E.ESCOLINHA: O COMPUTADOR PARA O 1º CICLO - UM ERRO GERACIONAL!
Ontem foi anunciando com enorme pompa e circunstância o lançamento do Magalhães, o computador que servirá de suporte ao e.escolinha, que permitirá a 500.000 crianças do 1º ciclo, aceder a um computador portátil. Seria óptimo, não fosse ...
A iniciativa é louvável, mas algumas preocupações se levantam, especialmente quando desmontamos o discurso oficial, e quando sabemos o que está por detrás do interesse da Intel.
Começemos por analisar criticamente o comunicado do Governo (em itálico).
Meio milhão de alunos do primeiro ciclo do ensino básico vai receber computadores portáteis com acesso à internet, no âmbito do novo programa e.escolhinha - no quadro do Plano Tecnológico -, anunciou o Primeiro-Ministro em Lisboa, a 30 de Julho. O computador, chamado Magalhães, será o primeiro computador portátil com acesso à Internet montado em Portugal. «O programa e.escolinha visa que todas as crianças tenham acesso ao computador Magalhães», afirmou José Sócrates.»
Como atrás referimos uma iniciativa louvável, mas começam logo aqui as inverdades do Governo na sua ansia de publicidade. O Magalhães não é o primeiro computador portátil com acesso à Internet montado em Portugal já há alguns anos que se montam portáteis em Portugal. A própria JP Sá Couto monta uma marca própria, a Tsunami.
O PM referiu que se trata de «um computador de última geração tecnológica - nomeadamente o último micro-processador da Intel -, pensado para as crianças, para resistir melhor ao choque e aos líquidos»; «no fundo, é um computador para as crianças e para todos, é para ser utilizado dos sete aos 77 anos».
Nada mais demagógico. De facto terá o último processador da Intel. Apesar de são serem ainda públicas as características do Magalhães, ele certamente terá o processador Atom, um processador de baixo custo que a Intel criou para combater um grande perigo comercial com que depara neste momento. Um processador concebido para concorrer no mercado africano e noutros mercados de menores recursos, e que já equipa o Classmate, um computador da Intel. Aliás o Magalhães mais é do que o Classmate montado em Portugal, como adiante vamos ver.
Mas para já continuemos a desmontar o discurso do Governo.
O computador Magalhães será gratuito para os alunos que estejam inscritos no primeiro escalão da acção social escolar e custará 20 euros para as crianças do segundo escalão da acção social escolar. Para os alunos não abrangidos pela acção social escolar, custará 50 euros. Os primeiros Magalhães deverão ser entregues nas escolas já em Setembro.
Ao contrário do que acontece no e.escolas parece que o contrato com o operador é facultativo. Ponto positivo.
O computador Magalhães será fabricado em Matosinhos pelo consórcio JP Sá Couto-Prológica, em parceria com a multinacional Intel, e poderá ser exportado para a África, a América Latina e a Europa, disse Luís Cabrita, da Prológica. Numa primeira fase, a máquina será produzida na actual fábrica da JP Sá Couto, em Matosinhos, estando prevista a construção de uma nova unidade de fabrico. O Magalhães é um computador portátil que permite o acesso à Internet, tem uma autonomia de seis horas, é resistente ao choque e à água e trabalha com qualquer sistema operativo, segundo João Paulo Sá Couto.
Aqui começa a ser visivel o objectivo comercial, também positivo, vender o Magalhães para mercados externos, e provavelmente para aqueles onde o Classmate não entra, como a Líbia e a Venezuela, e onde José Sócrates, e bem, abriu excelentes rotas para o comércio nacional.
E é nesta fase que se desvenda a verdade:
O novo computador é baseado na segunda versão Classmate da Intel, um portátil desenvolvido especificamente para o mercado da educação pela multinacional norte-americana.
Então é mesmo o Classmate. De facto bastava olhar para duas fotos para perceber:


À esquerda a foto de promoção do Magalhães, à direita a foto de promoção do Classmate, descubra as diferenças. Talvez duas: algo escrito na zona do "rato" do Classmate, e o simbolo "Magalhães" na zona para o efeito que no Classmate está em branco.
Vamos então ver quais são as características deste Classmate (na sua melhor versão):
Processador: Intel® Atom N270 1.6GHz (o processador dos pobres, que a JP Sá Couto já monta no Tsunami Moover T10, o seu portátil mais barato)
Chipset: Intel® 945GSE
Memória: 512Mb (há classmates com 256Mb)
Disco: 8Gb (há classmates com discos bem menores)
Sistema Operativo: Linux (ou XP, mas pelo preço do Magalhães deverá ser Linux)
LCD: 8.9" 1024 × 600
Rede: 10/100M Ethernet, 802.11b/g WLAN, Mesh (Linux)
Sistema I/O: 2 x USB 2.0, 1 SD
Peso: 1,27 Kg
Têm câmara, audio (de 2 canais) e a caixa é resistente e à prova de àgua.
Que software pode correr aqui? De última geração, pago, nenhum ...
Aqui está o computador de "última geração" do Eng. Sócrates, que deveria ter esclarecido que afinal o Classmate é um computador com algum tempo, que de novo tem apenas o novo processador da Intel, o mais barato da sua gama, e o tecnologicamente mais simples. A última geração ... do Celeron (o processador basico da Intel).
Para mim grave é que o Governo de Portugal se tenha intrometido, lamentavelmente, numa disputa à escala global, que opõe o eixo Microsoft/Intel aqueles que querem fornecer ao Terceiro Mundo plataformas informáticas de qualidade a baixo preço - o que não é o caso do Classmate/Magalhães.
Gravíssimo será, como consta, que o tenha feito sem negociar com a outra parte!
Se por acaso costuma vez o "60 minutos", então terá conhecimento do projecto "One Laptop per Child" (OLPC), liderado pelo guru da era digital, Nicholas Negroponte, lançado por uma fundação que pretende desenvolver computadores abaixo dos 100 dólares (64 euros) destinados a serem distribuídos pelas crianças de países do terceiro mundo.
A OLPC procura parcerias para desenvolver bases tecnológicas nos vários países para produção/distribuição de computadores às crianças, procurando contribuir para a sua educação e promoção social.
O computador à direita, com design muito atractivo, é produzido na Nigéria.
Um bom exemplo, é o X0-2 da OLPC (à esquerda), pensado a partir do conceito do "dynabook" de Alan Kay, é computador desenhado efectivamente para as crianças, atentendo ao seu desenvolvimento cognitivo.
Um computador absolutamente revolucionário, que pode ser usado de várias formas (como as imagens mostram). Algumas das ideias nele desenvolvidas não tardarão a fazer parte dos portáteis de dois mil euros, e serão apresentadas como grandes inovações.
Não é para admirar, porque além de Negroponte, a OLPC envolve algumas das mentes mais brilhantes da informática.
O X0-2 é vendido a 75 dólares (aproximadamente 48 euros)!!!
Mas vamos à guerra Intel-OLPC, em que o Governo de Portugal se intrometeu.
Por a AMD apresentar um processador mais barato a OLPC optou por trabalhar com ela. AMD é a única concorrente de peso da Intel, mas com uma quota de mercado relativamente baixa.
Descontente a Intel opôs-se ao projecto, e tudo fez para que não avançasse. Perante o sucesso aliou-se, mas com uma estratégia de o esvaziar, para mais tarde, como não o conseguiu, optou por se afastar.
Lançou o Classmate, seguindo uma estratégia de saturação daqueles mercados através de alianças com os governos, para o que fez uso da sua força comercial (quase imperial) e do seu poderio económico, recorrendo ao "dumping", e segundo alguns, aos habituais esquemas que abundam nos negócios com os países do Terceiro Mundo.
A grande questão que ontem os jornalistas deviam ter levantado era perguntar ao Governo se houve contactos com outras entidades para este projecto, se existiram negociações com a OLPC, ou outras quaisquer entidades com trabalho neste campo.
Ao Governo, porque a JP Sá Couto é um parceiro da Intel.
Mas os jornalista cada vez mais são meros reprodutores dos comunicados oficiais, ou dos mensageiros das agências de comunicação.
Infelizmente este parece ser mais um dramático sinal de que o Plano Tecnológico é dominado pela Microsoft e Intel.
A estratégia destas empresas é clara: habituar os consumidores às suas marcas, num mundo cada vez mais condicionado pela publicidade e que opta pela marca e já não sabe reconhecer a qualidade. Portugal vai na onda.
Estamos assim perante um projecto que não envolve qualquer desenvolvimento de know-how nacional, que não traz inovação tecnológica, que se limita a montar máquinas desenvolvidas por outros. Ou seja, repetir o erro que durante muitos anos cometemos na indústria automóvel.
Teria sido muito mais útil estabelecer parcerias com as universidades, com a própria fundação que está por detrás do OLPC, para o desenvolvimento de um projecto nacional, verdadeiramente inovador, que constituisse um polo de desenvolvimento tecnológico.
Só que o Magalhães/e.escolinhas agrada aos promotores. É bom negócio para todos.
Para o Governo é um bom negócio, pois esta é uma grande manobra de marketing político. Em vez de se distribuirem sacos de plásticos e outros elementos de propaganda para tentar conquistar o voto distribuem-se computadores. E tudo está concretizado antes das eleições. Genial!
Para a JP Sá Couto e para a Intel é um grande negócio. Para a Intel é uma enorme oportunidade, conseguir que um governo não terceiro-mundista adira ao classmate - aliás o presidente da Intel bem realçou a perspectiva do negócio e dos clientes.
Para o desenvolvimento estratégico de Portugal nas novas tecnologias, nada de novo.
Para o desenvolvimento das crianças do 1º ciclo, havia melhores soluções, mais inovadoras e pedagogicamente mais adequadas.
Atente-se à revolução que é o XO-2 (OLPC2), um computador 100% táctil, que pode ser usado normalmente, como livro, ou como meio de contacto directo entre duas pessoas. Por 48 euros ...
Em vez de se optar pela inovação, vamos montar um computador do passado, que nunca teve presente. Estamos a contribuir para esmagar quem quer seguir uma via de qualidade nos países menos desenvolvidos.
O Governo deveria ter seguido outro caminho.
A aliança à Intel, o negócio da montagem em vez da inovação e do desenvolvimento de competências, é um erro geracional.
Um negócio desta dimensão - meio milhão de computadores - deveria servir para desenvolver uma base industrial portuguesa, não para servir os interesses da Intel.



del.icio.us
Digg
Comentários (94 publicado):
Que eu tenha conhecimento, ninguém em Portugal consegue arranjar OLPCs a 64 euros, nem sequer OLPC2 em Setembro a 48 euros. Consta que ainda não conseguiram colocar no mercado nenhum a 100usd, e pelos vistos é mais fácil chegar a esse valor usando equipamento bem mais massificado da plataforma wintel. Até a Apple já percebeu isso.
Eu tenho duas filhas no ensino básico e seguramente vou comprar estes equipamentos da JPSC (barbones da Intel – melhor ainda!). Vão ser um internet pad para navegar na net, tanto em minha casa como na escola (já vale os 50 euros) e ainda por cima pode correr tanto Windows como Linux e muitas outras aplicações. VALE CADA EURO!
Obrigado a todos os promotores do projecto por conseguirem por no mercado esta iniciativa.
Acho que estes programas e-escola e e-escolinha são bons mas, devem ser ajustados às familias, principalmente, as que têm 2, 3 ou mais filhos, porque é a elas que se destina.
A internet devia ser obrigatória para quem não disponha de internet em casa, para os restantes casos devia ser opcional porque os custos podem ser insustentaveis para as familias e duplicados: sendo que o sistema que se paga pode nem se usar,rentabilizar ou ser omais adequado ás opções familiares, numa altura de crise.
A internet e estes custos escolarescdeveriam ser reembolsados no IRS.
O custo em causa não são €150 ou €50: o custo de um portátil é €150 ou €50 acrescido de 36 messalidades, 3 anos, de €17,31 ou €34,57, conforme o plano escolhido, que totaliza o valor real de um portatil de uma gama razoavel.
Por outro lado, e finalizando numa fase em que se conhecem os perigos da internet acho inadmissivel que estejam a pensar colocar internet obrigatória em crianças de 6 a 9 anos.
A internet deve ser usada quando um adulto esteja por perto.
Os interesses das crianças, adolescentes e familias devem estar á frente dos interesses das operadoras.
Defendo o reembolso no IRS e internet opcional para quem já disponha de serviçode internet em casa.
Maria
Portugal tem de garantir o futuro lutando contra as diversas iliteracias da população, desenvolvendo uma sociedade da informação. Iniciativas como esta são importantes e por isso devem ser independentes de interesses de particulares ou de grupos económicos, para bem de todos e para que os frutos surjam no futuro. Também lembrar que os meios de informação digital permitem o alargar dos conhecimentos mas não são o conhecimento per si. Existem outras acções no campo da educação, cultura e cidadania que devem ser desenvolvidos em paralelo.
É útil a informação prestada, mas que não altera o essencial:
Foi ou não o Governo Português o primeiro da Europa a "ir por aqui", dando execução a uma verdadeira estratégia de alfebatização informática?
Está proibido algum Governo ou alguma Câmara de governar, pelo simples facto de 14 meses depois haver eleições? Então não é para eles governarem e tomarem decisões que nós os escolhemos?
A iniciativa é boa. Vai no caminho certo. É oportuna. Corresponde a uma estratégia coerente e é soccialmente justa.
Querem melhor?
Para o ano há eleições: escolham outros!
Em primeiro lugar gostaria de registar que este artigo é o retirar da areia que o governo nos queria atirar para os olhos. Concordo plenamente quando se afirma que se deverá fazer sempre comparações, eu antes de comprar o que quer que seja faço sempre as comparações necessárias para saber se estou a fazer a melhor escolha ou não. (o problema é que os nossos governantes não têm essa responsabilidade, aliás o dinheiro nem é o deles...)
Em segundo lugar, para aqueles que acham que a internet é um bicho mau, e temos de ter cuidado com tudo e com todos... GANHEM JUIZO e deixem de se paranoicos!!! Ensinem aos vossos filhos como devem de navegar na net e o que podem lá encontrar... as coisas boas e as más, assim como os ensinamos a relacionarem-se com os outros, a atravessar uma rua, etc.
Cumprimentos e parabéns pela notÃcia
Por esse preço compro 2.
Quanto ao que devem fazer para poder adquiri-lo basta ir á secretaria da escola do seu filho/a pedir o código e depois ir ao site e fazer a inscrição.
Quando estiver irão ser contactados e possivelmente pagam com contra-entrega.Devem insistir nas escolas, por vezes dizem que n têm o código, mas mm assim insistam.
Melhores cumprimentos
Obrigado
Luis, parabens pelo post. As verdades são para se dizer, doa a quem doer ...
Costumo ler o teu blogue, pois moro em Rio de Mouro e gosto de ler noticias do nosso Concelho, Distrito e Pais, duma forma geral.
Compreendo o que dizes quando falas que o Portatil Magalhães (Classmate II) não é nenhuma inovação (tecnologia recente), e se formos a acrescentar as declarações do nosso primeiro ministro sobre a eficácia do Controle Parental do Magalhães, nas quais afirma que a Intel está a desenvolver software para aumentar esse controle. A Intel?? A desenvolver software? Ora ai está algo que eu desconhecia.
Pena que o governo não se vá associar à OLPC que simboliza a evolução na tecnologia, e opte pela "assemblagem" do cartel Intel.
Nem sei porque ainda fico admirado quando vejo o governo a usar as crianças para fins politicos.
Numa coisa admiro o Socrates, tem sido o politico que melhor tem usado a comunicação social a seu favor.
Certamente será o eleito por todos os que estão por detrás do poderio politico/economico nacional, os carteis da tecnologia (Intel/M$/Oracle/Cisco) e os carteis economico (SONAE/Jeronimo Martins) financeiros (BCP/BES/CGD/BPI).
Com tanto jeito para as "camaras", certamente irá ganhar as novas eleições.
Abraço,
Artur
Por isso acho que a iniciativa é positiva e a análise do cidadão deve centrar-se no essencial, passando ao lado das criticas que na maioria dos casos tresandam a propaganda politica.
pela não se apoiar a OLPC e "Um negócio desta dimensão - meio milhão de computadores - deveria servir para desenvolver uma base industrial portuguesa, não para servir os interesses da Intel"
mas agora estou desanimada porque na internet só diz 1º ciclo.
mas o que é isto?
Façam um manguito ao socrates e comprem um OLPC...(retirado por conter expressão ofensiva)..
Mas até recebi a proposta de compra do portátil e tou tentadissima a comprar.
Mas até seria optimo, não fosse o facto de receber no mesmo dia a noticia de que pelo facto de não inscrever as minhas filhas nas actividades extra curriculares a Segurança Social deixa de comparticipar na despesa do ATL.
Caminhamos a passos largos para a miséria....
Nem os pais nem os professores estão devidamente informados.
As escolas não têm rede informática, para que o projecto seja um efectivo meio pedagógico.
Nenhum pedagogo foi consultado a este respeito, é bom realçar. Alguns já se manifestaram contra.
Magalhães não é mais do que propaganda eleitoral e um negócio de milhões.
Um negócio de milhões celebrado sem concurso público, sem contactar outros potenciais fornecedores. Mais um negócio para os amigos.
Seria uma grande ideia, se a distribuição de computadores fosse antecedida por: um plano pedagógico, instalação de redes nas escolas, se formação dos docentes, formação dos encarregados de educação.
Quanto a isto nada fez o Governo.
Damos computadores: desenrasquem-se.
Computadores para criaças sem controlo parental activo! Uma barbaridade!
Computadores para os menos instruÃdos, porque qualquer um com mais possibilidades financeiras não quer um Magalhães. Até nas lojas há computadores semelhantes mais baratos.
Neste momento não é um projecto de sucesso e de futuro.
Pode até ser um projecto perigoso: colocar crianças à solta na internet é mais um mal que um bem, como hoje já todos sabemos: além de distribuir computadores incentiva-se a ligação à net - afinal são as empresas que estão a pagar.
Espero que se venha a transformar num projecto positivo. Para já tem tudo para dar errado!
E vamos ver no final quantos Magalhães vão ser efectivamente distribuÃdos gratuitamente - outra grande demagogia deste governo.
O Magalhães será, ainda, GRATUITO para os alunos do primeiro escalão da acção social escolar e custará 20 euros para as crianças do segundo escalão da acção social escolar. Há alguma portátil na Chip7 ou quejandos com estas condições?...
Para os alunos que não são abrangidos pela acção social escolar, o computador Magalhães custará 50 euros, como já referimos. Tentar deturpar isto, com óbvios intuitos de chicana polÃtica é que é triste - as nossas crianças não o merecem, certamente mas há gente que deita mão a tudo apenas para fazer "propaganda" contra o Governo.
Para quem diz que isto não foi apresentado nem discutido com "ninguém", informo que o Ministério da Educação tem vindo a organizar sessões de trabalho de dois dias em várias regiões do paÃs, para dar a conhecer o Portátil Magalhães aos Coordenadores das Tecnologias de Informação e Comunicação das várias escolas do paÃs.
Para quem também refere que não há "controlo" no acesso à Internet e que o software não é "especial", refira-se que o Magalhães traz o designado Magic Desktop, que é como que uma extensão do sistema operativo (Windows) que redesenha por completo o seu ambiente gráfico tornando-o bem mais amigável para a utilização por crianças.
O Magic Desktop é descrito pelo seu autor, Lars Jolstad da Easybits, como um sistema operativo de criança, destinando-se a utilizadores dos 2 aos 12 anos de idade. Lars Jolstad desenvolveu o software inspirado e motivado pelos seus próprios filhos, de 3 e 4 anos, quando viviam em Espanha longe de seus avós noruegueses.
O propósito subjacente ao sistema é a protecção e a diversão. Na vertente de protecção, o Magic Desktop contribui para proteger os menores dos riscos e dos aspectos mais sombrios de uma navegação na Internet, ao passo que na componente diversão, habitua as crianças à utilização da Informática de maneira mais divertida e mais adequada às suas necessidades e expectativas.
O Magic Desktop encerra nele mesmo algumas caracterÃsticas próprias de software de controlo parental, como a possibilidade de os pais ou os educadores, poderem configurar listas de emails permitidos e de sites que podem ser visitados, vedando os restantes à comunicação dos seus filhos ou educandos.
Uma das preocupações do Magic Desktop é permitir sempre que possÃvel a interacção gráfica em vez de texto, daà que muitas das operações que nós adultos estamos habituados a accionar na forma de botões etiquetados com texto, tenham o seu equivalente gráfico na forma de imagens, fotos e Ãcones no Magic Desktop. é o caso do programa de correio electrónico Magic Mail onde para enviar uma mensagem por email ao primo, a criança necessita de clicar simplesmente no botão do Papagaio Falante e gravar uma mensagem de voz, antes de a fazer seguir o seu caminho para o primo, amigo de brincadeiras, através de um simples clique na foto que exibe a sua “carita laroca†entre outras disponÃveis, da famÃlia e amigos da criança. Neste caso, o ficheiro de som é comprimido, para que sem perda da qualidade mÃnima necessária, a mensagem não ocupe um tamanho inconveniente.
Ferramentas para escrita divertida e fácil, exercÃcios de matemática, programa de edição de imagens, de desenho e para colorir, colecções de jogos de computador para crianças prática de piano e outros instrumentos, são algumas das ferramentas disponÃveis no pacote.
Fico a aguardar qual a próxima "crÃtica" ao Magalhães - ou será, antes, ao Sócrates, de quem quer ter qualquer argumento para o fazer, mesmo quando estamos perante um BOM PROJECTO para as novas gerações?...:-)))
Mas está longe de ser boa...boazinha talvez.
Agora uma coisa é certa, eu não dou uma prenda a ninguem e digo a 3ºs para pagar parte dela.
Eu explico. O governo deu alguns Magalhães a seguir "mandou" as Camaras pagarem o acesso á Net.
Quanto aos portateis é outro engano, quem estiver no 3º,4º ou 5º escalão (do 7º ao9º ano) paga 150 euros depois fica a pagar cerca de 17 euros pela net durante 12meses depois durante 24 meses paga o normal das operadoras telefonicas cerca de 25 euros, mais coisa menos coisa e atenção ás pesquisas e vêr os mails, mais actualizações mensais é sempre a pagar após, os valores que acima referi.
É tão bom não é?
Sai mais barato dar de entrada 150 euros e ficar a pagar 20 euros que fica pago em 2 anos ou menos e utilizar a rede net se já a tiver em casa.
Já agora um agregado familiar 3 pessoas que comprou casa em 2000 a pagar ao banco 225 euros mensais, agora paga 370 euros. na altura recebiam de salario cerca de 900 euros mensais agora recebem 1200 euros mensais,com dois empregos cada, fica a criança no 4º escalão. Como se entra-se em casa 4 mil euros e não tem direito a ajudas nenhumas na educaçãonem na saude, se isto é classe média!!!
enfim devemos ir viver para uma barraca, ou pitarnos de preto ou ainda vestir de preto como os ciganos e ir para a porta da Santa Casa, assim já temos subsidios para os plasmas os telemoveis os portateis etc....etc...
Então se eu viver no mundo real sou contra o Governo certo? Assim seja.
O resto da resposta já foi dada e bem pelo Luis Silva.
Quanto ao resto do meu post embora me tenha afastado do tema, o António nem piou, será q/concorda? ou tambem é parte do alaranjado, se quiser arranjo mais do mundo real, quer?
Controlo parental tem de ser instalado - até o técnico da Intel o reconheceu na televisão. Informe-se melhor.
Não coma a propaganda que lhe servem.
Até agora a carta da DREN (Direcção Regional de Educação do Norte, bem conhecida pelas perseguições, afastamentos, ameaças, etc., na defesa deste Governo) foi uma miragem! Não a viu nos jornais?
Mas já que tudo sabe, explique-me como se envolve num projecto desta dimensão uma empresa que deve ao Estado, e que tem na sua equipa de gestão o famoso Joaquim Ribeiro, ex-director-geral da Carré & Ribeiro, que esteve preso durante dois anos e meio por fraude fiscal em esquema de carrocel - a maior alguma vez detectado no sector -, tendo conduzido mesmo ao encerramento daquela empresa com instalações em São Marcos. Esquema que agora começava a ser repetido pela JP Sá Couto. Como se continua de braço dado com a empresa promovendo-a na Venezuela, no Brasil, etc..
E porque foge o 1º Ministro a qualquer questão sobre o assunto. Como sempre, quando não convém, "não sabe, não quer saber, tem raiva a quem saiba."
O Magalhães é uma trapalhada de um Governo que dá milhões aos bancos, arranja grandes negócios para as empresas de comunicações, para esta JP Sá Couto e outras, mas nada faz para ajudar os trabalhadores e as pequenas empresas em dificuldades.
De facto que pode o PSD dizer quando depara com um governo que consegue ser ainda mais à direita que qualquer governo seu. Se calhar têm de mudar de posição na Assembleia da República.
Ninguém ajudou o capital como Sócrates, sempre de costas voltadas para os trabalhadores.
O Learning Suite desenvolvido pela Microsoft, e que passará a equipar o Magalhães, está dividido em três áreas. Uma de Aprendizagem e Desenvolvimento de Competências, outra de Segurança e AntivÃrus e uma terceira para Comunicação e Colaboração. Cada uma destas áreas é composta por aplicações made by Microsoft. A Microsoft afirma que entre as prioridades deste pacote aplicacional está a relação com alunos e professores, mas igualmente com os pais, apontando como razão disso mesmo, o facto de um dos grandes objectivos desta remodelação ter sido a melhoria da interactividade do aparelho com as potencialidades da Internet.
O Microsoft Learning Suite inclui aplicações como o Microsoft Learning Essentials, o Virtual Earth, o Microsoft Matemática, e o Family Safety, entre outros.
Segundo fontes governamentais, a versão Magalhães com Microsoft Learning Suite terá como alvo preferencial o exterior, e Portugal terá o exclusivo da sua produção. A produção, poderá no entanto não ser assegurada apenas pela JP Sá Couto, o que constitui uma novidade, podendo então vir a ser realizada também por outras empresas, desde que portuguesas.
O impacto económico poderá ser significativo, uma vez que sendo Portugal o único agente produtor e distribuidor do modelo, poderá capitalizar essa circunstância a seu favor, contribuindo determinantemente para uma maior penetração do portátil no mercado internacional.
Repare como se contradiz: se a ferramenta educativa que tem o Magalhães é tão boa, porque foi a Microsoft a correr desenvolver outra? Duas razões: a actual não presta, este é um enorme negócio para a Microsoft. Porque razão é que não se usa o software educativo da Sugar Labs, que é considerado o melhor do mundo? Talvez porque foi construÃdo para trabalhar no Linux?
Porque ainda não há Magalhães com a Caixa Mágica (Linux made in Portugal). Não percebe que tudo está montado para que este seja um projecto Intel/Microsoft? Por milagre a plataforma Intel fornecida afinal não trabalhava com o Linux, apesar de o 1º Ministro ter garantido o contrário.
Não contesto a importância de colocar a informática na escola. Contesto o dar as mãos ao grande capital, a empresas que fogem às suas obrigações fiscais. Contesto tudo ser feito sem qualquer controlo democrático, em submissão às multinacionais.
Como muito bem diz o autor do texto: esta foi uma oportunidade perdida para construir uma indústria portuguesa de informática (a JP Sá Couto é mero montador), para criar empregos em Portugal.
E já agora como explica os salários de miséria que a JP Sá Couto propõe?
Mas quem só lê o que lhe põem à frente ...
E não venha com a treta do governo PSD/PP. O PS está no Governo há quantos anos? O PSD-PP, também não serve, mas esteve lá dois anos. É evidente que este paÃs precisa de uma outra polÃtica, que varra(*) a dinâmica de direita que nos tem governado.
(*) palavra alterada a pedido do autor.
Eu fiz um comentário/desabafo/alerta não me dirigi a alguem em especial.
Indirectamente o sr. que não me vai lêr,vestiu o meu comentário de laranja c/azia, de baralhar e desinformar, chama-me entre aspas "classe media" coisa q/não consigo sêr, não me considero provocador e não gosto de chafudar. Caracterizar uma pessoa q/não se conhece só por dois comentários, só a Maya e os Tertulianos cor de rosa.
È um facto esta pessoa afastar-se sempre do tema da noticia, sempre q/ alguem discorda da sua opinião, é logo rotulada de esquerdista ou alaranjado ou outra coisa qualquer, vê sempre o seu partido e o governo atacados. Será q/as pessoas não podem pensar pela sua própria cabeça?
Fala dos livros escritos pelos amigos ...concertos pimba pagos pelas Camaras. Isso todos os partidos fazem, lembra-se das eleições para a CML? Os velhotes da excursão nem sabiam o q/estávam ali a fazer.
Fala de Durão Barroso ter fugido, e Guterres não fugiu do "pantano"? Quando Cavaco Silva saiu o Sr. Gueterres não lhe arranjou um lugar no banco de Portugal depois de passar anos a dizer mal dele? A seguir Barroso fez o mesmo ao Gueterres q/nem soube fazer contas á frente da TV. E o regabofe das casas entregues durante o mandato do PS (J. Sampaio e J.Soares) Chamáda Coligação Por Liboa CML.
Voltando ao tema.
Diz q/o projecto foi um sucesso:
Mas afinal q/ PROJECTO é esse? E q/SUCESSO é esse? Mas quis os resultados em q/se baseia para dizer a palavra SUCESSO?
Diz que Portugal tem o exclusivo da sua producção, isso éra optimo mas, inflizmente, não ouviu logo á chegada ao aeroporto H. Chavez dizer q/ Ãa abrir uma fabrica na Venezuela para os montar lá. Lá se vai parte do SUCESSO, e de locais de trabalho a criar cá. (o tal Chavez q/o nosso 1º queria distancia e agora é só amizade "gato fedorento rtp").
50 mil pessoas no estadio da Luz (cerimonia das 7 maravilhas)a vaiarem o nosso 1ºMinistro dizer-lhe alguma coisa.
Já sei éram todos esquerdista gentalha, as maiores manifestações desde há muitos anos.Já sei eram todos de direita. Maior abstenção de sempre nas legislativas foi o quê? (foi maioria absoluta).
Não me responda porque não tem palavras e falta-lhe a coragem para admitir que é verdada e que doi.
Reparou q/não fiz comentarios acerca do que escreveu sobre os seus conhecimentos informaticos, aà não o desmenti e acredito no que diz mas não tenho bases para o avaliar.
Este post já ultrapassou as dez mil leituras, o que é significativo. O nosso obrigado.
Não pretendendo limitar o direito à opinião, deixamos a sugestão para que não se afastem do tema.
Damos nota que monitorizamos todos os acessos ao site, e agradecemos que os comentadores utilizem sempre o mesmo "user".
Por este comportamento não ser aceitável, e ser possÃvel estabelecer a mesma origem, um dos comentários foi retirado.
Obrigado
O SintraVox
Vou dar fim aos meus comentários sobre o Magalhães, antes q/da proxima seja apilidado de salazarista já fui laranja agora sou vermelho. Mas acima de tudo devo sêr mentiroso pois inventei o q/escrevi.
Voltarei a comentar noticia e reportagens sempre q/puder e me deixarem
Bem hajam
pela parte que me cabe apenas entrei nesta discussão para debater o tema "portátil Magalhães". Por ter defendido este projecto fui "atacado" de toda a forma e feitio, com um conjunto de "comentários" que em NADA tinham a ver com o portátil referido mas que entraram, apenas, no mero ataque polÃtico ao Governo e ao Partido Socialista. Obviamente que se há liberdade de expressão para atacar um projecto do Governo, também terá que haver para o defender - ou não?... Por mim este assunto está encerrado. Cumprimentos.
A versão Magalhães - 60 Minutos foi especialmente desenhada para adultos. Os potenciais interessados na sua aquisição não comparticipada ficam informados que ele já se encontra à venda nas lojas da especialidade desde o dia 26 de Setembro, tendo começado pela FNAC e estendido a outras como a Radio Popular, Vobis e CHIP7. Deixo a lista detalhada do software que foi entendido juntar a esta versão no sentido de a tornar mais apelativa para adultos:
• Magic Desktop
• Diciopédia da Porto Editora
• Porto Editora - Internet em 60 minutos
• Porto Editora - Excel em 60 minutos
• Porto Editora - Word em 60 minutos
• Conteúdos de demostração da Escola Virtual
• AntivÃrus KASPERSKY
• Microsoft Media Player
• Microsoft Photo Story
• Microsoft Popfly
• Microsoft Virtual Earth
SintraVox (the dream team)
Os alunos só falam no Magalhães, como se fosse um brinquedo que todos querem, para brincar e não para pesquisar, como o nosso primeiro tenta fazer crer. O eng. Sócrates está tão preocupado em que todos tenham o computador lá em casa o mais rápido possÃvel, que até os professores são "intimados" a fazer a inscrição dos alunos na base de dados urgentemente: pedido feito pela DREN. Inscrição essa que é "para ontem".
Há urgência em entregar os computadores aos alunos e, principalmente aos papás, pois as eleições estão à porta mas não há informações concretas sobre valores a pagar, durante quanto tempo, se o valor do modem está incluÃdo na mensalidade ou é à parte... pouco se sabe. Mas também não interessa muito, o importante é o Magalhães passar a fazer parte da famÃlia o mais rápido possÃvel!
Uma grande parte de alunos já pouco trabalha, muitos deles não têm hábitos de trabalho nem se preocupam com o que quer que seja da escola (e os pais acompanham) mas parece que com o computador vão todos virar prodÃgios, pesquisadores e ganhar interesse pelas matérias escolares.
Duvido muito...
Vai ser mais uma consola de jogos a juntar-se às que já existem.
O importante é que os alunos saibam que é o "Sócrates" (desculpe a intimidade mas é assim que os alunos tratam o Primeiro-ministro) quem está a "oferecer" os computadores e digam isso aos paizinhos. Que fixe! Mas não sabem de quem se trata nem qual o cargo que ocupa. É só aquele senhor que aparece na televisão a oferecer computadores a todos os meninos e meninas! É o Pai Natal que chega mais cedo, e como ainda não está frio, anda de fato e gravata em vez do seu fato vermelhinho e não vem de trenó com as renas porque está na manutenção, vem em carros de alta cilindrada, acompanhado pela ministra da educação e comitiva socialista!!
Tanta preocupação em que os alunos tenham os computadores para "trabalharem"... e a formação dos professores?! Será para quando??? Talvez...talvez no Natal?!... no Carnaval?!... na Páscoa?!... no fim do ano?! ninguém sabe, ninguém fala nisso. Também interessa pouco, uma vez que os professores vão ser avaliados pelo seu desempenho, safam-se aqueles que estão à vontade com as novas tecnologias e os outros vão vendo os Excelentes e Muito Bons por um canudo, já que não se entendem com os computadores.
Seria interessante ver a Ministra ou, mesmo, o primeiro-ministro a demonstrarem o uso do Magalhães. Havia de ser bonito!!
O melhor de tudo é os alunos abrangidos pelo escalão A da Acção Social Escolar terem o computador à borla e as câmaras municipais são convidadas a ajudarem a pagar o modem e a 1ª mensalidade, porque os pais não podem. Têm tudo à borla: livros, material, refeições... pois os pais, coitados, estão desempregados, recebem o rendimento social de inserção, porque têm poucas posses, não contribuem em nada para a riqueza do paÃs, só ajudam ao engrossar da dÃvida... é triste. Mas para telemóveis de última geração, para a TV cabo, para jogos para a consola... há dinheiro (nota: nem todos se inserem neste panorama, só uma grande parte, muito GRANDE...).
Quem contribui com trabalho para o desenvolvimento e riqueza do paÃs, se quiser alguma coisa, paga tudo! Isto é que é justiça...
O paÃs é rico!
Fica o desabafo!
Enfim...em Portugal é mesmo assim - há sempre muitos Velhos do Restelo e muita gente para "deitar abaixo". Já para fazer alguma coisa não é bem assim, infelizmente.
quanto a mim seria mais importante e prioritário dotar as escolas de:
casas de banho dignas e papel higiénico,
cantinas que evitassem caminhadas de quase um Km à chuva e vento na hora da refeição,
aquecimento,
quadros eléctricos com potência para aguentar mais que um aquecedorzito,
....
Para já não falar que na serra a cobertura de rede das várias operadoras é nula e algumas crianças nem luz eléctrica têm em casa...
Magalhães sim, mas a seu tempo...
Mais uma vez está-se a construir a casa pelo telhado...
Nem devia defender o PSD, mas é bom dizer que desta vez a senhora tem razão, aliás seguindo o que o PCP defende há muito: é preciso ajudar as pequenas e médias empresas, é preciso acabar com os pagamentos por conta.
O PS só toma medidas para beneficiar os bancos, que como se vê, coitadinhos, desceram os lucros 60%, ou coisa semelhante, e agora só ganham muitos milhões!
Em contrapartida, o rating da dÃvida do Estado - a credibilidade de Portugal perante o exterior -, graças à s garantias dadas, desceu. Assim aumentam os juros da dúvida externa. E o Zé Povinho paga com os impostos!
Mas centrando no assunto que interessa.
O PS só faz medidas de show-off, e o Magalhães não é um projecto realizado com pés e cabeça.
Basta recordar que primeiro distribuem-se os computadores, depois lá vai a Microsoft a correr criar software adequado à necessidades, depois faz-se a formação dos docentes (e a formação dos pais para quando?), etc.
Não é só a educação que está a ser construida pelo telhado. É o próprio e-escolinha.
Distribuir computadores sim, não assim.
Um negócio escuro, que como refere a notÃcia, podia ter sido aproveitado para lançar uma base tecnologica nacional.
Assim beneficia-se uma empresa escolhida sabe-se lá porquê, envolvida em situações de burla com o Estado, que foi contratar a peso de ouro pessoa envolvida em fraude fiscal, e que paga miseravelmente à generalidade dos trabalhadores.
Beneficia-se o grande capital, a Intel, a Microsoft.
Alguns continuam a embolsar, e o Povo tem que pagar e calar!
PS: continuo à espera que o sr. António comente o negócio do Magalhães.
Ponto #2 - O OLPC é um projecto fabuloso que consiste em criar Computadores cujas peças integrantes tenham a melhor relação preço/qualidade. Comprei 2, um para a minha mulher e outro para a nossa filha.
Ponto #3 - O negócio com a Venezuela deu para o torto, porque lá são por lei obrigados (e a meu ver muito bem) a usar Software livre (shh... Sócrates, lá se foi o XP, o Word e o Excel...shh..) Parece que os primeiros vieram de volta pois têm de ter lá dentro o Linux lá da Venezuela.. LOL
P.S. Para que este Site funcione bem no Firefox, o administrador tem de colocar o seguinte no < body > style='color:#FFFFFF'.
Obrigado e força para os que ainda se preocupam em estar devidamente informados.
Importar um produto fabricado na Ãsia (Sim, o XO da OLPC teria sempre que vir da Ãsia, sublinhe-se!) seria algo completamente distinto do que está a ser feito com o Magalhães. Propiciaram-se condições para que um conjunto de empresas portuguesas, das quais a JP Sá Couto é lÃder, fabricasse cá o computador (em Matosinhos mais concretamente). Algo que não seria possÃvel com o XO.
E se nesta primeira fase a incorporação de componentes fabricados em Portugal é reduzida, já está prometido pelos responsáveis do projecto o seu incremento progressivo até patamares bastante elevados.
Louvemos a iniciativa que permitiu que ocorresse em Portugal a primeira iniciativa europeia de Original Design Manufacturer (ODM). Louvemos o marketing do projecto - está a resultar em pleno, e as exportações atestam-no.
A TVI passou recentemente no seu telejornal da noite uma peça na mesma linha de maledicência.
Entre diversos dispsrates como referir-se a “software da Intel†e “notebookâ€, os senhores “jornalistas†que a assinaram, “bateram†imenso no Magalhães com argumentos que se conhecem desde Agosto - porventura os distintos autores da peça, só quase em Novembro deles tiveram conhecimento. E tudo, porque o nosso primeiro-ministro aproveitou (e muito bem!)para fazer publicidade ao Magalhães na Cimeira Ibero-Americana.
Com certeza, os senhores da estação de Queluz ficariam mais satisfeitos que Sócrates em vez do Magalhães tivesse levado umas cassetes das extremamente educacionais, e de tradição e fórmula bem portuguesas, telenovelas da TVI...
Tantas crÃticas, tantos apupos, nalguns casos tanta maledicência … Ainda bem que o Magalhães é como é. Daà que todos estes ataques acabem por “resvalar na sua couraça de indiferença†do seu chassis em plástico resistente ao choque..."
Fonte: Blog do projecto Magalhães (adapt.)
...afinal parece que, por vezes, não se conta a "história" toda do tal OLPC...
Sobre o comentário que chama "fraude" ao Magalhães e fala em "comprar votos de crianças", bem...nem vale a pena comentar, mas é triste que em Portugal ainda se usem argumentos (?) destes para deitar abaixo um projecto educativo, deve ser por isso que estamos tão "avançados" comparativamente a outros paÃses...
A juntar a estes paÃses, somem-se os contactos mantidos com Bélgica, Luxemburgo, Hungria, Roménia, Moçambique, Argentina, Emirados Ãrabes Unidos, Macau e Cabo Verde.
Um dos administradores da JP Sá Couto, João Paulo, garante que as negociações não são pontuais, e que existem muitos paÃses interessados no Magalhães.
(...serão todos "ignorantes", nestes paÃses?... não deveriam estar a "correr" para o tal OLPC?... quererão "comprar votos através de crianças" com estas encomendas a Portugal?... Pois...)
Sendo facto que o OLPC é produzido na Ãsia, também era facto que o Classmate/Magalhães não era produzido em Portugal. Da mesma forma, o computador realizado em pareceria com a OLPC (ou qualquer outra) poderia ser montado em Portugal.
Melhor, Portugal poderia ser pioneiro no desenvolvimento das tecnologias que estão na base do projecto XO2, esse sim absolutamente revolucionário. Tal como com o Multibanco, ou a Via Verde, poderiamos ter passado para a vanguarda, agora de algo tão importante como a tecnologia táctil aplicada aos computadores, e no desenvolvimento de compuradores para crianças.
Um Governo com visão, não se teria limitado a comprar uma ideia que lhe foi vendida por uma empresa, sem olhar para mais nada.
Por isso a opção do Governo foi um erro geracional.
O que está em causa não é que se distribuam computadores às crianças, iniciativa louvável como sempre afirmo - embora seja agora evidente que não foi devidamente planeada, faltando formação e enquadramento -, o que está em causa, é o negócio.
Também não corresponde a verdade que que o Magalhães seja a primera iniciativa europeia de Original Design Manufacturer (ODM). É mentira.
Primeiro, até parece que já não exitiram muitas marcas europeias, especialmente francesas e britâncias, essas sim com conceitos originais, e que ficaram pelo caminho. O mais famoso o britânico Commodore.
Segundo, o Magalhães não tem nada de original produzido na Europa. Tudo foi concebido nos EUA, ou pela Intel ou pela Microsoft.
O que está em causa, é que, como se confirma, o Magalhães corresponde a um negócio de milhões, que devia ter servido para desenvolver uma tecnologia de base portuguesa, não mais uma industria de montagem.
E para que isso acontecesse havia que optar por um outro tipo de parceiro, e para isso a OLPC estaria muito melhor colocada que a Intel. Note-se que o problema que parte da industria portuguesa hoje sente, resulta precisamente de em vários sectores não dominarmos todo o ciclo de produção. Somos lÃderes nos moldes porque o dominanos. O nosso sector automóvel está em crise, porque durante anos fomos apenas montadores, e mesmo a Auto-Europa apenas é uma montadora global -mas de uma época em que já seria impossÃvel ser diferente. Com o Magalhães somos montadores. A JP Sá Couto faz com o Magalhães o que já fazia, e continua fazendo, com os Tsunami: pega em componentes, a maioria importados, e monta. Todos os elementos do design (a caixa do PC) foram concebidos nos EUA.
Uma nota final para o escandalo que passou ao lado do paÃs, e que tem contornos preocupantes, pois sinaliza a nossa perda de sentido de Estado, e daquele que é um dos mais importantes elementos da democracia: o princÃpio da igualdade.
Só assim se explica a passividade face à notÃcia de o Primeiro-Ministro andar a promover o Magalhães pelo mundo. José Sócrates a usar o dinheiro dos contribuintes para promover o negócio de uma empresa privada, não realizando igual esforço para promover outros. Nunca vimos o Primeiro-Ministro fazer o que fez na Cimeira Ibero-Americana com o Magalhães, por exemplo para o vinho português. Ou seja, não seria para mim escandaloso, se o Primeiro-Ministro tivesse o uso de promover os produtos portugueses no estrangeiro. Escandaloso é José Sócrates promover apenas a JP Sá Couto - porque o Magalhães é um produto da JP Sá Couto -, quando não promoveu outros sectores, e outras empresas. E porque se dá a primazia à JP Sá Couto, sem falar com as outras empresas portuguesas que estão neste mercado dos mini-PC?
O que está em causa, repito, não é a ideia, o computador na escola, que é louvável, o que está principalmente em causa é um negócio escuro, suportado por uma campanha demagogica de desinformação.
O que está em causa é o inaceitável favorecimento de uma empresa, sem concurso, sem avaliação de condições técnicas, sem avaliação de condições laborais. Uma escolha realizada sem qualquer critério, sem qualquer sondagem ao mercado, tanto quanto se sabe.
Um projecto que, agora já está confirmado, avançou sem qualquer modelo pedagógico de suporte.
PS: como previ lá vai o Magalhães a caminho da Venezuela (e aqui a JS Sá Couto está já com problemas, porque o Hugo Chavez pode ter muitos defeitos, mas não é parvo, e não aceita computadores com software Microsoft, que mesmo o software local, e lá têm vindo os Magalhães de volta porque o Linux continua a ter problemas, tanto quanto consta) e da LÃbia - paÃses onde o Classmate nunca seria vendido.
É impressionante a quantidade de referências elogiosas à iniciativa [ao computador Magalhães], quer em órgãos de comunicação internacionais quer em blogs dedicados à temática da tecnologia
LuÃs Miguel Ferreira
Não é de agora! Os portugueses têm alguma dificuldade em reconhecer dentro de portas coisas boas que cá se passam, que cá se fazem! Basta ver um noticiário, em papel ou no monitor, para sentirmos, precisamente, esta dificuldade objectiva. Tudo (ou quase) é montado pela negativa, pelo lado destrutivo. Sim, porque tudo tem dois lados! É a velha história do “copo meio cheio ou meio vazioâ€.
O que gira em torno do computador português “Magalhães†é um excelente exemplo disso mesmo. É impressionante a quantidade de referências elogiosas à iniciativa, quer em órgãos de comunicação internacionais quer em blogs dedicados à temática da tecnologia. E apesar de ter sido absolutamente incrÃvel a curiosidade que a iniciativa despertou por esse mundo fora, cá dentro, no nosso próprio paÃs, há gente que preferiu desvalorizar, criticar, destruir e levantar confusão, alguns deles apoiados por alguma comunicação social especializada nesse tipo de abordagens. Mas com esses não quero perder nem mais uma linha.
No passado dia 3 de Outubro, esteve cá Steve Balmer, CEO da gigante americana Microsoft que é “só†a empresa que mais conhece o mercado das tecnologias no mundo inteiro. E Steve Balmer não esteve cá para visitar o Mosteiro dos Jerónimos! Steve Balmer veio reforçar a parceria da Microsoft com o Estado português, através da assinatura de um protocolo que permitirá levar software da Microsoft ao “Magalhãesâ€. Quem esteve na sessão ou assistiu à entrevista que Balmer concedeu ao Expresso da Meia-Noite, percebeu bem o entusiasmo com que se referia à iniciativa. E devia enche-nos de orgulho ouvir este empresário dizer explicitamente que:
- a iniciativa é “incrÃvel, única, espantosa e fenomenalâ€;
- não conhece outro paÃs no mundo onde “cada aluno dos 6 aos 10 anos vai ter um computador portátilâ€;
- “não há nenhum paÃs que esteja a fazer isto que Portugal está a fazerâ€;
- “o crescimento com conhecimento e utilização das TIC é uma coisa boa para a sociedadeâ€;
- “o Magalhães é interessante não só por ser de baixo custo mas porque é realmente fácil de manusear pelas crianças, é à prova de água e fácil de transportarâ€;
- foi feito um “excelente trabalho na máquina pela empresa local que os fabricaâ€;
- a “Intel promoveu um conceito de computadores de baixo custo para miúdos, o que é óptimo, mas alguém tem de fabricá-los de facto, distribuÃ-los e de pô-los a funcionarâ€;
- “o Classmate é um conceito, enquanto que o Magalhães é um computador a sérioâ€.
Obviamente que Steve Balmer e a Microsoft têm interesses comerciais em associar-se a esta iniciativa e, de facto, se estivéssemos perante algo desinteressante, Steve Balmer e a Microsoft, provavelmente, não se associariam. Mas eu pergunto: isso será mau para Portugal e para a economia portuguesa? Isso será mau para os portugueses? O que é que o Governo deve fazer quando uma empresa como a Microsoft pretende associar-se a um projecto português que considera único no mundo? As respostas deviam ser evidentes mas, para muitos, não são. E por isso, quando os jornalistas do Expresso da Meia-Noite perguntavam se o “Magalhães†era propaganda, Steve Balmer respondeu como sendo a pessoa que mais considerava a iniciativa incrÃvel, “mais do que qualquer outra pessoa deste paÃsâ€. E isso é que é mau! Ou terá Steve Balmer enlouquecido?"
artigo de LuÃs Miguel Ferreira
É a primeira vez que entro neste site, estando à procura de mais informações sobre o "magalhães", pois após ter lido toda a documentação entregue na escola do meu filho, ter pesquisado nos sites do ministério da educação, da e-escolinha, da tmn, etc..., pensava que já estava informada.
Afinal, o processo da compra do computador está muito confuso. Após ter entregue o impresso de candidatura em que informava estar interessada no computador mas que não pretendia a net (há um computador da e-escola com a net portátil em casa), já que a informação veiculada é que a net é opcional, recebi da escola um impresso intitulado "termo de responsabilidade". Neste impresso devo dar o meu nº de BI e de contribuinte (???) e assinar em como me responsabilizava nos pagamentos decorrentes deste projecto e assinatura. Há uma referência à opcionalidade da net, mas o que é estranho é a obrigatoriedade de ter de assinar um "termo de responsabilidade", pois o portátil é pago contra entrega e a dinheiro. O único documento com carácter de responsabilidade, seria um contrato a assinar com a operadora, para quem pretendesse a net.
Fui pedir esclarecimentos à escola e ainda sabiam menos do que eu.
Ao falar com outros encarregados de educação, foi-me dito que o agrupamento da escola informou que, além dos 50€, haveria um encargo mensal de 15€ (o valor da net) para com os operadores, mesmo não querendo subscrever à net. Assim sendo, isso explicaria o porquê do termo de responsabilidade. O portátil ficaria assim em 590€ (50€+17x36 meses. O que não me espantaria no caso de ser realmente verdade, pois "oferecer" um portátil de cerca de 300€ por 50€... quando a esmola é grande o cego desconfia. Por via das dúvidas, enquanto não tiver a certeza, não entrego nenhum termo de responsabilidade. Alguém foi informado neste sentido? Obrigada e boa noite.
Não. A adesão a assinaturas Internet é facultativa. No entanto, sendo importante garantir aos alunos o acesso à Internet em casa, pois na escola terão Internet cedida pelas Autarquias, serão criados programas de apoio a subscrição destes serviços a preços controlados. Mas muitos pais que já têm Internet em casa poderão incluÃr o Magalhães do seu “filhote†nessa utilização.
(FAQ´s - site do Programa Magalhães)
...a quem interessa (realmente) desinformar e atrofiar?... Como é possÃvel que não se saiba informar alguém de uma coisa que está EXPLÃCITA no site do próprio programa?...
Enfim...
"Uma das respostas perguntas que muitos leitores do blog têm feito, e que nalguma medida tem ficado sem resposta, dadas ainda algumas indecisões, prende-se com as ofertas especÃficas de Internet banda larga para o Magalhães. Para começar, reafirme-se que a subscrição da Internet é facultativa - não é obrigatória, e que todos os pais que já tenham Internet em casa, poderão com menor ou maior facilidade utilizar esse acesso para o Magalhães do seu filho, uma vez que o portátil da JP Sá Couto dispõe quer de placa incorporada de acesso à rede sem fios, quer de porta de comunicações Ethernet para ligações com fio."
in site programa Magalhães
"Se" e escrevo este se proposital, o governo (que o sr, considera óptimo), se preocupasse minimamente com as nossas crianças, estes pc's seriam gratuitos!!!!!!!!!!!!!!!!
Num paÃs onde praticamente se vive de impostos vs impostos, era completamente indiferente ao governo (que nem governar sabe), uns miseros euros, isto falando (claro) dos milhões de vão gastando em coisas que não interessam aos portugueses.
Se estou chateada???? Claro que NÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
==================================
Estou em lista de espera para uma cirurgia no maior hospital do pais, há 4 anos, o governa apregoa publicamente que as listas de espera são de 6 meses!!!!
=============================
Como recebo o vencimento minimo e as contas são superiores, recorri á segurnaça social, a resposta???? Eu digo-lhe a resposta de uma funcionária que é paga com o MEU dinheiro: a sra (eu) paga as despesas porque quer, porque o seu ordenado para si é considerado um luxo!!!!! PORTANTO EU SOU UMA PESSOA SÉRIA, EMBORA LUXUOSA E QUE GANHA 328€. Sou uma maravilha!!!!!
==========================
Como estou sózinha com 2 crianças, recorri ao SAS...e SURPRESA: Com 328€, pago 250€ de casa, água, luz, gáz, etc etc etc.... não tive direito, POR NÃO SER estrangeira carenciada!!!!!!!!! Infelizmente nasci num paÃs que valoriza tudo o que vem de fora e despreza os filhos da terra.
Sr António, se o sr. vive bem, agradeça a Deus por isso, porque a qualquer momento tudo isso pode desabar e todo o seu emproamento deixa de ter razão de ser.
Que nunca necessite de nada do governo que aà sim o sr vai ver a miséria do pais em que vivemos.
Boa sorte para si e para os seus e olhe: Como não posso comprar o magalhães ao meu filho de 7 anos, uma vez que tenho o escalão PAGA, compre por aà algum por mim e ofereça-o a uma criança perto de si, concetrze existem ao milhares!!!!!
Vá lá que eu ajudo um pouco
================================
Pijaminhas para as crianças do IPO
São necessários (principalmente) pijamas para as crianças que estão no IPO afazer tratamentos de quimioterapia.
Após os tratamentos, os pijamas ficam muito sujos e gastam-se rapidamente.
Esta ideia surgiu há dois anos e hoje já é apelidada de *Movimento Pijaminha* pelo sucesso que têm tido os esforços conseguidos!
As necessidades existentes passam pela falta de pijamas, pantufas, chinelos,meias, robes e fatos de treino. Para todos a vida não está fácil, mas dentro das possibilidades de cada um há sempre espaço para participar, comprando ou obtendo junto de amigos efamiliares agasalhos que já não sirvam. No ano passado foram entregues 76 pijamas e o IPO ficou muito satisfeitocom esta dádiva.
Este ano vamos repetir a façanha, e se possÃvel ultrapassar este número.
Se divulgarem já estão a ajudar!!!
=================================
Peço desculpa pela minha demagogia fantasista e mal intencionada......
Solicito-lhe apenas que reecaminhe a mensagem acima referida, afinal nunca se sabe quando um familiar seu irá necessitar de uma divulgação a nivél nacional/mundial, ou então finja que não leu nada (que será o mais provavél)
========================================
A banca nacionalizou o Governo
A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos. A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada
Quando, no passado domingo, o Ministério das Finanças anunciou que o Governo vai prestar uma garantia de 20 mil milhões de euros aos bancos até ao fim do ano, respirei de alÃvio. Em tempos de gravÃssima crise mundial, devemos ajudar quem mais precisa. E se há alguém que precisa de ajuda são os banqueiros. De acordo com notÃcias de Agosto deste ano, Portugal foi o paÃs da Zona Euro em que as margens de lucro dos bancos mais aumentaram desde o inÃcio da crise. Segundo notÃcias de Agosto de 2007, os lucros dos quatro maiores bancos privados atingiram 1,137 mil milhões de euros, só no primeiro semestre desse ano, o que representava um aumento de 23% relativamente aos lucros dos mesmos bancos em igual perÃodo do ano anterior. Como é que esta gente estava a conseguir fazer face à crise sem a ajuda do Estado é, para mim, um mistério.
A partir de agora, porém, o Governo disponibiliza aos bancos dinheiro dos nossos impostos. Significa isto que eu, como contribuinte, sou fiador do banco que é meu credor. Financio o banco que me financia a mim. Não sei se o leitor está conseguir captar toda a profundidade deste raciocÃnio. Eu consegui, mas tive de pensar muito e fiquei com dor de cabeça. Ou muito me engano ou o que se passa é o seguinte: os contribuintes emprestam o seu dinheiro aos bancos sem cobrar nada, e depois os bancos emprestam o mesmo dinheiro aos contribuintes, mas cobrando simpáticas taxas de juro. A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos. A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada.
Tendo em conta que, depois de anos de lucros colossais, a banca precisa de ajuda, há quem receie que os bancos voltem a não saber gerir este dinheiro garantido pelo Estado. Mas eu sei que as instituições bancárias aprenderam a sua lição e vão aplicar ajuizadamente a ajuda do Governo. Tenho a certeza de que os bancos vão usar pelo menos parte desse dinheiro para devolver aos clientes aqueles arredondamentos que foram fazendo indevidamente no crédito à habitação, por exemplo, e que ascendem a vários milhares de euros no final de cada empréstimo. Essa será, sem dúvida nenhuma, uma prioridade. Vivemos tempos difÃceis, e julgo que todos, sem excepção, temos de dar as mãos. Por mim, dou as mãos aos bancos. Assim que eles tirarem as mãos do meu bolso, dou mesmo.
=================================
27 Outubro 2008 1 comentário sem avaliação Declarações inadmissÃveis do Sec.Est.dos Assuntos Fiscais
Comunicado de Imprensa
Declarações inadmissÃveis do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais ao Jornal de Negócios
As declarações do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais ao Jornal de Negócios (edição de 21 de Outubro) demonstram bem a falta de coerência e fundamento das polÃticas governamentais em matéria de benefÃcios fiscais para os trabalhadores com deficiência.
"Efectuámos um primeiro movimento que se traduziu na redução dos benefÃcios dos que ganhavam mais em relação aos que tinham menos Agora, optámos por fazer o contrário: não onerar primeiramente os que têm mais rendimentos e beneficiar os que têm menores rendimentos (…) Foi um movimento a dois tempos(…) Damos agora e retiramos mais tarde aos maiores rendimentos. E nessa perspectiva conseguimos ver com maior certeza e coerência a redistribuição que pretendemos fazer ".– declara.
Além da flagrante contradição, este discurso revela duas evidências: a falta de sensibilidade do Governo para as questões dos trabalhadores com taxas de incapacidade superiores a 60%: será que o Sr. Secretário de Estado consegue imaginar o esforço para ir de cadeira de rodas para o trabalho? Será que o Sr. Secretário de Estado imagina sequer as dificuldades que um cego tem só para chegar ao seu local de trabalho? Sabe o Sr. Secretário de Estado as dificuldades e as despesas acrescidas que estas pessoas têm para competir com outros trabalhadores com iguais nÃveis de qualificação? Calcula qual a perda de rendimentos que têm só por terem uma deficiência?
A segunda evidência é óbvia: o Governo apenas adiou a eliminação total do que restava de rendimento isento de imposto (10%) por motivos eleitorais. Damos agora e retiramos mais tarde. "No próximo ano, a progressão continuará tal como prevê a legislação".
Ainda bem que o assume Sr. Secretário de Estado. O atrevimento das suas declarações explica-se por estar a falar de um grupo social que dificilmente se consegue mobilizar e protestar. Para muitos de nós, até tomar um café é uma aventura, quanto mais uma manifestação à frente do seu ministério. Mas não deveria menosprezar a nossa força: com a mesma determinação e coragem com que conseguimos vingar profissionalmente e conquistar a nossa autonomia financeira iremos combater a sua polÃtica cÃnica e desprezÃvel.
De qualquer forma fique já com uma certeza : não é com mais meio salário mÃnimo por ano e o adiamento por um ano da isenção de imposto sobre 10% do rendimento do nosso trabalho, que ganhará um só voto em 2009 dos trabalhadores com deficiência.
Neste momento, voltamo-nos para os deputados do PS a quem perguntamos se sancionam estas declarações do Secretário de Estado. E insistimos para que o Grupo Parlamentar do PS agende a reunião que está pedida desde 22 de Abril de 2008.
No dia 5 de Novembro à tarde, vamos para a porta da Assembleia da República contactar os deputados de todos os partidos a quem pedimos, desde já, o maior repúdio por estas declarações.
Apelamos a todos as pessoas para estarem presentes e não admitirem que brinquem desta forma com os seus direitos das pessoas com deficiência!
A Comissão do Movimento de Trabalhadores Portadores de Deficiência em Defesa dos BenefÃcios Fiscais (MTPD-BF)
====================================
No agrupamento a que pertenço a entrega do Magalhães vai ser adiada. Motivo?
O computador teve de regressar à fábrica, para inserirem um programa de limpeza de escolas, visto não haver dinheiro para pagar às tarefeiras, que tiveram de ser dispensadas.
Como diria alguém..."e esta heim?"
Quem quer comprar o Magalhães q/se despache pois, este é o ultimo ano para poder deduzir material informatico no IRS, mais uma prenda deste governo.
Quanto Sr. António, coitado tenho tanta pena de si. O Sr. conseguiu desviar este debate/comentário para zonas onde não se sente à vontade, provocou quase todas as pessoas menos a Ccnchita Não lhe chamou clone nem sei porque (ou até sei mas não digo). A 16 Out. queixou-se de ser atacado de toda a forma e feitio, isso foi o que o Sr. fez aos outros. Quem no governo lhe passou procuração para o defender com tanta irracionalidade? Se o quer fazer, há outras noticias para comentar neste jornal, Agora não se arme em vitima ou, será só mau feitio por escrever de noite e de dia, não tendo tempo para dar repouso ao corpo e sua mente.
Diga-me afinal o deficit deixado pelo anterior governo era de 6,8% em 14 de Out., a 6 Nov. já o fez subir até aos 7%
Digo-lhe uma frase muito conhecida.
PORQUE NÃO TE CALAS.
1 Agosto, a 1ªcoisa q/escreveu foram 2 palavras "muita inveja".
Leia o q/escreveu a 2 e a 3 de Out. "Este é um exemplo do Portugal que temos no seu melhor...". Ainda ninguêm lhe tinha dirigido a prosa já você estáva a destilar acido.
14 de Out. destilou o seu fraco acido para cima das minhas palavras sem eu me dirigir a si. Palavras por si escritas. Correia de trasmissão, chafurdar,baralhar, azia, alaranjados, vermelhos, deitar a baixo, velhos do restelo,ódio, clones. Dai para baixo foi sempre um baixar de nivel q/em si já vi q/é um defeito de fabrico .
Escreveu com uma desilegancia a roçar a falta de educação sobre a ROSITA quando éla nem lhe dirigiu uma simples palavra.
Rui Pereira comfirmou as minhas palvras de o negocio c/a Venezuela não ser nenhum sucesso, deve-lhe ser dificil aceitar.
Pela sua logica(portail português)Tambem os automoveis montados na Autoeuropa tambem o são. Já estou a ver o seu 1º Ministro na proxima cimeira a fazer publicidade, ao carros portugueses q/são muito resistentes até o presidente da Venezuela etc.etc... e não sofreu um arranhão na pintura.
Deixe as outras pessoas escreverem à sua vontade têm esse direito, se quiser ser util e poder dar esclarecimentos validos optimo, niguem o vai chatear, não provoque as pessoas provavelmente não teria coragem de o fazer frente a frente em carne e osso.
Ã’ homem ganhe juÃzo. Que falta de chá
Venezuela: Portáteis Magalhães e satélite Simón BolÃvar apoiarão escolas remotas - ministra
2008-11-11 06:15:21
Caracas, 11 Nov (Lusa) - Os portáteis portugueses Magalhães e o Simón BolÃvar, o satélite que a Venezuela lançou recentemente, vão ser usados para levar conteúdos e matérias de interesse à s escolas remotas do paÃs, revelou segunda-feira a ministra venezuelana de Ciência e Tecnologia ao regressar da China.
"Há um projecto concreto que a Venezuela vai desenvolver com Portugal, no tema de computadores para as escolas que vão ser plataformas tecnológicas que permitirão, através do (satélite) Simón BolÃvar, divulgar em rede conteúdos e material de interesse para as nossas escolas", disse Nuris Orihuela à Agência Lusa.
"Com Portugal, entre tantos projectos, porque são muitos, em todos está (o Ministério da) Ciência e Tecnologia, e um projecto muito importante é o de computadores para as escolas", disse.
Segundo a ministra venezuelana, "nos últimos meses, têm-se acelerado os trabalhos da Comissão Mista Portugal-Venezuela e, em boa parte, falamos de projectos produtivos, de ciência e tecnologia, porque vamos sempre associar um processo produtivo ao desenvolvimento de uma ou várias tecnologias".
Fica apenas uma dúvida - como o satélite que a Venezuela lançou para o espaço foi construÃdo com peças e componentes oriundos de outros paÃses... se calhar a oposição na Venezuela vai acusar a ministra de ser "mentirosa" e que o diacho do satélite não é mesmo venezuelano... :-))))))
A sua conversa é sempre a mesma. Não consegue dar respostas decentes quando, as verdades são ditas, refugia-se sempre em frases tipo "está á vista de toda a gente" esse toda a gente deve ser só você, aqui você é quase o unico a defender na integra este "pseudo projeto" e que só vê grande sucesso mas, nenhum defeito. Há pessoas que lhe veêm algum mérito mas tambem vários defeitos é aà que voçê entra a ser indelicado.
Ainda não descreveu aqui porque lhe chama sucesso diga por favor, Onde o vê?
Vou ser mais explicito, para você não fugir a respostas directas.
A frase "porque não te calas" tem a ver com as suas provocações, não com esclarecimentos q/queira dar, pode fazer esses esclarecimentos sem antes ou depois vir com uma frase provocatoria, tal como o ultimo parágrafo da sua intervenção de 11/11/2008. Depois faz-se de vitima. (tal e qual o seu 1º faz sempre na AR).
Nem eu nem ninguem tem de ouvir só porque não é da sua opinião(e aqui maioria é contrária á sua) tem de sêr chamado "voz do dono porque"inflizmente o "sêr" q/ mais se identifica com a voz do dono é sem duvida você mas, para si é "porreiro pá porreiro",nada contra da minha parte.
Já vi q/não consegue ou não compreende a sua propria prosa, veja bem a sua 1ªintervenção.Fugiu um pouco ao assunto SIM e começou logo com picardias SIM.
Armou-se em vitima SIM a 16/10/2008.
Caros senhores do Sintra Vox,
"Por ter defendido este projecto fui "atacado" de toda a forma e feitio, com um conjunto de "comentários" que em NADA tinham a ver com o portátil referido mas que entraram, apenas, no mero ataque polÃtico ao Governo e ao Partido Socialista. Obviamente que se há liberdade de expressão para atacar um projecto do Governo, também terá que haver para o defender" Tadinho.
E antes um "pai Natal" a distribuir computadores do que uma "mãe Natal" a distribuir défice de 6,8%, com ar carrancudo... :-)
Acha esta resposta não provocatória? E ainda faz pior na intervenção anterior.
O défice já é novamente de 6,8%, seja decidido ou é 6,8% ou 7%, em q/ficamos?
O satélite q/a Venezuela lançou... vem dar-lhe razão, os veiculos montados na Autoeuropa "que diacho não é que sâo mesmo portugueses...:-)))))"
Termino a seu gosto.
The end. Não é a tecla para fechar o programa do Magalães, pois não?
Vou ter saudades suas.
C/Cumprimentos
Mais que no milhão de portáteis Magalhães comprados pela Venezuela, o sucesso público da melhor iniciativa do actual governo em matéria de sociedade da informação e respectivas tecnologias e economia está no brilho do olhar dispensado por quem passa por ele na FNAC.
Fiquei surpreso. Indiferentes à s “crÃticas†estéreis acerca do “marketing polÃtico†e da origem geográfica dos seus componentes, o público dispensa ao portátil o olhar que merece um computador:
barato
leve
potente
agradavelmente transportável
versátil
pedagógico
estimulante
fracturante
Mal me conseguia abeirar da vitrina, sempre rodeada de gente. Todo o tipo de gente. A famÃlia modesta, com os olhos da miúda a brilharem e o pai de calções a deixar o interesse sobrepôr-se à timidez. O par jovem, ambos estudantes, ambos interessados nas caracterÃsticas. O casal bem na vida, um olho no preço outro na capacidade.
Nunca vi, na informática de consumo, um tão grande interesse num computador.
Em quase 30 anos a segir a micro-informática, é a segunda vez que vejo um aparelho com potencial para estimular a criatividade informática a uma geração (ou duas). Portugal teve um hiato de uma geração condenada a usar as ferramentas impostas, sem forma de criar as suas ferramentas, de dar vazão à curiosidade.
Não estou a dizer que o aparelho vai mudar isto. Nada muda isto, excepto a vontade colectiva. Há lacunas na distribuição pelas escolas. Há escolas sem condições básicas onde o Magalhães será alienÃgena. Há professores que nunca usaram um computador, que outra coisa poderão fazer além de proibir o seu uso, ou desconfiar dele? Um aluno de barriga vazia, que poderá fazer com o Magalhães?
Com tão poucos professores capazes de elaborar materiais digitais, uma boa parte do capital do aparelho desaparece na menor valia dos jogos. Não nos faltam crÃticas para fazer, evidentemente.
Mas o aparelho abre portas que estavam fechadas. Quebra barreiras. Aproxima as pessoas do novo paradigma da sociedade da comunicação: aparelhos diversos e baratos com acesso global à s ferramentas e à informação disponÃveis numa rede ubÃqua.
Há quem insista em não ver que a era dos computadores pesados, carregados de violentÃssimo hardware, terminou. Já só são necessários para servidores. Porque para ler, escrever, até mesmo jogar, ver o mail, preencher o formulário do IRS, editar o blogue, ver o Youtube, descarregar as imagens e os filmes das câmaras para a net, não é preciso um computador de última geração com 4 GB de RAM, placa gráfica de 250 euro — e as carÃssimas licenças de carradas de software anacrónico e inútil que os lojistas nos impingem como “essenciais†e “fazendo parteâ€, se fossemos atrasados mentais (e porque têm prémios para vender esses salvados da indústria informática).
Ter o Microsoft Word de origem é como comprar um Renault com jantes de crómio especiais de marca — não precisamos delas para andar, mas para outra função qualquer.
Na informática, andamos a comprar “carros†ultra-kitados como se fossem modelos normais — e não nos queixamos. O Magalhães poderá ajudar a perceber a diferença.
O Magalhães é da nova era — a dos aparelhos versáteis, pequenos, económicos, que se levam para todo o lado e permitem aceder a tudo o que necessitamos no trabalho (e nalgum lazer): o mail, os ficheiros, a web.
O Magalhães encerra dentro de si a semente do hacker — o miúdo curioso que gosta de saber “como funcionar por dentro†o aparelho que usa, antigamente eram os rádios e as televisões, agora é a informação, a programação.
O Magalhães faz-me lembrar aquelas canetas gordas, com 4 cores diferentes: quando surgiram, houve professores que as achavam o fim do mundo, a sociedade de consumo a entrar pela sala de aula, um elemento perturbador da ordem. Outros viram apenas uma caneta que os miúdos usavam com maior prazer — e estimularam-nos a usá-la de formas criativas.
Para os professores que, através dos tempos, souberam converter o desconhecido num aliado da educação, estimulando a curiosidade ao aluno e instilando-lhe alguma disciplina e segurança, o Magalhães é um must. Para os outros, não é nada. Como uma caneta de quatro cores.
O Magalhães é o primeiro produto informacional (ou relacionado) do Estado português que é livre — e só por isso já devia ser saudado. Com o Magalhães, as nossas crianças não são obrigadas pelo Estado a usar o software de um só fabricante. Podem escolher. Gostava de ter visto os habituais crÃticos do Estado realçarem este ponto, que é um ponto a favor do cidadão, um ponto a favor da transparência de processos. Não é um ponto pequeno: toda a relação informacional do Estado com o cidadão devia garantir a livre escolha, o que não sucede.
Ao concentrarem os esforços na perseguição polÃtica ao governo pelo uso de soundbytes sobre o Magalhães, os adversários fizeram-lhe o grande favor de elevar a fasquia da expectativa pública. Mas sairam mal na fotografia. Perderam. Desta vez, perderam. A iniciativa deu certo.
O Magalhães tem um potencial tal que quando chega à s mãos (ou olhos) do público, toda a expectativa se cumpre. O Magalhães está muito para além de uma boa acção de comunicação do Governo. Com ele nas mãos, ninguém vai querer saber se foi montado em Famalicão ou Taiwan, e se alguém se lembrar que o governo aproveitou para aparecer nas fotografias, encolherá os ombros e dirá, “pois fez muito bemâ€.
O Magalhães é um sucesso público. E isso é encorajador para a sociedade portuguesa. Nenhuma pessoa de boa vontade espera que seja perfeito no lançamento, ou que venha resolver todos os problemas estruturais e endémicos da educação, do paÃs. Mas é um passo em frente no trajecto. E um passo largo.
O mercado reagiu tão bem ao Magalhães que antecipou a sua saÃda com produtos concorrentes, uns melhores, outros não. Ou seja, há um novo mercado aberto e estão cimentadas as condições de mudança, nomeadamente para completar a massificação da banda larga e da informática no paÃs.
O Magalhães é, também, para já, um sucesso industrial, caso raro no paÃs. Mas fica para outra altura."
Paulo Querido - jornalista especializado em questões informáticas
bonito, não???'
Sr. Engº José Sócrates,
Antes de mais, peço desculpa por não o tratar por Excelência nem por Primeiro-Ministro, mas, para ser franca, tenho muitas dúvidas quanto ao facto de o senhor ser excelente e, de resto, o cargo de Primeiro-ministro parece-me, neste momento, muito pouco dignificado.
Também queria avisá-lo de antemão que esta carta vai ser longa, mas penso que não haverá problema para si, já que você é do tempo em que o Ensino do Português exigia grandes e profundas leituras. Ainda pensei em escrever tudo por tópicos e com abreviaturas, mas julgo que lhe faz bem recordar o prazer de ler um texto bem escrito, com princÃpio, meio e fim, e que, quiçá, o faça reflectir (passe a falta de modéstia).
Gostaria de começar por lhe falar do "Magalhães". Não sobre os erros ortográficos, porque a respeito disso já o seu assessor deve ter
recebido um e-mail meu. Queria falar-lhe da gratuitidade, da inconsequência, da precipitação e da leviandade com que o senhor
Engenheiro anunciou e pôs em prática o projecto a que chama de E-escolinha.
O senhor fala em Plano Tecnológico e, de facto, eu tenho visto a tecnologia, mas ainda não vi plano nenhum. Senão, vejamos a cronologia dos factos associados ao projecto "Magalhães". No princÃpio do mês de Agosto, o senhor engenheiro apareceu na
televisão a anunciar o projecto e-escolinhas e a sua ferramenta: o portátil Magalhães. No dia 18 de Setembro (quinta-feira) ao fim do dia, o meu filho traz na mochila um papel dirigido aos encarregados de educação, com apenas quatro linhas de texto informando que o "Magalhães" é um projecto do Governo e que, dependendo do escalão de IRS, o seu custo pode variar entre os zero e os 50 euros. Mais nada! Seguia-se um formulário com espaço para dados como nome do aluno, nome do encarregado de educação, Escola, concelho, etc. E, por fim, a oportunidade de assinalar, com uma cruzinha, se pretendemos ou não adquirir o "Magalhães". No dia 22 de Setembro (segunda-feira), ao fim do dia, o meu filho traz um novo papel, desta vez uma extensa carta a anunciar a visita, no dia seguinte, do primeiro-ministro para entregar os primeiros "Magalhães" na EB1 Padre Manuel de Castro. Novamente uma explicação respeitante aos escalões do IRS e ao custo dos portáteis. No dia 23 de Setembro (terça-feira), o meu filho não traz mais papéis, traz um "Magalhães" debaixo do braço.
Ora, como é fácil de ver, tudo aconteceu num espaço de três dias úteis em que as famÃlias não tiveram oportunidade de obter esclarecimentos sobre a futura utilização e utilidade do "Magalhães". Às perguntas que colocámos à professora sobre o assunto, ela não soube responder. Reunião de esclarecimento, nunca houve nenhuma.
Portanto, explique-me, senhor engenheiro: o que é que o seu Governo pensou para o "Magalhães"? Que planos tem para o integrar nas aulas? Como vai articular o seu uso com as matérias leccionadas? Sabe, é que 50 euros talvez seja pouco para se gastar numa ferramenta de trabalho, mas, decididamente, e na minha opinião, é demasiado para se gastar num brinquedo. Por favor, senhor engenheiro, não me obrigue a concluir que acabei de pagar por uma inutilidade, um capricho seu, uma manobra de campanha eleitoral, um espectáculo de fogo de artifÃcio do qual só sobra fumo e o fedor intoxicante da pólvora.
Seja honesto com os portugueses e admita que não tem plano nenhum. Admita que fez tudo tão à pressa que nem teve tempo de esclarecer as Escolas e os professores. E não venha agora dizer-me que cabe aos pais aproveitarem esta maravilhosa oportunidade que o Governo lhes deu e ensinarem os filhos a lidar com as novas tecnologias. O seu projecto chama-se e-escolinha, não se chama e-familiazinha! Faça-lhe jus! Ponha a sua equipa a trabalhar, mexa-se, credibilize as suas Iniciativas!
Uma coisa curiosa, senhor engenheiro, é que tudo parece conspirar a seu favor nesta sua lamentável
obra de empobrecimento do ensino assente em medidas gratuitas.
Há dias arrisquei-me a ver um episódio completo da série Morangos com Açúcar. Por coincidência, apanhei precisamente o primeiro episódio da nova série que significa, na ficção, o primeiro dia de aulas daquela miudagem. Ora, nesse primeiro dia de aulas, os alunos conheceram a sua professora de matemática e o seu professor de português. As imagens sucediam-se alternando a aula de apresentação de matemática por contraposição à de português. Enquanto a professora de matemática escrevia do quadro os pressupostos da sua metodologia - disciplina, rigor e trabalho - o professor de português escrevia no quadro os pressupostos da sua - emoção, entrega e trabalho. Ora, o que me faz espécie, senhor engenheiro, é que a personagem da professora de matemática é maldosa, agressiva e antiquada, enquanto que o professor de português é um tipo moderno e bué de fixe. Então, de acordo com os princÃpios do raciocÃnio lógico, se a professora de matemática é maldosa e agressiva e os seus pressupostos são disciplina e rigor, então a disciplina e o rigor são coisas negativas. Por outro lado, se o professor de português é bué de fixe, então os pressupostos da emoção e da entrega são perfeitos. E de facto era o que se via. Enquanto que na aula de matemática os alunos bufavam, entediados, na aula de português sorriam, entusiasmados.
Disciplina e rigor aparecem, assim, como conceitos inconciliáveis com emoção e entrega, e isto é a maior barbaridade que eu já vi na minha vida. Digo-o eu, senhor engenheiro, que tenho uma profissão que vive das emoções, mas onde o rigor é "obstinado", como dizem os poetas. Eu já percebi que o ensino dos dias de hoje não sabe conciliar estes dois lados do trabalho. E, não o sabendo, optou por deixar de lado a disciplina e o rigor. Os professores são obrigados a acreditar que para se fazer um texto criativo não se pode estar preocupado com os erros ortográficos. E que para se saber fazer uma operação aritmética não se pode estar preocupado com a exactidão do seu resultado. Era o que faltava, senhor engenheiro!
Agora é o momento em que o senhor engenheiro diz de si para si: mas esta mulher é um Velho do Restelo, que não percebe que os tempos mudaram e que o ensino tem que se adaptar a essas mudanças? Percebo, senhor engenheiro. Então não percebo? Mas acontece que o que o senhor engenheiro está a fazer não é adaptar o ensino à s mudanças, você está a esvaziá-lo de sentido e de propósitos. Adaptar o ensino seria afinar as metodologias por forma a torná-las mais cativantes aos olhos de uma geração inquieta e voltada para o imediato. Mas nunca diminuir, nunca desvalorizar, nunca reduzir ao básico, nunca baixar a bitola até ao nÃvel da mediocridade.
Mas e por falar em Velho do Restelo...
Li, há dias, numa entrevista com uma professora de Literatura Portuguesa, que o episódio do Velho do Restelo foi excluÃdo do estudo d'Os LusÃadas. Curioso, porque este era o episódio que punha tudo em causa, que questionava, que analisava por outra perspectiva, que é algo que as crianças e adolescentes de hoje em dia estão pouco habituados a fazer. Sabem contrariar, é certo, mas não sabem
questionar. São coisas bem diferentes: contrariar tem o seu quê de gratuito; questionar tem tudo de filosófico. Para contrariar, basta bater o pé. Para questionar, é preciso pensar.
Tenho pena, porque no meu tempo (que não é um tempo assim tão distante), o episódio do Velho do Restelo, juntamente com os de Inês de Castro e da Ilha dos Amores, era o que mais apaixonava e empolgava a turma. Eram três episódios marcantes, que quebravam a monotonia do discurso de engrandecimento da nação e que, por isso, tinham o mérito de conseguir que os alunos tivessem curiosidade em descodificar as suas figuras de estilo e desbravar o hermetismo da linguagem. Ainda hoje me lembro exactamente da aula em que começámos a ler o episódio de Inês de castro e lembro-me das palavras da professora LÃdia, espicaçando-nos, estimulando-nos, obrigando-nos a pensar. E foi há 20 anos.
Bem sei que vivemos numa era em que a imagem se sobrepõe à palavra, mas veja só alguns versos do episódio de Inês de Castro, veja que perfeita e inequÃvoca imagem eles compõem:
"Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruito,
Naquele engano d'alma ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito (...)"
Feche os olhos, senhor engenheiro, vá lá, feche os olhos. Não consegue ver, perfeitamente desenhado e com uma nitidez absoluta, o rosto branco e delicado de Inês de Castro, os seus longos cabelos soltos pelas costas, o corpo adolescente, as mãos investidas num qualquer bordado, o pensamento distante, vagueando em delÃcias proibidas no leito do prÃncipe? Não vê os seus olhos que de vez em quando escapam à s linhas do bordado e vão demorar-se na janela, inquietos de saudade, à espera de ver D. Pedro surgir a galope na linha do horizonte? E agora, se se concentrar bem, não vê uma nuvem negra a pairar sobre ela, não vê o prenúncio do sangue a escorrer-lhe pelos fios de cabelo? Não consegue ver tudo isto apenas nestes quatro versos?
Pois eu acho estes quatro versos belÃssimos, de uma simplicidade arrebatadora, de uma clareza inesperada. É poesia, senhor engenheiro, é poesia! Da mais nobre, grandiosa e magnÃfica que temos na nossa História. Não ouse menosprezá-la. Não incite ninguém a desrespeitá-la.
Bem, admito que me perdi em divagações em torno da Inês de Castro. O que eu queria mesmo era tentar perceber porque carga de água o Velho do Restelo desapareceu assim. Será precisamente por estimular a diferença de opiniões, por duvidar, por condenar?Sabe, não tarda muito, o episódio da Ilha dos Amores será também excluÃdo dos conteúdos programáticos por "alegado teor pornográfico" e o de Inês de Castro igualmente, por "incitamento ao adultério e ao desrespeito pela autoridade".
Como é, senhor engenheiro? Voltamos ao tempo do "lápix" azul? E já agora, voltando à questão do rigor e da disciplina, da entrega e da emoção: o senhor engenheiro tem ideia de quanta entrega e de quanta emoção LuÃs de Camões depôs na sua obra? E, por outro lado, o senhor engenheiro duvida da disciplina e do rigor necessários à sua concretização? São centenas e centenas de páginas, em dezenas de capÃtulos e incontáveis estrofes com a mesma métrica, o mesmo tipo de rima, cada palavra escolhida a dedo... o que implicou tudo isto senão uma carga infinita de disciplina e rigor?
Senhor engenheiro José Sócrates: vejo que acabo de confiar o meu filho ao sistema de ensino onde o senhor montou a sua barraca de circo e não me apetece nada vê-lo transformar-se num palhaço. Bem, também não quero ser injusta consigo. A verdade é que as coisas já começaram a descarrilar há alguns anos, mas também é verdade que você está a sobrealimentar o crime, com um tirinho aqui, uma facadinha ali, uma desonestidade acolá.
Lembro-me bem da época em que fiz a minha recruta como jornalista e das muitas vezes em que fui cobrir cerimónias e eventos em que você participava. Na altura, o senhor engenheiro era Secretário de Estado do Ambiente e andava com a ministra Elisa Ferreira por esse Portugal fora, a inaugurar ETAR's e a selar aterros. Também o vi a plantar árvores, com as suas próprias mãos. E é por isso que me dói que agora, mais de dez anos depois, você esteja a dar cabo das nossas sementes e a tornar estéreis os solos que deveriam ser férteis.
Sabe, é que eu tenho grandes sonhos para o meu filho. Não, não me refiro ao sonho de que ele seja doutor ou engenheiro. Falo do sonho de que ele respeite as ciências, tenha apreço pelas artes, almeje a sabedoria e valorize o trabalho. Porque é isso que eu espero da escola. O resto é comigo.
Acho graça agora a ouvir os professores dizerem sistematicamente aos pais que a famÃlia deve dar continuidade, em casa, ao trabalho que a escola faz com as crianças. Bem, se assim fosse eu teria que ensinar o meu filho a atirar com cadeiras à cabeça dos outros e a escrever as redacções em linguagem de sms. Não. Para mim, é o contrário: a escola é que deve dar continuidade ao trabalho que eu faço com o meu filho. Acho que se anda a sobrevalorizar o papel da escola. No meu tempo, a escola tinha apenas a função de ensinar e fazia-o com competência e rigor. Mas nos dias que correm, em que os pais não têm tempo nem disposição para educar os filhos, exige-se à escola que forme o seu carácter e ocupe todo o seu tempo livre. Só que infelizmente ela tem cumprido muito mal esse papel.
A escola do meu tempo foi uma boa escola. Hoje, toda a gente sabe que a minha geração é uma geração de empreendedores, de gente criativa e com capacidade iniciativa, que arrisca, que aposta, que ambiciona. E não é disso que o paÃs precisa? Bem sei que apanhámos os bons ventos da adesão à União Europeia e dos fundos e apoios que daà advieram, mas isso por si só não bastaria, não acha? E é de facto curioso: tirando o Marco cigano, que abandonou a escola muito cedo, e a Fatinha que andava sempre com ranhoca no nariz e tinha que tomar conta de três irmãos mais novos, todos os meus colegas da primária fizeram alguma coisa pela vida. Até a Paulinha, que era filha da empregada (no meu tempo dizia-se empregada e não auxiliar de acção educativa, mas, curiosamente, o respeito por elas era maior), apesar de se ter ficado pelo 9º ano, não descansou enquanto não abriu o seu próprio Pão Quente e a ele se dedicou com afinco e empenho. E, no entanto, levámos reguadas por não sabermos de cor as principais culturas das ex-colónias e éramos sujeitos a humilhação pública por cada erro ortográfico. Traumatizados? Huuummm... não me parece. Na verdade, senhor engenheiro, tenho um respeito e uma paixão pela escola tais que, se tivesse tempo e dinheiro, passaria o resto da minha vida a estudar.
Às vezes dá-me para imaginar as suas conversas com os seus filhos (nem sei bem se tem um ou dois filhos...) e pergunto-me se também é válido para eles o caos que o senhor engenheiro anda a instalar por aÃ. Parece que estou a ver o seu filho a dizer-lhe: ó pai, estou com dificuldade em resolver este sistema de três equações a três incógnitas... dás-me uma ajuda? E depois, vejo-o a si a responder com a sua voz de homilia de domingo: não faz mal, filho... sabes escrever o teu nome completo, não sabes? Então não te preocupes, é perfeitamente suficiente...
Vendo as coisas assim, não lhe parece criminoso o que você anda a fazer? E depois, custa-me que você apareça em praça pública acompanhado da sua Ministra da Educação, que anda sempre com aquele ar de infeliz, de quem comeu e não gostou, ambos com o discurso hipócrita do mérito dos professores e do sucesso dos alunos, apoiados em estatÃsticas cuja real interpretação, à luz das mudanças que você operou, nos apresenta uma monstruosa obscenidade. Ofende-me, sabe? Ofende-me por me tomar por estúpida.
Aliás, a sua Ministra da Educação é uma das figuras mais desconcertantes que eu já vi na minha vida. De cada vez que ela fala,
tenho a sensação que está a orar na missa de sétimo dia do sistema de ensino e que o que os seus olhos verdadeiramente dizem aos pais deste Portugal é apenas "os meus sentidos pêsames".
Não me pesa a consciência por estar a escrever-lhe esta carta. Sabe, é que eu não votei em si para primeiro-ministro, portanto estou à vontade. Eu votei em branco. Mas, alto lá! Antes que você peça ao seu assessor para lhe fazer um discurso sobre o afastamento dos jovens da polÃtica, lembre-se, senhor engenheiro: o voto em branco não é o voto da indiferença, é o voto da insatisfação! Mas, porque vos é conveniente, o voto em branco é contabilizado, indiscriminadamente, com o voto nulo, que é aquele em que os alienados desenham macaquinhos e escrevem obscenidades.
Você, senhor engenheiro, está a arriscar-se demasiado. Portugal está prestes a marcar-lhe uma falta a vermelho no livro de ponto. Ah...espere lá... as faltas a vermelho acabaram... agora já não há castigos...
Bem, não me vou estender mais, até porque já estou cansada de repetir "senhor engenheiro para cá", "senhor engenheiro para lá". É que o meu marido também é engenheiro e tenho receio de lhe ganhar cisma.
Esta carta não chegará até si. Vou partilhá-la apenas e só com os meus E-leitores (sim, sim, eu também tenho os meus eleitores) e talvez só por causa disso eu já consiga hoje dormir melhor. Quanto a si, tenho dúvidas.
Para terminar, tenho um enorme prazer em dedicar-lhe, aqui, uma estrofe do episódio do Velho do Restelo. Para que não caia no
esquecimento. Nem no seu, nem no nosso.
"A que novos desastres determinas
De levar estes Reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas,
Debaixo dalgum nome preminente?
Que promessas de reinos e de minas
De ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? Que histórias?
Que triunfos? Que palmas? Que vitórias? "
Atenciosamente e ao abrigo do artigo nº 37 da Constituição da República Portuguesa,
Uma mãe preocupada
--------------------------------------------------------------------------------
Hoje inscrevi os meus dezanove alunos no eescolinha.gov.pt, para que possam adquirir a tão falada "caixinha", "malinha", "coisinha"...
Pois é...sou professora (e já ando nesta vida há mais de trinta anos)e recebi uma ordem do Ministério da Educação para inscrever os meus alunos, a fim de poderem adquirir a dita/cuja.
E como fiz as inscrições?
Bem...não foi difÃcil, mas fi-lo muito revoltada. Querem saber porquê?
Porque tive que introduzir o código do meu Agrupamento, a seguir o meu NIF e a seguir o código de acesso que o Ministério me enviou. Depois passa-se à pág. seguinte e selecciona-se o nome do aluno,... pág. seguinte e introduzem-se os dados referentes ao encarregado de educação,... pág. seguinte selecciona-se a operadora,indicada pelo encarregado de educação, que fará a entrega da "caixinha", "malinha", "coisinha",... pág. seguinte e imprime-se o comprovativo da inscrição.
Fiz isto dezanove vezes. Mas...tive que o fazer em MINHA casa, usar o MEU computador, a MINHA impressora, o MEU papel e os MEUS tinteiros. E isto porque na minha escola, a internet costuma ir de "Férias" muitas vezes e as impressoras, umas estão avariadas e outras tornaram-se invisÃveis.
Mas tudo isto não me causou grande transtorno...afinal sou uma professora no topo da carreira, com um belÃssimo ordenado (estilo Constâncio)... posso ajudar o Governo a poupar o seu dinheiro (digo...nosso), gastando do meu.
O que na verdade me TRANSTORNOU...foi o ser obrigada a introduzir o meu NIF, para a aquisição de uma "caixinha", "malinha", "coisinha", em nome de outra pessoa.
Porquê o meu NIF?
Cada encarregado de educação tem o seu NIF. A minha escola tem NIF. O meu Agrupamento tem NIF.
Porquê o meu NIF?
Quero que fique aqui registado que, se houver algum imcumprimento por parte dos encarregados de educação dos meus alunos, sobre a aquisição da "caixinha", "malinha", "coisinha"... as operadoras que mandem a conta ao Ministério da Educação, que por acaso também deve ter NIF (ou não tem?).
E sabem a última novidade?
Depois de feita a inscrição (daà a algum tempo) os encarregados de educação recebem uma mensagem no seu telemóvel para, no prazo de cinco dias, pagarem por multibanco, a "caixinha", "malinha", "coisinha"...mas não diz quando a vão receber.
Isto fica mesmo na fronteira do "é ridÃculo" e "dá-me vontade de rir".
Fiquem ainda a saber (pelo que li por aqui, há quem não sabe) que só os professores podem fazer as inscrições, pois só a eles foi dada ordem para tal e só a eles foi enviado, pelo Ministério, o código de acesso (e cada um tem o seu) para se proceder a toda a OPERAÇÃO.
Portanto...meus senhores, CALEM-SE, pois não sabem do que falam!!!
Eu queria ver ... se fosse com o vosso NIF.
E para aqueles que estão sempre a falar no "Velho do Restelo",por favor...deixem o "Velho" em paz e utilizem outra expressão, pois essa já é muito velha (é mesmo de velhos)!!!
Coloque o seu comentário