 mil euros, que tanta falta nos faz. Um apoio que não me foi fácil negociar, e acabei por ter de dizer a alguém: temos problemas internos, teremos que tentar apresentar o projeto em 2017, se ainda for elegível. Nada agradável como perceberão certamente.

Na terça-feira a direção, como compreendem, apresentou a sua demissão.

No rugby sempre aprendi que SOMOS UM! Mas isso não se aplica em Portugal.

Na terça-feira aprendi que há no rugby português quem goste de uma política de terra queimada.

Além de inviabilizar uma solução, não apresentou alternativa, nem sequer se mostrou disponível para liderar a ARS. Ou seja, não os quero ai, mas não estou disponível para ai estar.

Foi mais uma semana muito má para o rugby nacional, porque também ouvi, de outro representante desse mesmo clube, inarráveis posições homofóbicas em plena assembleia geral da FPR.

Há pessoas que estão no rugby, mas não se reconhecem nos valores do rugby, nem os respeitam.

É pena.

Um agradecimento ao Tó Zé Maia, aos restantes companheiros nos órgãos sociais, aos colaboradores da ARS: foi uma experiência que irei recordar com muitos momentos de agrado.

Sempre ao dispor.

Rugby Sempre!

Luis Canongia Costa
Membro demissionário da Direção da ARS

PS: Não refiro nem o clube, nem nomes, porque a instituições estão acima daqueles que momentaneamente as representam. E está em causa um clube pelo qual tenho o máximo respeito.

Subscrever feed de comentários Comentários (1 publicado)

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Joao Maia 22/01/2017 21:54:11
Muito mais havia para dizer. Lamento só aquilo que mais uma vez se está a passar no rugby português
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