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CHICOTADA NOS TIGERS

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CHICOTADA NOS TIGERS

Não é muito comum no rugby, muito menos em Inglaterra, mas o futebolês já anda por ai, e os Leicester Tigers rescindiram ontem com Richard Cockerill. Uma chicotada psicológica antes da deslocação a Coventry para um derby das Midlands frente aos Wasps.

O Leicester Tigers têm sido a força dominante do rugby profissional inglês. Houve o período Bath, houve o período Wasps, vivemos o período Saracens, mas os Tigers foram a constante. Mas a derrota de domingo, em casa, perante precisamente os Sarries, com uma exibição demasiado fraca (se bem que o resultado tenha sido de apenas 12-16), para as gentes de Welford Road. Más exibições na Europa, um razoável 5º lugar, mas muito longe dos dois da frente, dão um sentimento que assim os Tigers não vão lutar pelo título. E em Leicester a exigência é grande, especialmente com o futebol a crescer.

Cockerill nasceu em Rugby, pelo que naturalmente começou a jogar em Coventry, tendo dispuatdo em 1991-1992 o que é hoje o Championship (Na época a National Two, designação que hoje corresponde há quarta divisão). Problemas na equipa levaram-no a passar para os vizinhos Leicester Tigers, clube a que desde então esteve sempre ligado, com excepção das duas épocas em que jogou no Clermont (2002-2004). Foi um talonador duro, de grande talento, com 27 internacionalizações por Inglaterra, e sem papas na lingua. Aliás as criticas públicas a Clive Woodward, colocaram-no fora dos selecionáveis. Entre 1992 e 2005 venceu duas Champions Cup, quatro Premiership, e uma Anglo-Welsh Cup, ou seja, enquanto jogador de clube venceu tudo o que havia para ganhar. Na seleção venceu duas Triple Crown.

Em 2005/2006 passa a treinador de avançados dos Tigers, e nessa posição vence a Premiership e a Anglo-Welsh Cup em 2006/2007 (Perdendo a final da Champions para os Wasps) e em 2007 é treinador principal pela primeira vez, enquanto se aguardava a chegada de Lofreda, posto que ocupa a partir de Fevereiro de 2009 (inicialmente como interino, mas vai assim ganhar o campeonato e o lugar), ganhando três Premiership e uma Anglo-Welsh Cup.

Cockerill foi o primeiro a perceber que o modelo de jogo dos Tigers estava a ficar ultrapassado e foi buscar Aaron Mauger à Nova Zelândia, o problema é que a equipa parece numa encruzilhada, não sendo capaz de potenciar os seus pontos fortes (o seu tradicional jogo de avançados), nem mostrar a necessária dinâmica das linhas atrasadas - embora que muito melhor do que há dois anos).

Com um feitio difícil, já por mais de uma vez desceu até oa relvado para criticar um árbitro, mas é a sua alma de guerreiro da primeira linha a vir ao de cima.

Nada estava ainda perdido para os Tigers, que seguiam o caminho de reforma traçado pelo treinador. È pena que não tenha sido dado até final da época - mas outras razões poderão haver.

Já à algum tempo se fala num choque de personalidades e de visão de jogo entre Cockerill e Mauger, com a equipa dividida. A saíde de Cockerill deixa o neo-zelandês no comando interino da equipa, mas se os resultados não aparecerem é provável que Mauger também abandone a equipa no final da época.

 

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