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E.ESCOLINHA: O COMPUTADOR PARA O 1º CICLO - UM ERRO GERACIONAL!

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Ontem foi anunciando com enorme pompa e circunstância o lançamento do Magalhães, o computador que servirá de suporte ao e.escolinha, que permitirá a 500.000 crianças do 1º ciclo, aceder a um computador portátil. Seria óptimo, não fosse ...

A iniciativa é louvável, mas algumas preocupações se levantam, especialmente quando desmontamos o discurso oficial, e quando sabemos o que está por detrás do interesse da Intel.

Começemos por analisar criticamente o comunicado do Governo (em itálico).

Meio milhão de alunos do primeiro ciclo do ensino básico vai receber computadores portáteis com acesso à internet, no âmbito do novo programa e.escolhinha - no quadro do Plano Tecnológico -, anunciou o Primeiro-Ministro em Lisboa, a 30 de Julho. O computador, chamado Magalhães, será o primeiro computador portátil com acesso à Internet montado em Portugal. «O programa e.escolinha visa que todas as crianças tenham acesso ao computador Magalhães», afirmou José Sócrates.»

Como atrás referimos uma iniciativa louvável, mas começam logo aqui as inverdades do Governo na sua ansia de publicidade. O Magalhães não é o primeiro computador portátil com acesso à Internet montado em Portugal já há alguns anos que se montam portáteis em Portugal. A própria JP Sá Couto monta uma marca própria, a Tsunami.

O PM referiu que se trata de «um computador de última geração tecnológica - nomeadamente o último micro-processador da Intel -, pensado para as crianças, para resistir melhor ao choque e aos líquidos»; «no fundo, é um computador para as crianças e para todos, é para ser utilizado dos sete aos 77 anos».

Nada mais demagógico. De facto terá o último processador da Intel. Apesar de são serem ainda públicas as características do Magalhães, ele certamente terá o processador Atom, um processador de baixo custo que a Intel criou para combater um grande perigo comercial com que depara neste momento. Um processador concebido para concorrer no mercado africano e noutros mercados de menores recursos, e que já equipa o Classmate, um computador da Intel. Aliás o Magalhães mais é do que o Classmate montado em Portugal, como adiante vamos ver.

Mas para já continuemos a desmontar o discurso do Governo.

O computador Magalhães será gratuito para os alunos que estejam inscritos no primeiro escalão da acção social escolar e custará 20 euros para as crianças do segundo escalão da acção social escolar. Para os alunos não abrangidos pela acção social escolar, custará 50 euros. Os primeiros Magalhães deverão ser entregues nas escolas já em Setembro.

Ao contrário do que acontece no e.escolas parece que o contrato com o operador é facultativo. Ponto positivo.

O computador Magalhães será fabricado em Matosinhos pelo consórcio JP Sá Couto-Prológica, em parceria com a multinacional Intel, e poderá ser exportado para a África, a América Latina e a Europa, disse Luís Cabrita, da Prológica. Numa primeira fase, a máquina será produzida na actual fábrica da JP Sá Couto, em Matosinhos, estando prevista a construção de uma nova unidade de fabrico. O Magalhães é um computador portátil que permite o acesso à Internet, tem uma autonomia de seis horas, é resistente ao choque e à água e trabalha com qualquer sistema operativo, segundo João Paulo Sá Couto.

Aqui começa a ser visivel o objectivo comercial, também positivo, vender o Magalhães para mercados externos, e provavelmente para aqueles onde o Classmate não entra, como a Líbia e a Venezuela, e onde José Sócrates, e bem, abriu excelentes rotas para o comércio nacional.

E é nesta fase que se desvenda a verdade:

O novo computador é baseado na segunda versão Classmate da Intel, um portátil desenvolvido especificamente para o mercado da educação pela multinacional norte-americana.

Então é mesmo o Classmate. De facto bastava olhar para duas fotos para perceber:

magalhaes_151011955.jpgclassmate_733455674.jpg

À esquerda a foto de promoção do Magalhães, à direita a foto de promoção do Classmate, descubra as diferenças. Talvez duas: algo escrito na zona do "rato" do Classmate, e o simbolo "Magalhães" na zona para o efeito que no Classmate está em branco.

Vamos então ver quais são as características deste Classmate (na sua melhor versão):

Processador: Intel® Atom N270 1.6GHz (o processador dos pobres, que a JP Sá Couto já monta no Tsunami Moover T10, o seu portátil mais barato)
Chipset: Intel® 945GSE
Memória: 512Mb (há classmates com 256Mb)
Disco: 8Gb (há classmates com discos bem menores)
Sistema Operativo: Linux (ou XP, mas pelo preço do Magalhães deverá ser Linux)
LCD: 8.9" 1024 × 600
Rede: 10/100M Ethernet, 802.11b/g WLAN, Mesh (Linux)
Sistema I/O: 2 x USB 2.0, 1 SD
Peso: 1,27 Kg

Têm câmara, audio (de 2 canais) e a caixa é resistente e à prova de àgua.

Que software pode correr aqui? De última geração, pago, nenhum ...

Aqui está o computador de "última geração" do Eng. Sócrates, que deveria ter esclarecido que afinal o Classmate é um computador com algum tempo, que de novo tem apenas o novo processador da Intel, o mais barato da sua gama, e o tecnologicamente mais simples. A última geração ... do Celeron (o processador basico da Intel).

Para mim grave é que o Governo de Portugal se tenha intrometido, lamentavelmente, numa disputa à escala global, que opõe o eixo Microsoft/Intel aqueles que querem fornecer ao Terceiro Mundo plataformas informáticas de qualidade a baixo preço - o que não é o caso do Classmate/Magalhães.

Gravíssimo será, como consta, que o tenha feito sem negociar com a outra parte!

nigerian_machine_747952798.jpgSe por acaso costuma vez o "60 minutos", então terá conhecimento do projecto "One Laptop per Child" (OLPC), liderado pelo guru da era digital, Nicholas Negroponte, lançado por uma fundação que pretende desenvolver computadores abaixo dos 100 dólares (64 euros) destinados a serem distribuídos pelas crianças de países do terceiro mundo.

A OLPC procura parcerias para desenvolver bases tecnológicas nos vários países para produção/distribuição de computadores às crianças, procurando contribuir para a sua educação e promoção social.

O computador à direita, com design muito atractivo, é produzido na Nigéria.

XO_2_strip_671901428.jpgUm bom exemplo, é o X0-2 da OLPC (à esquerda), pensado a partir do conceito do "dynabook" de Alan Kay, é computador desenhado efectivamente para as crianças, atentendo ao seu desenvolvimento cognitivo.

Um computador absolutamente revolucionário, que pode ser usado de várias formas (como as imagens mostram). Algumas das ideias nele desenvolvidas não tardarão a fazer parte dos portáteis de dois mil euros, e serão apresentadas como grandes inovações.

Não é para admirar, porque além de Negroponte, a OLPC envolve algumas das mentes mais brilhantes da informática. 

O X0-2 é vendido a 75 dólares (aproximadamente 48 euros)!!!

Mas vamos à guerra Intel-OLPC, em que o Governo de Portugal se intrometeu.

Por a AMD apresentar um processador mais barato a OLPC optou por trabalhar com ela. AMD é a única concorrente de peso da Intel, mas com uma quota de mercado relativamente baixa.

Descontente a Intel opôs-se ao projecto, e tudo fez para que não avançasse. Perante o sucesso aliou-se, mas com uma estratégia de o esvaziar, para mais tarde, como não o conseguiu, optou por se afastar. 

Lançou o Classmate, seguindo uma estratégia de saturação daqueles mercados através de alianças com os governos, para o que fez uso da sua força comercial (quase imperial) e do seu poderio económico, recorrendo ao "dumping", e segundo alguns, aos habituais esquemas que abundam nos negócios com os países do Terceiro Mundo.

A grande questão que ontem os jornalistas deviam ter levantado era perguntar ao Governo se houve contactos com outras entidades para este projecto, se existiram negociações com a OLPC, ou outras quaisquer entidades com trabalho neste campo.

Ao Governo, porque a JP Sá Couto é um parceiro da Intel.

Mas os jornalista cada vez mais são meros reprodutores dos comunicados oficiais, ou dos mensageiros das agências de comunicação.

Infelizmente este parece ser mais um dramático sinal de que o Plano Tecnológico é dominado pela Microsoft e Intel.

A estratégia destas empresas é clara: habituar os consumidores às suas marcas, num mundo cada vez mais condicionado pela publicidade e que opta pela marca e já não sabe reconhecer a qualidade. Portugal vai na onda.

Estamos assim perante um projecto que não envolve qualquer desenvolvimento de know-how nacional, que não traz inovação tecnológica, que se limita a montar máquinas desenvolvidas por outros. Ou seja, repetir o erro que durante muitos anos cometemos na indústria automóvel.

Teria sido muito mais útil estabelecer parcerias com as universidades, com a própria fundação que está por detrás do OLPC, para o desenvolvimento de um projecto nacional, verdadeiramente inovador, que constituisse um polo de desenvolvimento tecnológico.

Só que o Magalhães/e.escolinhas agrada aos promotores. É bom negócio para todos.

Para o Governo é um bom negócio, pois esta é uma grande manobra de marketing político. Em vez de se distribuirem sacos de plásticos e outros elementos de propaganda para tentar conquistar o voto distribuem-se computadores. E tudo está concretizado antes das eleições. Genial!

Para a JP Sá Couto e para a Intel é um grande negócio. Para a Intel é uma enorme oportunidade, conseguir que um governo não terceiro-mundista adira ao classmate - aliás o presidente da Intel bem realçou a perspectiva do negócio e dos clientes.

Para o desenvolvimento estratégico de Portugal nas novas tecnologias, nada de novo.

Para o desenvolvimento das crianças do 1º ciclo, havia melhores soluções, mais inovadoras e pedagogicamente mais adequadas.

Atente-se à revolução que é o XO-2 (OLPC2), um computador 100% táctil, que pode ser usado normalmente, como livro, ou como meio de contacto directo entre duas pessoas. Por 48 euros ...

Em vez de se optar pela inovação, vamos montar um computador do passado, que nunca teve presente. Estamos a contribuir para esmagar quem quer seguir uma via de qualidade nos países menos desenvolvidos.

O Governo deveria ter seguido outro caminho.

A aliança à Intel, o negócio da montagem em vez da inovação e do desenvolvimento de competências, é um erro geracional.

Um negócio desta dimensão - meio milhão de computadores - deveria servir para desenvolver uma base industrial portuguesa, não para servir os interesses da Intel.

 

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Comentários (94 publicado):

Miguel Matos em 31 July, 2008 10:53:42
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Devo confessar que estava entusiasmado com a ideia, especial porque tenho um filho no 1º ciclo, mas agora já não tanto. Quer pelo que agora é denunciado, mas também pela máquina em si. Uma pergunta que talvez me possam responder: o computador não tem DVD?
Luis Canongia Costa em 31 July, 2008 11:00:40
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O Classmate não tem DVD (ou CD), pelo que provavelmente o Magalhães também não o terá. O disco também não é um disco rigido tradicional, mas um flash (como as pen) - o que não é problema, diga-se.
Paulo Morais em 31 July, 2008 11:12:24
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Nota prévia: Finalmente a Liberdade! Pré-registo para comentar não era aceitável! Por isso deixei de o fazer! Libertaram, cá estou! Em relação ao Magalhães, afinal é um computador brinquedo! Continuam a brincar com o povinho! 100% de acordo com a alternativa! Até são mais giros!
Luis Francisco em 31 July, 2008 01:09:30
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O Governo de Sócrates, no seu melhor e no seu pior. Parabéns pela informação. Continuação de bom trabalho.
José António Silva em 01 August, 2008 09:28:48
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Muita inveja e um sinal que o OLPC não passa de uma desculpa para combater a Microsoft e a Intel. Neste caso, mesmo sem a Microsoft estar envolvida, nota-se que estas pessoas continuam a bater na mesma tecla do Linux e Open Source (ou será anti-Microsoft?). Não percebem que estes novos equipamentos são baseados em co-financiamento por outras empresas e não no filosoficamente atractivo dos modelos OSS (alias já bastante gasto o tema). As mesmas pessoas não conseguem perceber porque é que o iPhone, muito melhor que estes computadores, pode até ser oferecido a 1euro!!!!

Que eu tenha conhecimento, ninguém em Portugal consegue arranjar OLPCs a 64 euros, nem sequer OLPC2 em Setembro a 48 euros. Consta que ainda não conseguiram colocar no mercado nenhum a 100usd, e pelos vistos é mais fácil chegar a esse valor usando equipamento bem mais massificado da plataforma wintel. Até a Apple já percebeu isso.

Eu tenho duas filhas no ensino básico e seguramente vou comprar estes equipamentos da JPSC (barbones da Intel – melhor ainda!). Vão ser um internet pad para navegar na net, tanto em minha casa como na escola (já vale os 50 euros) e ainda por cima pode correr tanto Windows como Linux e muitas outras aplicações. VALE CADA EURO!

Obrigado a todos os promotores do projecto por conseguirem por no mercado esta iniciativa.
Maria Pinheiro em 01 August, 2008 09:42:42
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Bom dia

Acho que estes programas e-escola e e-escolinha são bons mas, devem ser ajustados às familias, principalmente, as que têm 2, 3 ou mais filhos, porque é a elas que se destina.

A internet devia ser obrigatória para quem não disponha de internet em casa, para os restantes casos devia ser opcional porque os custos podem ser insustentaveis para as familias e duplicados: sendo que o sistema que se paga pode nem se usar,rentabilizar ou ser omais adequado ás opções familiares, numa altura de crise.

A internet e estes custos escolarescdeveriam ser reembolsados no IRS.

O custo em causa não são €150 ou €50: o custo de um portátil é €150 ou €50 acrescido de 36 messalidades, 3 anos, de €17,31 ou €34,57, conforme o plano escolhido, que totaliza o valor real de um portatil de uma gama razoavel.

Por outro lado, e finalizando numa fase em que se conhecem os perigos da internet acho inadmissivel que estejam a pensar colocar internet obrigatória em crianças de 6 a 9 anos.

A internet deve ser usada quando um adulto esteja por perto.

Os interesses das crianças, adolescentes e familias devem estar á frente dos interesses das operadoras.

Defendo o reembolso no IRS e internet opcional para quem já disponha de serviçode internet em casa.

Maria
Jorge Vila Nova em 01 August, 2008 10:45:11
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Bom e oportuno este artigo que devia ter repercussão a nível nacional levando esta questão a um debate alargado. Constata-se aquilo que infelizmente para a maioria dos portugueses tem sido uma realidade: o governo governa através do exercício da propaganda e dos seus reflexos na população, e os media em muitos casos mais não são que ecos das campanhas publicitárias governamentais. A verdade é que falta capacidade profissional e conhecimento a muitos agentes da informação para se debruçarem sobre as matérias e as analisarem com profundidade antes de as difundirem como se de um eco se tratasse.
Portugal tem de garantir o futuro lutando contra as diversas iliteracias da população, desenvolvendo uma sociedade da informação. Iniciativas como esta são importantes e por isso devem ser independentes de interesses de particulares ou de grupos económicos, para bem de todos e para que os frutos surjam no futuro. Também lembrar que os meios de informação digital permitem o alargar dos conhecimentos mas não são o conhecimento per si. Existem outras acções no campo da educação, cultura e cidadania que devem ser desenvolvidos em paralelo.
Luis Ferreira em 01 August, 2008 03:21:59
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Meus caros

É útil a informação prestada, mas que não altera o essencial:

Foi ou não o Governo Português o primeiro da Europa a "ir por aqui", dando execução a uma verdadeira estratégia de alfebatização informática?

Está proibido algum Governo ou alguma Câmara de governar, pelo simples facto de 14 meses depois haver eleições? Então não é para eles governarem e tomarem decisões que nós os escolhemos?

A iniciativa é boa. Vai no caminho certo. É oportuna. Corresponde a uma estratégia coerente e é soccialmente justa.

Querem melhor?
Para o ano há eleições: escolham outros!
Luis Canongia Costa em 02 August, 2008 09:17:29
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A iniciativa é louvável, o escrevi e mantenho. E ainda bem que o Governo a tomou, mas isso não invalida saber se o Governo procurou outras soluções, ou seguiu o que a JP Sá Couto / Intel lhe colocaram à frente. Isso não invalida que se critique uma desproporcionada acção de marketing, apresentando como português o que é americano (não tenho nada contra os americanos). Uma vez mais, mas sua ansia de propaganda, o Governo criou inverdades - porque não simplesmente dizer a verdade aos portugueses? Não se abria o flanco a estas criticas. Esclareço José António Silva que a OLPC, tanto quanto sei, não tem nada contra a Microsoft, nem a Intel, por isso trabalha com a primeira, e tentou trabalhar com a segunda. É possível adquirir PCs OLPC com Linux, XP, ou Sugar (pelo menos). O Sugar é um SO especial para crianças, inicialmente concebido no âmbito da OLPC e que se autonomizou e provavelmente vai equipar a próxima geração do Classmate. De facto ninguém em Portugal, como em qualquer outro país da Europa, consegue arranjar OLPC, porque são vendidos para Africa, Asia, para países em vias de desenvolvimento, países com baixos níveis de rendimentos. No mercado são vendidos acima dos 100 USD, mas através de acordos até podem ser gratuitos. A questão não é essa. A questão é saber porque Portugal aderiu à Intel e não à OLPC, sabendo-se que esta não tem fins lucrativos, e que inclusivamente distribui milhares de computadores gratuitamente. A questão é saber se não seria possível com este investimento - útil e louvável - criar um polo tecnológico em Portugal de desenvolvimento de uma nova geração de computadores para as crianças, tanto mais que, como a Siemens o demonstra no seu polo tecnológico (em Portugal) temos recursos humanos para isso - e assim desenvolviamos conhecimento nacional para exportar. Finalmente a questão é saber, porque é que, o Governo/Plano Tecnolágico alinha SEMPRE com a Microsoft e a Intel, e nunca se conhece que tenham havido negociações com terceiros.
Pedro Leal em 02 August, 2008 10:29:44
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Um computador que acaba por não ser muito mais do que um Internet PAD como dizem não me parece que seja muito útil. Uma criança da primária a ter liberdade de acesso à internet parece-me muito perigoso que. Os meus filhos mais novos (6 e 8 anos) só acedem à net comigo ou com a minha esposa por perto Jamais aceitarei que tenham a possibilidade de acesso não controlado na escola - todos podemos imaginar o que será uma aula com muito alunos ligados, e o controle que a professora poderá ter.
Pedro em 04 August, 2008 02:03:30
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Boas,
Em primeiro lugar gostaria de registar que este artigo é o retirar da areia que o governo nos queria atirar para os olhos. Concordo plenamente quando se afirma que se deverá fazer sempre comparações, eu antes de comprar o que quer que seja faço sempre as comparações necessárias para saber se estou a fazer a melhor escolha ou não. (o problema é que os nossos governantes não têm essa responsabilidade, aliás o dinheiro nem é o deles...)
Em segundo lugar, para aqueles que acham que a internet é um bicho mau, e temos de ter cuidado com tudo e com todos... GANHEM JUIZO e deixem de se paranoicos!!! Ensinem aos vossos filhos como devem de navegar na net e o que podem lá encontrar... as coisas boas e as más, assim como os ensinamos a relacionarem-se com os outros, a atravessar uma rua, etc.
Gonçalo em 13 August, 2008 01:57:03
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Muito obrigado pelo esclarecimento. Por vezes é necessário estarmos munidos de contra informação. De facto, uma decisão que aparentava ser absolutamente louvável, afinal tem sempres uns pequenos senãos...será que houve outras opções que foram tidas em conta e descartadas?? De facto um mundo com concorrência é sempre melhor...deve haver mais equilíbrio na distribuição da riqueza...esse deveria ser um dos pontos a pesar em qualquer decisão pública.
Cumprimentos e parabéns pela notícia
Marta Gomes em 24 August, 2008 10:06:43
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Depois de muita informação que saiu na comunicação social, e apesar de ter lido num jornal que os primeiros portáteis para o 1º ciclo iriam começar a ser entregues em Setembro, pergunto como? senão estão ainda as inscrições abertas pelo que li. Depois de muita pesquisa conclui que o e-escola para os alunos 7º, 8º e 9ºestá a funcionar bem e estes podem inscrever-se para a aquisição do portátil, até na televisão é anunciado, e o e-escolinha? Como posso inscrever a minha filha para a aquisição do portátil? Agradeço a resposta o mais breve possível.
sonia cabeça em 02 September, 2008 12:57:06
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tenho a minha filha de 7 anos e foi para o 3º ano gostaria de poder pagar um pc magalhães como eide fazer? escola da serra das minas nº 2 e o nº de processo escolar da minha filha é o 1535 assim como esta o meu mail . por favor aguardo resposta
schenayde em 02 September, 2008 08:07:21
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gostaria de comprar o computador magalhaes para o meu filho, estuda em massama no 3ºano e tem 8ano e tem como escalao 1, como heide fazer para compra-lo?
carla em 03 September, 2008 10:53:19
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acho que foi bem pensado o computador para os meninos do primeiro ciclo
FLORBELA em 03 September, 2008 12:23:36
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gostaria desaber como e quando se poderá adquirir este portátil para o1º ciclo
admin em 03 September, 2008 01:58:14
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O Governo deve brevemente anunciar como irá disponibilizar o Magalhães. Como aqui se havia previsto a JP Sá Couto foi à Venezuela negociar a venda do computador em grande escala. Os jornais venezuelanos falam em 600 mil. Mas por lá, país do "ditador" Hugo Chavez, os jornais criticam abertamente a eventual opção do governo venezuelano, referindo que se deveria optar por um projecto de desenvolvimento de tecnologia local, com base nas universidades. Enquanto por cá foi o silêncio que se viu.
silvia em 05 September, 2008 01:05:20
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nao concordo com os subsidios atribuidos pois existe muita gente no 3º escalão que pagam creditos de casa e nao conseguem adquerir o pc
Fernando Ribeiro em 17 September, 2008 03:59:00
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Gostava de saber onde se pode arranjar OLPC a 100$.

Por esse preço compro 2.
Patrícia Coelho em 19 September, 2008 09:07:57
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Esta iniciativa é muito boa, embora acho que é de lamentar que o 2º ciclo não esteja abrangido, vou ter que esperar 2 anos para a minha filha poder ter acesso a um portátil, enfim...
Quanto ao que devem fazer para poder adquiri-lo basta ir á secretaria da escola do seu filho/a pedir o código e depois ir ao site e fazer a inscrição.
Quando estiver irão ser contactados e possivelmente pagam com contra-entrega.Devem insistir nas escolas, por vezes dizem que n têm o código, mas mm assim insistam.
Melhores cumprimentos
rolanda fidalgo em 21 September, 2008 09:18:51
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o senhor Socrates devia se preocupar com outras coisas mais interessantes por exemplo com as crianças defecientes nas escolas que não tem condições nenhumas e ainda quer tirar as tarefeiras ele que tenha mas é vergonha
Patricia Pinto em 23 September, 2008 08:29:10
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Como adquirir o computador "Magalhaes"?
Obrigado
Paulo em 23 September, 2008 03:48:53
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Infelizmente e vergonhosamente parece que as escolinhas da ilha da Madeira não estão abrangidas por esse programa. Não entendo porquê, já que não houve esta discriminação relativamente aos outros computadores de 2º e 3º ciclos respectivamente. Talvez estejam aqui jogadas governamentais nas quais o povo madeirense é alheio e que só prejudicam o desenvolvimento das crianças, sem que estas tenham alguma culpa.
Artur em 23 September, 2008 06:56:49
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Ola a todos,
Luis, parabens pelo post. As verdades são para se dizer, doa a quem doer ...

Costumo ler o teu blogue, pois moro em Rio de Mouro e gosto de ler noticias do nosso Concelho, Distrito e Pais, duma forma geral.

Compreendo o que dizes quando falas que o Portatil Magalhães (Classmate II) não é nenhuma inovação (tecnologia recente), e se formos a acrescentar as declarações do nosso primeiro ministro sobre a eficácia do Controle Parental do Magalhães, nas quais afirma que a Intel está a desenvolver software para aumentar esse controle. A Intel?? A desenvolver software? Ora ai está algo que eu desconhecia.

Pena que o governo não se vá associar à OLPC que simboliza a evolução na tecnologia, e opte pela "assemblagem" do cartel Intel.

Nem sei porque ainda fico admirado quando vejo o governo a usar as crianças para fins politicos.

Numa coisa admiro o Socrates, tem sido o politico que melhor tem usado a comunicação social a seu favor.

Certamente será o eleito por todos os que estão por detrás do poderio politico/economico nacional, os carteis da tecnologia (Intel/M$/Oracle/Cisco) e os carteis economico (SONAE/Jeronimo Martins) financeiros (BCP/BES/CGD/BPI).

Com tanto jeito para as "camaras", certamente irá ganhar as novas eleições.

Abraço,
Artur
Ricardo em 23 September, 2008 08:13:27
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e pagina aprece toda marado no Firefox...
João Pedro em 24 September, 2008 09:01:18
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As discussões filosóficas sobre a bondade do OLPC são óptimas para animar blogs mas não se compadecem com a realidade e a necessidade de definir estratégias de médio/longo prazo e pôr em prática medidas concretas para as concretizar.
Por isso acho que a iniciativa é positiva e a análise do cidadão deve centrar-se no essencial, passando ao lado das criticas que na maioria dos casos tresandam a propaganda politica.
Joaquim Sardão em 24 September, 2008 12:42:45
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Este iniciativa é um desastre! Não vou elaborar sobre as justificações políticas da mesma...Apenas quero realçar o seguinte: colocar computadores e internet a preços acessiveis nas mãos de crianças ANALFABETAS FUNCIONAIS (e a grande maioria sê-lo-á até à vida adulta) é desviar a prioridade da educação para algo supérfluo. Mais uma razão para os encarregados de educação se desligarem das suas funções pedagógica e disciplinadora, que tanto menosprezam. Mas está tudo bem... daqui a uns anitos estas mesmas crianças tiram um curso de novas oportunidades e fazem o 9.º e o 12.º ano com uma perna às costas! Chega a ser confrangedor viver num país assim. SURSUM CORDA!
Pedro Silva em 24 September, 2008 01:17:21
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eu como português e como cidadão do mundo fico triste com esta noticia.

pela não se apoiar a OLPC e "Um negócio desta dimensão - meio milhão de computadores - deveria servir para desenvolver uma base industrial portuguesa, não para servir os interesses da Intel"
catarina em 25 September, 2008 12:56:24
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no outro dia na rádio disseram que o e-escolinha é para alunos do 1º e do 2º ciclo.

mas agora estou desanimada porque na internet só diz 1º ciclo.

mas o que é isto?
Pedro em 28 September, 2008 11:19:25
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É uma vergonha, só quem está dentro do assunto é que sabe...

Façam um manguito ao socrates e comprem um OLPC...(retirado por conter expressão ofensiva)..
ptmf em 30 September, 2008 12:08:34
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Caros amigos deixem lá é só mais um brinquedo perigoso, para os pobres porque os "ricos" não o vão comprar.
Gisela Rodrigues em 02 October, 2008 11:34:32
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Até achava esta iniciativa louvável. Eu até venfo computadores e a minha filha hoje com 8 anos, tem um pc só para ela desde os 5 anos.
Mas até recebi a proposta de compra do portátil e tou tentadissima a comprar.
Mas até seria optimo, não fosse o facto de receber no mesmo dia a noticia de que pelo facto de não inscrever as minhas filhas nas actividades extra curriculares a Segurança Social deixa de comparticipar na despesa do ATL.
Caminhamos a passos largos para a miséria....
António em 02 October, 2008 04:34:24
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Este é o exemplo de Portugal no seu melhor: quando um Governo tem uma iniciativa de MÉRITO, logo surgem os "defeitos", os "erros", as "cópias". Até apetece perguntar - por que não fizeram outros antes, se isto era tão "óbvio" e tão "conhecido"?! Ou alguém, em seu perfeito juízo, ousará dizer que o Futuro não passa precisamente por aqui e que o "caderno" do Futuro (Presente) será cada vez mais o computador pessoal? Eu quero lá saber da Intel, da Microsoft, da Rosa e Teixeira ou da Rosinha dos Limões! O que eu sei é que este Governo teve a visão de levar este projecto em frente, as nossas crianças merecem e é neste rumo que se deve continuar e os Velhos do Restelo que me desculpem mas estou FARTO de tanta má-língua, de tanto "escândalo" de algibeira, de tanta treta. Este É um projecto de Sucesso e de Futuro - já basta de tentar sempre deitar abaixo e de tentar desmerecer quem FAZ! Lembram-se do célebre défice? Pois é - com os anteriores Governos NUNCA baixou para os níveis necessários. Quando este Governo o conseguiu...o assunto deixou de ser prioritário! Ora...abóbora! Cumprimentos.
Luis Silva em 03 October, 2008 09:23:31
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O governo fez uma iniciativa de mérito? Vamos ver o resultado!

Nem os pais nem os professores estão devidamente informados.

As escolas não têm rede informática, para que o projecto seja um efectivo meio pedagógico.

Nenhum pedagogo foi consultado a este respeito, é bom realçar. Alguns já se manifestaram contra.

Magalhães não é mais do que propaganda eleitoral e um negócio de milhões.

Um negócio de milhões celebrado sem concurso público, sem contactar outros potenciais fornecedores. Mais um negócio para os amigos.

Seria uma grande ideia, se a distribuição de computadores fosse antecedida por: um plano pedagógico, instalação de redes nas escolas, se formação dos docentes, formação dos encarregados de educação.

Quanto a isto nada fez o Governo.

Damos computadores: desenrasquem-se.

Computadores para criaças sem controlo parental activo! Uma barbaridade!

Computadores para os menos instruídos, porque qualquer um com mais possibilidades financeiras não quer um Magalhães. Até nas lojas há computadores semelhantes mais baratos.

Neste momento não é um projecto de sucesso e de futuro.

Pode até ser um projecto perigoso: colocar crianças à solta na internet é mais um mal que um bem, como hoje já todos sabemos: além de distribuir computadores incentiva-se a ligação à net - afinal são as empresas que estão a pagar.

Espero que se venha a transformar num projecto positivo. Para já tem tudo para dar errado!

E vamos ver no final quantos Magalhães vão ser efectivamente distribuídos gratuitamente - outra grande demagogia deste governo.
António em 03 October, 2008 11:02:52
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Só não está informado quem não quer - toda a informação sobre o projecto é pública e está disponível sob a mais diversas formas. Não foram ouvidos "pedagogos"?! Mas há pedagogos CONTRA a utilização de computadores na Educação e com conteúdos educativos?...Que tal regressar à ardósia e ao pauzinho de giz individual?... Queriam o quê? Formar mais uma das habituais Comissões com pedagogos, professores, representantes de pais, tudo durante meses a debater, a debater, a lançar palpites, a dar sugestões, etc e tal...para nada se fazer?! Também gostava de saber qual a loja onde posso comprar um computador portátil MAIS BARATO do que este, como já li por aqui - será nos "chineses"? Mas esses são a fingir, não são?... Eu gostava de saber qual a loja onde posso comprar esse tal portátil mais barato - vou lá já comprar meia dúzia! Sobre o que leio relativamente às "criancinhas à solta na internet" eu nem vou alargar-me em comentários - eu sou pai e tomo conta dos meus filhos, sobretudo dando-lhes valores para que se saibam comportar e conduzir na vida. Muitos dos que se preocupam com a internet "à solta" depois são dos que dão telemóveis de última geração aos filhos, onde estes acedem a tudo e mais alguma coisa... Pode atacar-se o Governo por muita coisa - mas, realmente, atacar por levar adiante um projecto que nos coloque a par de outros países civilizados e que proporcione mais informação, mais acesso ao Mundo, melhor preparação dos nossos filhos, efectivamente só quem queira utilizar todas as "pedras" para mandar e é triste que continuemos a viver num País onde quem FAZ é criticado e quem NÃO FAZ é levado em ombros!...
Luis Silva em 04 October, 2008 06:10:23
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Que conteúdos educativos tem o Magalhães? Mas não vale a pena quando se pensa que o Magalhães, computador para o terceiro mundo, nos vai colocar no topo. Preço na loja Chip 7 do Allegro: Magalhães 285 euros, Asus Eee PC Windows 279, Asus Eee PC Linux 249.
António em 06 October, 2008 09:55:43
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Os computadores Magalhães começaram a poder ser pedidos a partir de Setembro, através da Internet, depois de recebidos os códigos emitidos com base nas matrículas feitas nas escolas do 1.º ciclo. Os códigos serão entregues às famílias pelas escolas e a requisição do computador é feita através de um formulário preenchido na Internet. O computador portátil com acesso à Internet terá um custo máximo de 50 euros e será distribuído no âmbito do programa "e.escolinha" - por isso, é totalmente DEMAGÓGICO e FALSO vir comparar preços de venda de outros computadores com o preço de venda AO PÚBLICO EM GERAL (e não neste processo para os alunos) do Magalhães. Porque, que eu saiba, não há loja alguma a vender portáteis a 50 euros e é esse o preço de referência para os alunos e famílias.

O Magalhães será, ainda, GRATUITO para os alunos do primeiro escalão da acção social escolar e custará 20 euros para as crianças do segundo escalão da acção social escolar. Há alguma portátil na Chip7 ou quejandos com estas condições?...

Para os alunos que não são abrangidos pela acção social escolar, o computador Magalhães custará 50 euros, como já referimos. Tentar deturpar isto, com óbvios intuitos de chicana política é que é triste - as nossas crianças não o merecem, certamente mas há gente que deita mão a tudo apenas para fazer "propaganda" contra o Governo.

Para quem diz que isto não foi apresentado nem discutido com "ninguém", informo que o Ministério da Educação tem vindo a organizar sessões de trabalho de dois dias em várias regiões do país, para dar a conhecer o Portátil Magalhães aos Coordenadores das Tecnologias de Informação e Comunicação das várias escolas do país.

Para quem também refere que não há "controlo" no acesso à Internet e que o software não é "especial", refira-se que o Magalhães traz o designado Magic Desktop, que é como que uma extensão do sistema operativo (Windows) que redesenha por completo o seu ambiente gráfico tornando-o bem mais amigável para a utilização por crianças.

O Magic Desktop é descrito pelo seu autor, Lars Jolstad da Easybits, como um sistema operativo de criança, destinando-se a utilizadores dos 2 aos 12 anos de idade. Lars Jolstad desenvolveu o software inspirado e motivado pelos seus próprios filhos, de 3 e 4 anos, quando viviam em Espanha longe de seus avós noruegueses.
O propósito subjacente ao sistema é a protecção e a diversão. Na vertente de protecção, o Magic Desktop contribui para proteger os menores dos riscos e dos aspectos mais sombrios de uma navegação na Internet, ao passo que na componente diversão, habitua as crianças à utilização da Informática de maneira mais divertida e mais adequada às suas necessidades e expectativas.

O Magic Desktop encerra nele mesmo algumas características próprias de software de controlo parental, como a possibilidade de os pais ou os educadores, poderem configurar listas de emails permitidos e de sites que podem ser visitados, vedando os restantes à comunicação dos seus filhos ou educandos.

Uma das preocupações do Magic Desktop é permitir sempre que possível a interacção gráfica em vez de texto, daí que muitas das operações que nós adultos estamos habituados a accionar na forma de botões etiquetados com texto, tenham o seu equivalente gráfico na forma de imagens, fotos e ícones no Magic Desktop. é o caso do programa de correio electrónico Magic Mail onde para enviar uma mensagem por email ao primo, a criança necessita de clicar simplesmente no botão do Papagaio Falante e gravar uma mensagem de voz, antes de a fazer seguir o seu caminho para o primo, amigo de brincadeiras, através de um simples clique na foto que exibe a sua “carita laroca” entre outras disponíveis, da família e amigos da criança. Neste caso, o ficheiro de som é comprimido, para que sem perda da qualidade mínima necessária, a mensagem não ocupe um tamanho inconveniente.

Ferramentas para escrita divertida e fácil, exercícios de matemática, programa de edição de imagens, de desenho e para colorir, colecções de jogos de computador para crianças prática de piano e outros instrumentos, são algumas das ferramentas disponíveis no pacote.

Fico a aguardar qual a próxima "crítica" ao Magalhães - ou será, antes, ao Sócrates, de quem quer ter qualquer argumento para o fazer, mesmo quando estamos perante um BOM PROJECTO para as novas gerações?...:-)))
lucas em 10 October, 2008 08:50:02
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quero entrar no magalhais
Joao Paulo em 11 October, 2008 06:40:34
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Gostaria de obter os preços da internet para quem adquirir o computador magalhaes. E obrigatorio? A ligaçao e o router e gratis?
mitas em 13 October, 2008 04:11:58
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Esta ideia do Magalhães não é muito má.
Mas está longe de ser boa...boazinha talvez.
Agora uma coisa é certa, eu não dou uma prenda a ninguem e digo a 3ºs para pagar parte dela.
Eu explico. O governo deu alguns Magalhães a seguir "mandou" as Camaras pagarem o acesso á Net.
Quanto aos portateis é outro engano, quem estiver no 3º,4º ou 5º escalão (do 7º ao9º ano) paga 150 euros depois fica a pagar cerca de 17 euros pela net durante 12meses depois durante 24 meses paga o normal das operadoras telefonicas cerca de 25 euros, mais coisa menos coisa e atenção ás pesquisas e vêr os mails, mais actualizações mensais é sempre a pagar após, os valores que acima referi.
É tão bom não é?
Sai mais barato dar de entrada 150 euros e ficar a pagar 20 euros que fica pago em 2 anos ou menos e utilizar a rede net se já a tiver em casa.
Já agora um agregado familiar 3 pessoas que comprou casa em 2000 a pagar ao banco 225 euros mensais, agora paga 370 euros. na altura recebiam de salario cerca de 900 euros mensais agora recebem 1200 euros mensais,com dois empregos cada, fica a criança no 4º escalão. Como se entra-se em casa 4 mil euros e não tem direito a ajudas nenhumas na educaçãonem na saude, se isto é classe média!!!
enfim devemos ir viver para uma barraca, ou pitarnos de preto ou ainda vestir de preto como os ciganos e ir para a porta da Santa Casa, assim já temos subsidios para os plasmas os telemoveis os portateis etc....etc...
António em 14 October, 2008 10:55:06
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As pessoas gostam de baralhar para desinformar, é o que é... O MAGALHÃES não tem nenhuma obrigatoriedade de ligação à Internet, ponto final. Ninguém "mandou" as Câmaras pagar a Internet, como é óbvio - foi feita uma sugestão, que decorreu de reuniões com responsáveis autárquicos, no sentido das autarquias poderem contribuir para o projecto com o financiamento de "modems" e algumas prestações para acesso à net em escolas de cada Concelho. Se calhar isso custava menos do que pagar a edição de livros infantis escritos por amigos ou os concertos rock e pimba que muitas Juntas e Câmaras pagam para "encher o olho" do povinho, mas sobre isso ninguém "pia", preferem atacar um projecto EDUCATIVO do que a propaganda instalada... Não admira que muitos comentários obviamente "alaranjados" por aqui insistam na "azia" sobre o projecto Magalhães - esta será uma herança positiva para as novas gerações, enquanto a que os anteriores Governos PSD/PP deixaram chamou-se "projecto Défice 6,8%", não tinha ligação à internet, nem consta que beneficiasse as "classes médias", muito menos as crianças do nosso País...
Luis Silva em 14 October, 2008 11:15:35
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Camarada António, olhe que não. Informe-se melhor. Não foi uma sugestão foi uma carta envidada pela DREN aos municípios exigindo o pagamento. Do 7º ao 9º ano, como refere "mitas", é obrigatória a ligação à net para quem quiser o Magalhães. Mas afinal o Magalhães não é um projecto do Governo. A empresa JP Sá Couto - que fabrica o Magalhães - deve milhões ao Estado, e logo o Governo veio esclarecer que afinal o projecto é da fundação criada pelas empresas fornecedoras de acesso. Elas é que pagam, elas é que decidiram o fornecedor, etc.. Uma trapalhada em muitos actos.
António em 14 October, 2008 03:13:04
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Sr.Silva, não tenho o prazer de o conhecer, por isso não entendo a sua "familiaridade" comigo, utilizando a expressão "camarada". A expressão até é bonita quando usada por quem o faz lealmente ou com conhecimento de causa, o que, no caso em apreço, não me parece ser o seu caso. Por isso peço-lhe um favor - não "brinque" com quem não conhece porque nem sequer lhe dou o direito de o fazer. Espero que tenha ficado esclarecido mas se não for o caso terei muito prazer em fazê-lo ainda de forma mais explícita. Sobre a confusão que faz com o Magalhães e o 7º e 9º ano, parto do princípio que seja ignorância, quando não terei que pensar que é má fé. Com efeito, o Magalhães começou por ser um projecto para alunos do 1º Ciclo do Básico (1º ao 4º ano) e foi recentemente alargado para alunos do 2º Ciclo do Básico (5º e 6º ano). Para TODOS estes alunos o Magalhães NÃO TEM nenhuma obrigatoriedade de ligação à Internet - repito, NENHUMA OBRIGATORIEDADE DE LIGAÇÃO À INTERNET. Sugiro que se informe melhor (nomeadamente sobre o programa e-escolas, que nada tem a ver com o Magalhães). Sobre a sugestão dada às autarquias (e, como é óbvio, não poderia jamais ser outra coisa, uma vez que certamente o Sr.Silva saberá que nem a DREN, nem a DREL, nem o Ministério da Educação podem "impôr" seja o que for a qualquer Presidente de Câmara), reitero o que já disse: acho no mínimo patético que os autarcas não hesitem em gastar dinheiro em festas rock, festarolas pimba, edição de livros infantis de actores, por ex. e outras coisas que tais, e venham lamentar ou "choramingar" um contributo de algumas DEZENAS de euros para contribuírem para que as escolas fiquem com acesso à Internet!... Sobre o seu comentário da "trapalhada" deixo-lhe apenas mais esta informação: a Portugal Telecom está a preparar-se para satisfazer o desejo do Governo brasileiro e do seu presidente Lula da Silva de importar o Magalhães, utilizando a tecnologia móvel para levar a banda larga às escolas e serviços públicos, sobretudo em regiões rurais que não têm uma infra-estrutura fixa constituída por cablagens. O CEO da PT - Zeinal Bava, aproveitará a visita que vai realizar ao Brasil no final deste mês, onde participará como orador principal no congresso anual das comunicações, para levar com ele o portátil Magalhães, que vai ensaiar em terras de Vera-Cruz graças a um projecto-piloto que a Vivo (operadora associada) vai implementar no Brasil. Bendita "trapalhada" esta, que está a abrir portas de futuro para os nossos jovens, para as nossas empresas, e a ser um exemplo a seguir internacionalmente - prefiro estas "trapalhadas" do que aquelas de Governos anteriores, PSD/PP que apenas deixaram o país "nas lonas" e em NADA criaram riqueza ou mudança de mentalidades.
mitas em 14 October, 2008 03:16:23
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"Camarada". Desculpe se me enganei desde que, o seu Marocas Soares meteu o Socialismo na gaveta não sei como devem ser tratados os PS's. Está tão "cego" c/os comentarios alaranjados, eu nem sabia q/os PSD's falavam a ver pela lider.
Então se eu viver no mundo real sou contra o Governo certo? Assim seja.
O resto da resposta já foi dada e bem pelo Luis Silva.
Quanto ao resto do meu post embora me tenha afastado do tema, o António nem piou, será q/concorda? ou tambem é parte do alaranjado, se quiser arranjo mais do mundo real, quer?
António em 14 October, 2008 03:21:14
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Deixo-lhe só mais uma questão, Sr.Silva: em comentário anterior seu, o Sr. garantia que o Magalhães "não tinha conteúdos educativos" e que era uma "barbaridade" porque também não tinha forma de controlar os acessos à Internet. Na informação que aqui coloquei sobre essas questões, tive a oportunidade de o informar (assim como aos restantes leitores que, eventualmente, tivessem ficado equivocados com as suas palavras) que tal não correspondia à verdade. Como até agora ainda não o vi reconhecer que escreveu aqui coisas que não correspondiam à verdade (certamente por défice de informação e não por apenas pretender deitar abaixo este projecto do Governo), não posso deixar de o relembrar das mesmas. Cumprimentos.
António em 14 October, 2008 03:36:33
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Cara (o) Mitas, há quem esteja aqui para provocar e "chafurdar". Pela minha parte apenas pretendo debater e esclarecer - os leitores tirarão as devidas conclusões sobre quem tem aqui estado certo e dado informação correcta. Por isso, desculpe lá, mas não perco nem um segundo mais com os seus "comentários", eles valem por si e caracterizam quem os faz. Cumprimentos.
Luis Silva em 14 October, 2008 03:48:32
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Sr. António. Perguntei que conteúdos tem. Respondeu. Acha excelentes. Não é a minha opinião. Não vale apena continuar. Fique com a sua.

Controlo parental tem de ser instalado - até o técnico da Intel o reconheceu na televisão. Informe-se melhor.

Não coma a propaganda que lhe servem.

Até agora a carta da DREN (Direcção Regional de Educação do Norte, bem conhecida pelas perseguições, afastamentos, ameaças, etc., na defesa deste Governo) foi uma miragem! Não a viu nos jornais?

Mas já que tudo sabe, explique-me como se envolve num projecto desta dimensão uma empresa que deve ao Estado, e que tem na sua equipa de gestão o famoso Joaquim Ribeiro, ex-director-geral da Carré & Ribeiro, que esteve preso durante dois anos e meio por fraude fiscal em esquema de carrocel - a maior alguma vez detectado no sector -, tendo conduzido mesmo ao encerramento daquela empresa com instalações em São Marcos. Esquema que agora começava a ser repetido pela JP Sá Couto. Como se continua de braço dado com a empresa promovendo-a na Venezuela, no Brasil, etc..

E porque foge o 1º Ministro a qualquer questão sobre o assunto. Como sempre, quando não convém, "não sabe, não quer saber, tem raiva a quem saiba."

O Magalhães é uma trapalhada de um Governo que dá milhões aos bancos, arranja grandes negócios para as empresas de comunicações, para esta JP Sá Couto e outras, mas nada faz para ajudar os trabalhadores e as pequenas empresas em dificuldades.

De facto que pode o PSD dizer quando depara com um governo que consegue ser ainda mais à direita que qualquer governo seu. Se calhar têm de mudar de posição na Assembleia da República.

Ninguém ajudou o capital como Sócrates, sempre de costas voltadas para os trabalhadores.
António em 14 October, 2008 04:08:04
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Sr.Silva, estou esclarecido sobre o que o senhor pretende. Acho que os restantes leitores deste espaço também estão - e já se percebeu quem é que está a utilizá-lo para fazer "propaganda" e "campanha eleitoral". Registo que o Sr. começou por afirmar que não havia nenhum conteúdo educativo no Magalhães e depois de confrontado com essa "inverdade" já mudou o discurso - agora parece que afinal até existem (!), o Sr. é que agora acha que não são "excelentes"... Pois... Eu estou interessado num projecto que tem óbvias mais-valias para o nosso sistema de Ensino e para as nossas crianças, num projecto que está a ser um óbvio SUCESSO nacional e até a nível internacional - pelos vistos é esse SUCESSO que está a incomodar quem tudo faz para "deitar abaixo", mas infelizmente "Velhos do Restelo" sempre abundaram no nosso País, por isso temos sempre muita gente para criticar e dizer mal, mas pouca para FAZER mais, diferente ou melhor. Repito - eu continuo a preferir este projecto de sucesso do que o défice de 6,8% que o anterior Governo PSD/PP deixou, após Durão Barroso "saltar" para um belo cargo em Bruxelas e o "menino-guerreiro" Santana Lopes ter feito o que fez e que me eximo de comentar, o País (infelizmente) sabe-o. Cumprimentos.
António em 14 October, 2008 04:23:44
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Mais informação para quem está interessado no Magalhães e não em fazer "propaganda" contra o Governo:

O Learning Suite desenvolvido pela Microsoft, e que passará a equipar o Magalhães, está dividido em três áreas. Uma de Aprendizagem e Desenvolvimento de Competências, outra de Segurança e Antivírus e uma terceira para Comunicação e Colaboração. Cada uma destas áreas é composta por aplicações made by Microsoft. A Microsoft afirma que entre as prioridades deste pacote aplicacional está a relação com alunos e professores, mas igualmente com os pais, apontando como razão disso mesmo, o facto de um dos grandes objectivos desta remodelação ter sido a melhoria da interactividade do aparelho com as potencialidades da Internet.

O Microsoft Learning Suite inclui aplicações como o Microsoft Learning Essentials, o Virtual Earth, o Microsoft Matemática, e o Family Safety, entre outros.

Segundo fontes governamentais, a versão Magalhães com Microsoft Learning Suite terá como alvo preferencial o exterior, e Portugal terá o exclusivo da sua produção. A produção, poderá no entanto não ser assegurada apenas pela JP Sá Couto, o que constitui uma novidade, podendo então vir a ser realizada também por outras empresas, desde que portuguesas.

O impacto económico poderá ser significativo, uma vez que sendo Portugal o único agente produtor e distribuidor do modelo, poderá capitalizar essa circunstância a seu favor, contribuindo determinantemente para uma maior penetração do portátil no mercado internacional.
Luis Silva em 15 October, 2008 07:36:57
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Sr. António. É fácil comprovar que eu nunca disse que o Magalhães não tinha conteúdos educativos. Leia, não minta! Você faz propaganda descarada. Dê-me o direito de dar a minha opinião, e não ser correia de transmissão do Governo, como é o seu caso.

Repare como se contradiz: se a ferramenta educativa que tem o Magalhães é tão boa, porque foi a Microsoft a correr desenvolver outra? Duas razões: a actual não presta, este é um enorme negócio para a Microsoft. Porque razão é que não se usa o software educativo da Sugar Labs, que é considerado o melhor do mundo? Talvez porque foi construído para trabalhar no Linux?

Porque ainda não há Magalhães com a Caixa Mágica (Linux made in Portugal). Não percebe que tudo está montado para que este seja um projecto Intel/Microsoft? Por milagre a plataforma Intel fornecida afinal não trabalhava com o Linux, apesar de o 1º Ministro ter garantido o contrário.

Não contesto a importância de colocar a informática na escola. Contesto o dar as mãos ao grande capital, a empresas que fogem às suas obrigações fiscais. Contesto tudo ser feito sem qualquer controlo democrático, em submissão às multinacionais.

Como muito bem diz o autor do texto: esta foi uma oportunidade perdida para construir uma indústria portuguesa de informática (a JP Sá Couto é mero montador), para criar empregos em Portugal.

E já agora como explica os salários de miséria que a JP Sá Couto propõe?

Mas quem só lê o que lhe põem à frente ...

E não venha com a treta do governo PSD/PP. O PS está no Governo há quantos anos? O PSD-PP, também não serve, mas esteve lá dois anos. É evidente que este país precisa de uma outra política, que varra(*) a dinâmica de direita que nos tem governado.

(*) palavra alterada a pedido do autor.
António em 15 October, 2008 09:08:04
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Sr.Silva, aqui a única "correia de transmissão" que vejo é o Sr. e acho que já toda a gente percebeu que o Magalhães é apenas mais um pretexto para atacar o Governo e fazer a campanha da "luta" e do "grande capital". Essa "outra política" de que fala deve ser aquela que levou a "prosperidade generalizada" a Cuba, à Coreia do Norte, aos ex-países de Leste, à ex-URSS, etc. Já agora poderá dizer-me qual o modelo de computador portátil que o Governo cubano está a distribuir, gratuitamente e com essa nova tecnologia toda, Linux e etc e tal, a cada criança daquele País?... E acesso gratuito à internet, não é, Sr.Silva?... Pois é, Sr.Silva... O "ódio" ao PS é tão grande nas suas bandas que nem perante um projecto de sucesso conseguem esboçar um elogio, por mínimo que seja, a conversa é sempre a mesma, "o grande capital", a "luta" e o diabo a sete que a cassete vira e toca sempre o mesmo. Cumprimentos. E deixe lá, ninguém obriga ninguém a comprar o Magalhães, não é verdade?...
Saldanha em 15 October, 2008 11:49:51
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Sou professora e já ando zangada há muito tempo, mas agora estou a ficar completamente "piursa". Para que ois alunos possam adquirir o "Magalhães", recebi, na minha escola, um comunicado emanado pelo Ministério da Educação que, entre outras coisas, diz o dsguinte: "Os encarregados de educação, caso pretendam aderir ao progrma e. escolinha, devem preencher e assinar estes documentos e entregar ao professor,declarando assim a sua intenção de adesão ao progrma e delegando no professor a competência para efectuar a inscrição e acompanhar o processo". Pergunto quem terá sido a cabeça pensante que me "obriga a efectuar inscrições e acompanhar o processo". Sou professora...deixem-me dar aulas.
mitas em 15 October, 2008 03:17:06
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Para o sr. q/não me vai ler porque eu não lhe estou a escrever.
Eu fiz um comentário/desabafo/alerta não me dirigi a alguem em especial.
Indirectamente o sr. que não me vai lêr,vestiu o meu comentário de laranja c/azia, de baralhar e desinformar, chama-me entre aspas "classe media" coisa q/não consigo sêr, não me considero provocador e não gosto de chafudar. Caracterizar uma pessoa q/não se conhece só por dois comentários, só a Maya e os Tertulianos cor de rosa.
È um facto esta pessoa afastar-se sempre do tema da noticia, sempre q/ alguem discorda da sua opinião, é logo rotulada de esquerdista ou alaranjado ou outra coisa qualquer, vê sempre o seu partido e o governo atacados. Será q/as pessoas não podem pensar pela sua própria cabeça?
Fala dos livros escritos pelos amigos ...concertos pimba pagos pelas Camaras. Isso todos os partidos fazem, lembra-se das eleições para a CML? Os velhotes da excursão nem sabiam o q/estávam ali a fazer.
Fala de Durão Barroso ter fugido, e Guterres não fugiu do "pantano"? Quando Cavaco Silva saiu o Sr. Gueterres não lhe arranjou um lugar no banco de Portugal depois de passar anos a dizer mal dele? A seguir Barroso fez o mesmo ao Gueterres q/nem soube fazer contas á frente da TV. E o regabofe das casas entregues durante o mandato do PS (J. Sampaio e J.Soares) Chamáda Coligação Por Liboa CML.
Voltando ao tema.
Diz q/o projecto foi um sucesso:
Mas afinal q/ PROJECTO é esse? E q/SUCESSO é esse? Mas quis os resultados em q/se baseia para dizer a palavra SUCESSO?
Diz que Portugal tem o exclusivo da sua producção, isso éra optimo mas, inflizmente, não ouviu logo á chegada ao aeroporto H. Chavez dizer q/ ía abrir uma fabrica na Venezuela para os montar lá. Lá se vai parte do SUCESSO, e de locais de trabalho a criar cá. (o tal Chavez q/o nosso 1º queria distancia e agora é só amizade "gato fedorento rtp").
50 mil pessoas no estadio da Luz (cerimonia das 7 maravilhas)a vaiarem o nosso 1ºMinistro dizer-lhe alguma coisa.
Já sei éram todos esquerdista gentalha, as maiores manifestações desde há muitos anos.Já sei eram todos de direita. Maior abstenção de sempre nas legislativas foi o quê? (foi maioria absoluta).
Não me responda porque não tem palavras e falta-lhe a coragem para admitir que é verdada e que doi.
Reparou q/não fiz comentarios acerca do que escreveu sobre os seus conhecimentos informaticos, aí não o desmenti e acredito no que diz mas não tenho bases para o avaliar.
António em 15 October, 2008 05:57:45
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Eu pensava que este era um espaço para se falar do projecto Magalhães e trocar opiniões sobre o mesmo. Sobre os dislates e provocações de alguns "comentadores" e de alguns "clones" perfeitamente visíveis a olho nu, nada tenho a dizer - são reveladores não só da tal "azia" mas igualmente de uma "fermentação" com mais de 30 anos, quando o PS e Mário Soares impediram que hoje fossemos a "Cuba da Europa" e em vez de computadores portáteis os nossos filhos tivessem agora miséria, repressão e partido único. Realmente ainda dói a muita gente, pois dói... Cumprimentos.
admin em 16 October, 2008 10:08:11
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Caros comentadores,

Este post já ultrapassou as dez mil leituras, o que é significativo. O nosso obrigado.

Não pretendendo limitar o direito à opinião, deixamos a sugestão para que não se afastem do tema.

Damos nota que monitorizamos todos os acessos ao site, e agradecemos que os comentadores utilizem sempre o mesmo "user".

Por este comportamento não ser aceitável, e ser possível estabelecer a mesma origem, um dos comentários foi retirado.

Obrigado

O SintraVox
mitas em 16 October, 2008 10:41:27
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Agradeço a possibilidade de ter feito as intervenções q/fiz, realmente fui levado a afastar-me do tema por pessoas q/não mereceram.....
Vou dar fim aos meus comentários sobre o Magalhães, antes q/da proxima seja apilidado de salazarista já fui laranja agora sou vermelho. Mas acima de tudo devo sêr mentiroso pois inventei o q/escrevi.
Voltarei a comentar noticia e reportagens sempre q/puder e me deixarem
Bem hajam
António em 16 October, 2008 02:55:25
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Caros senhores do Sintra Vox,

pela parte que me cabe apenas entrei nesta discussão para debater o tema "portátil Magalhães". Por ter defendido este projecto fui "atacado" de toda a forma e feitio, com um conjunto de "comentários" que em NADA tinham a ver com o portátil referido mas que entraram, apenas, no mero ataque político ao Governo e ao Partido Socialista. Obviamente que se há liberdade de expressão para atacar um projecto do Governo, também terá que haver para o defender - ou não?... Por mim este assunto está encerrado. Cumprimentos.
António em 16 October, 2008 03:02:20
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Para quem continua interessado neste portátil, deixo mais alguma informação relativamente à versãop já disponibilizada para adultos:

A versão Magalhães - 60 Minutos foi especialmente desenhada para adultos. Os potenciais interessados na sua aquisição não comparticipada ficam informados que ele já se encontra à venda nas lojas da especialidade desde o dia 26 de Setembro, tendo começado pela FNAC e estendido a outras como a Radio Popular, Vobis e CHIP7. Deixo a lista detalhada do software que foi entendido juntar a esta versão no sentido de a tornar mais apelativa para adultos:

• Magic Desktop
• Diciopédia da Porto Editora
• Porto Editora - Internet em 60 minutos
• Porto Editora - Excel em 60 minutos
• Porto Editora - Word em 60 minutos
• Conteúdos de demostração da Escola Virtual
• Antivírus KASPERSKY
• Microsoft Media Player
• Microsoft Photo Story
• Microsoft Popfly
• Microsoft Virtual Earth
admin em 16 October, 2008 05:58:38
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Apenas esclarecer, que não considerámos que nenhum comentário, no seu conteúdo ultrapassou o aceitável. Mas como moderadores, devemos moderar. Se entenderem manter o rumo, civilizadamente, este espaço é vosso.

SintraVox (the dream team)
ROSITA em 28 October, 2008 11:03:35
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Tanta conversa com politiquices!!! Por acaso já pensaram no que tudo isto vai dar?!
Os alunos só falam no Magalhães, como se fosse um brinquedo que todos querem, para brincar e não para pesquisar, como o nosso primeiro tenta fazer crer. O eng. Sócrates está tão preocupado em que todos tenham o computador lá em casa o mais rápido possível, que até os professores são "intimados" a fazer a inscrição dos alunos na base de dados urgentemente: pedido feito pela DREN. Inscrição essa que é "para ontem".
Há urgência em entregar os computadores aos alunos e, principalmente aos papás, pois as eleições estão à porta mas não há informações concretas sobre valores a pagar, durante quanto tempo, se o valor do modem está incluído na mensalidade ou é à parte... pouco se sabe. Mas também não interessa muito, o importante é o Magalhães passar a fazer parte da família o mais rápido possível!
Uma grande parte de alunos já pouco trabalha, muitos deles não têm hábitos de trabalho nem se preocupam com o que quer que seja da escola (e os pais acompanham) mas parece que com o computador vão todos virar prodígios, pesquisadores e ganhar interesse pelas matérias escolares.
Duvido muito...
Vai ser mais uma consola de jogos a juntar-se às que já existem.
O importante é que os alunos saibam que é o "Sócrates" (desculpe a intimidade mas é assim que os alunos tratam o Primeiro-ministro) quem está a "oferecer" os computadores e digam isso aos paizinhos. Que fixe! Mas não sabem de quem se trata nem qual o cargo que ocupa. É só aquele senhor que aparece na televisão a oferecer computadores a todos os meninos e meninas! É o Pai Natal que chega mais cedo, e como ainda não está frio, anda de fato e gravata em vez do seu fato vermelhinho e não vem de trenó com as renas porque está na manutenção, vem em carros de alta cilindrada, acompanhado pela ministra da educação e comitiva socialista!!
Tanta preocupação em que os alunos tenham os computadores para "trabalharem"... e a formação dos professores?! Será para quando??? Talvez...talvez no Natal?!... no Carnaval?!... na Páscoa?!... no fim do ano?! ninguém sabe, ninguém fala nisso. Também interessa pouco, uma vez que os professores vão ser avaliados pelo seu desempenho, safam-se aqueles que estão à vontade com as novas tecnologias e os outros vão vendo os Excelentes e Muito Bons por um canudo, já que não se entendem com os computadores.
Seria interessante ver a Ministra ou, mesmo, o primeiro-ministro a demonstrarem o uso do Magalhães. Havia de ser bonito!!
O melhor de tudo é os alunos abrangidos pelo escalão A da Acção Social Escolar terem o computador à borla e as câmaras municipais são convidadas a ajudarem a pagar o modem e a 1ª mensalidade, porque os pais não podem. Têm tudo à borla: livros, material, refeições... pois os pais, coitados, estão desempregados, recebem o rendimento social de inserção, porque têm poucas posses, não contribuem em nada para a riqueza do país, só ajudam ao engrossar da dívida... é triste. Mas para telemóveis de última geração, para a TV cabo, para jogos para a consola... há dinheiro (nota: nem todos se inserem neste panorama, só uma grande parte, muito GRANDE...).
Quem contribui com trabalho para o desenvolvimento e riqueza do país, se quiser alguma coisa, paga tudo! Isto é que é justiça...
O país é rico!
Fica o desabafo!
António em 29 October, 2008 03:12:29
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A comentadora "Rosita" parece-me que conhece mal o projecto Magalhães - sugiro que se informe sobre o mesmo, para não continuar equivocada. Faz-me sempre confusão quando vejo alguém a atacar um projecto EDUCATIVO e que visa proporcionar às nossas crianças uma evolução qualitativa no acesso e exploração de conteúdos educativos. "Politiquice" é atacar este projecto, visando (isso, sim!) o Governo e o 1º Ministro. "Politiquice" é misturar alhos com bogalhos (o que é que o "modem" tem a ver com o Magalhães, se já foi explicado que NÃO HÁ NENHUMA OBRIGATORIEDADE DE LIGAÇÃO Á INTERNET??)apenas para atacar o Governo e o 1º Ministro. Também acho patético que se ataque quem recebe o Rendimento Mínimo, generalizando a imagem do "calão" e do "malandro" - é muito triste que haja gente, hoje em dia, que ainda consiga ser tão fria e tão indiferente perante as dificuldades de outros cidadãos, mas realmente há gente para tudo. Sobre a "formação" dos professores, será que ainda haverá algum professor digno desse nome que não seja capaz de abrir a porcaria de um computador e trabalhar com os programas básicos que qualquer criança de 7 ou 8 anos já sabe??!!(no caso do Magalhães até têm "bonecos", se calhar para facilitar a vida dos "professores" referidos pela "Rosita", porque qualquer miúdo entra no Word, no PowerPoint, etc e começa a trabalhar...).

Enfim...em Portugal é mesmo assim - há sempre muitos Velhos do Restelo e muita gente para "deitar abaixo". Já para fazer alguma coisa não é bem assim, infelizmente.
António em 29 October, 2008 04:11:23
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E antes um "pai Natal" a distribuir computadores do que uma "mãe Natal" a distribuir défice de 6,8%, com ar carrancudo... :-)
Ana em 30 October, 2008 09:48:46
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Sou professora do 1º ciclo numa escola "perdida" na serra. Embora ache importante que todas as crianças tenham acesso a computadores (por mais simplificados que sejam)e à Internet,penso que aqui é uma questão de prioridades.
quanto a mim seria mais importante e prioritário dotar as escolas de:
casas de banho dignas e papel higiénico,
cantinas que evitassem caminhadas de quase um Km à chuva e vento na hora da refeição,
aquecimento,
quadros eléctricos com potência para aguentar mais que um aquecedorzito,
....
Para já não falar que na serra a cobertura de rede das várias operadoras é nula e algumas crianças nem luz eléctrica têm em casa...
Magalhães sim, mas a seu tempo...
Mais uma vez está-se a construir a casa pelo telhado...
Luis Silva em 30 October, 2008 10:06:23
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O sr. António continua na sua marcação impiedosa a quem se atreve a opinar diferente, e a desviar o assunto.

Nem devia defender o PSD, mas é bom dizer que desta vez a senhora tem razão, aliás seguindo o que o PCP defende há muito: é preciso ajudar as pequenas e médias empresas, é preciso acabar com os pagamentos por conta.

O PS só toma medidas para beneficiar os bancos, que como se vê, coitadinhos, desceram os lucros 60%, ou coisa semelhante, e agora só ganham muitos milhões!

Em contrapartida, o rating da dívida do Estado - a credibilidade de Portugal perante o exterior -, graças às garantias dadas, desceu. Assim aumentam os juros da dúvida externa. E o Zé Povinho paga com os impostos!

Mas centrando no assunto que interessa.

O PS só faz medidas de show-off, e o Magalhães não é um projecto realizado com pés e cabeça.

Basta recordar que primeiro distribuem-se os computadores, depois lá vai a Microsoft a correr criar software adequado à necessidades, depois faz-se a formação dos docentes (e a formação dos pais para quando?), etc.

Não é só a educação que está a ser construida pelo telhado. É o próprio e-escolinha.

Distribuir computadores sim, não assim.

Um negócio escuro, que como refere a notícia, podia ter sido aproveitado para lançar uma base tecnologica nacional.

Assim beneficia-se uma empresa escolhida sabe-se lá porquê, envolvida em situações de burla com o Estado, que foi contratar a peso de ouro pessoa envolvida em fraude fiscal, e que paga miseravelmente à generalidade dos trabalhadores.

Beneficia-se o grande capital, a Intel, a Microsoft.

Alguns continuam a embolsar, e o Povo tem que pagar e calar!

PS: continuo à espera que o sr. António comente o negócio do Magalhães.
António em 30 October, 2008 03:37:08
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Caro Sr.Silva, eu não faço "marcação cerrada" a nada nem a ninguém - reivindico, apenas, o meu direito a ter uma opinião diferente da sua e do seu partido. Sobre aquilo que designa "negócio Magalhães", uma vez mais, é a sua opinião, que mais não representa do que o "eco" da opinião dos partidos da oposição que tudo procuram para atacar o Governo, mesmo que os projectos sejam válidos, como é o caso. Deixo-lhe uma sugestão: organize a "Comissão de Utentes Contra o Magalhães"...:-) As tiradas demagógicas (e mais do que datadas!...) sobre o "grande capital" e o "povo tem que pagar e calar" e outras do género, mostram bem o "raciocínio" que está por trás deste "combate" contra o projecto Magalhães - é o "vale tudo", desde que seja para "deitar abaixo". Sobre as preocupações do Sr.Silva relativamente a "alguns que continuam a embolsar", não sei se as mesmas se estendem a certos cargos de administradores em certas empresas municipais que estão nas "lonas" ou até à Presidência de alguns Serviços Municipalizados que conheça, ou se o Sr.Silva só se preocupa com os "embolsos" do "grande capital" e com o PS e o Governo. Sobre a sua "defesa" do PSD, fique descansado que também já não espanta - afinal o "inimigo" a abater, para o seu partido, já há mais de 30 anos, não é a "Direita", é mesmo o tal partido que não deixou nascer a "Cuba da Europa", já sabemos disso, fique descansado. Deixo, apenas, uma nota final: só compra o Magalhães quem quiser. Sabe, Sr.Silva, vivemos numa Democracia, aqui o Estado não impõe nada aos cidadãos, como acontecia na URSS e satélites de Leste, ou continua a acontecer em Cuba ou na Coreia do Norte. Não gosta do Magalhães? Óptimo! Não compre. Mas olhe que o seu amigo Chavez até parece que gostou e vai comprar uns largos milhares... ;-)) Cumprimentos.
Rui Araújo Pereira em 02 November, 2008 01:50:37
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Ponto #1 - O Magalhães é uma FRAUDE. Só não vê quem não quer. Hoje compra-se tudo, até votos, através das crianças.

Ponto #2 - O OLPC é um projecto fabuloso que consiste em criar Computadores cujas peças integrantes tenham a melhor relação preço/qualidade. Comprei 2, um para a minha mulher e outro para a nossa filha.

Ponto #3 - O negócio com a Venezuela deu para o torto, porque lá são por lei obrigados (e a meu ver muito bem) a usar Software livre (shh... Sócrates, lá se foi o XP, o Word e o Excel...shh..) Parece que os primeiros vieram de volta pois têm de ter lá dentro o Linux lá da Venezuela.. LOL

P.S. Para que este Site funcione bem no Firefox, o administrador tem de colocar o seguinte no < body > style='color:#FFFFFF'.

Obrigado e força para os que ainda se preocupam em estar devidamente informados.
António em 03 November, 2008 04:49:11
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"É recorrente falar-se no projecto OLPC e nas nobres intenções sociais do mesmo, em oposição ao Magalhães e à sua filosofia de desenvolvimento e marketing. Não temos nada contra o projecto OLPC. Até simpatizamos bastante com o princípio subjacente e com o seu impulsionador Nicholas Negroponte, mas não é defensável querer que o (já sabemos, que muitos não concordam com o adjectivo) portátil português tivesse por base esse projecto, pela simples razão, que desse modo nunca poderia ser uma iniciativa portuguesa.

Importar um produto fabricado na Ásia (Sim, o XO da OLPC teria sempre que vir da Ásia, sublinhe-se!) seria algo completamente distinto do que está a ser feito com o Magalhães. Propiciaram-se condições para que um conjunto de empresas portuguesas, das quais a JP Sá Couto é líder, fabricasse cá o computador (em Matosinhos mais concretamente). Algo que não seria possível com o XO.

E se nesta primeira fase a incorporação de componentes fabricados em Portugal é reduzida, já está prometido pelos responsáveis do projecto o seu incremento progressivo até patamares bastante elevados.

Louvemos a iniciativa que permitiu que ocorresse em Portugal a primeira iniciativa europeia de Original Design Manufacturer (ODM). Louvemos o marketing do projecto - está a resultar em pleno, e as exportações atestam-no.

A TVI passou recentemente no seu telejornal da noite uma peça na mesma linha de maledicência.

Entre diversos dispsrates como referir-se a “software da Intel” e “notebook”, os senhores “jornalistas” que a assinaram, “bateram” imenso no Magalhães com argumentos que se conhecem desde Agosto - porventura os distintos autores da peça, só quase em Novembro deles tiveram conhecimento. E tudo, porque o nosso primeiro-ministro aproveitou (e muito bem!)para fazer publicidade ao Magalhães na Cimeira Ibero-Americana.

Com certeza, os senhores da estação de Queluz ficariam mais satisfeitos que Sócrates em vez do Magalhães tivesse levado umas cassetes das extremamente educacionais, e de tradição e fórmula bem portuguesas, telenovelas da TVI...

Tantas críticas, tantos apupos, nalguns casos tanta maledicência … Ainda bem que o Magalhães é como é. Daí que todos estes ataques acabem por “resvalar na sua couraça de indiferença” do seu chassis em plástico resistente ao choque..."

Fonte: Blog do projecto Magalhães (adapt.)

...afinal parece que, por vezes, não se conta a "história" toda do tal OLPC...

Sobre o comentário que chama "fraude" ao Magalhães e fala em "comprar votos de crianças", bem...nem vale a pena comentar, mas é triste que em Portugal ainda se usem argumentos (?) destes para deitar abaixo um projecto educativo, deve ser por isso que estamos tão "avançados" comparativamente a outros países...
António em 03 November, 2008 04:53:31
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A JP Sá Couto anunciou recentemente que está em negociações com onze países, com vista à exportação do portátil Magalhães. Qualquer um destes onze, poder-se-á juntar aos casos já confirmados da Venezuela e Brasil. Pelos vistos as negociações já se encontram em estádio avançado, e muito bem encaminhadas com Angola e com a Líbia.

A juntar a estes países, somem-se os contactos mantidos com Bélgica, Luxemburgo, Hungria, Roménia, Moçambique, Argentina, Emirados Árabes Unidos, Macau e Cabo Verde.

Um dos administradores da JP Sá Couto, João Paulo, garante que as negociações não são pontuais, e que existem muitos países interessados no Magalhães.

(...serão todos "ignorantes", nestes países?... não deveriam estar a "correr" para o tal OLPC?... quererão "comprar votos através de crianças" com estas encomendas a Portugal?... Pois...)
Luis Canongia Costa em 04 November, 2008 06:59:37
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Devido ao penúltimo comentário, não posso deixar de repor a verdade, pois não mais é que a reprodução de inverdades.

Sendo facto que o OLPC é produzido na Ásia, também era facto que o Classmate/Magalhães não era produzido em Portugal. Da mesma forma, o computador realizado em pareceria com a OLPC (ou qualquer outra) poderia ser montado em Portugal.

Melhor, Portugal poderia ser pioneiro no desenvolvimento das tecnologias que estão na base do projecto XO2, esse sim absolutamente revolucionário. Tal como com o Multibanco, ou a Via Verde, poderiamos ter passado para a vanguarda, agora de algo tão importante como a tecnologia táctil aplicada aos computadores, e no desenvolvimento de compuradores para crianças.

Um Governo com visão, não se teria limitado a comprar uma ideia que lhe foi vendida por uma empresa, sem olhar para mais nada.

Por isso a opção do Governo foi um erro geracional.

O que está em causa não é que se distribuam computadores às crianças, iniciativa louvável como sempre afirmo - embora seja agora evidente que não foi devidamente planeada, faltando formação e enquadramento -, o que está em causa, é o negócio.

Também não corresponde a verdade que que o Magalhães seja a primera iniciativa europeia de Original Design Manufacturer (ODM). É mentira.

Primeiro, até parece que já não exitiram muitas marcas europeias, especialmente francesas e britâncias, essas sim com conceitos originais, e que ficaram pelo caminho. O mais famoso o britânico Commodore.

Segundo, o Magalhães não tem nada de original produzido na Europa. Tudo foi concebido nos EUA, ou pela Intel ou pela Microsoft.

O que está em causa, é que, como se confirma, o Magalhães corresponde a um negócio de milhões, que devia ter servido para desenvolver uma tecnologia de base portuguesa, não mais uma industria de montagem.

E para que isso acontecesse havia que optar por um outro tipo de parceiro, e para isso a OLPC estaria muito melhor colocada que a Intel. Note-se que o problema que parte da industria portuguesa hoje sente, resulta precisamente de em vários sectores não dominarmos todo o ciclo de produção. Somos líderes nos moldes porque o dominanos. O nosso sector automóvel está em crise, porque durante anos fomos apenas montadores, e mesmo a Auto-Europa apenas é uma montadora global -mas de uma época em que já seria impossível ser diferente. Com o Magalhães somos montadores. A JP Sá Couto faz com o Magalhães o que já fazia, e continua fazendo, com os Tsunami: pega em componentes, a maioria importados, e monta. Todos os elementos do design (a caixa do PC) foram concebidos nos EUA.

Uma nota final para o escandalo que passou ao lado do país, e que tem contornos preocupantes, pois sinaliza a nossa perda de sentido de Estado, e daquele que é um dos mais importantes elementos da democracia: o princípio da igualdade.

Só assim se explica a passividade face à notícia de o Primeiro-Ministro andar a promover o Magalhães pelo mundo. José Sócrates a usar o dinheiro dos contribuintes para promover o negócio de uma empresa privada, não realizando igual esforço para promover outros. Nunca vimos o Primeiro-Ministro fazer o que fez na Cimeira Ibero-Americana com o Magalhães, por exemplo para o vinho português. Ou seja, não seria para mim escandaloso, se o Primeiro-Ministro tivesse o uso de promover os produtos portugueses no estrangeiro. Escandaloso é José Sócrates promover apenas a JP Sá Couto - porque o Magalhães é um produto da JP Sá Couto -, quando não promoveu outros sectores, e outras empresas. E porque se dá a primazia à JP Sá Couto, sem falar com as outras empresas portuguesas que estão neste mercado dos mini-PC?

O que está em causa, repito, não é a ideia, o computador na escola, que é louvável, o que está principalmente em causa é um negócio escuro, suportado por uma campanha demagogica de desinformação.

O que está em causa é o inaceitável favorecimento de uma empresa, sem concurso, sem avaliação de condições técnicas, sem avaliação de condições laborais. Uma escolha realizada sem qualquer critério, sem qualquer sondagem ao mercado, tanto quanto se sabe.

Um projecto que, agora já está confirmado, avançou sem qualquer modelo pedagógico de suporte.

PS: como previ lá vai o Magalhães a caminho da Venezuela (e aqui a JS Sá Couto está já com problemas, porque o Hugo Chavez pode ter muitos defeitos, mas não é parvo, e não aceita computadores com software Microsoft, que mesmo o software local, e lá têm vindo os Magalhães de volta porque o Linux continua a ter problemas, tanto quanto consta) e da Líbia - países onde o Classmate nunca seria vendido.
António em 04 November, 2008 08:28:29
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"TerÁ Steve Balmer enlouquecido?

É impressionante a quantidade de referências elogiosas à iniciativa [ao computador Magalhães], quer em órgãos de comunicação internacionais quer em blogs dedicados à temática da tecnologia




Luís Miguel Ferreira


Não é de agora! Os portugueses têm alguma dificuldade em reconhecer dentro de portas coisas boas que cá se passam, que cá se fazem! Basta ver um noticiário, em papel ou no monitor, para sentirmos, precisamente, esta dificuldade objectiva. Tudo (ou quase) é montado pela negativa, pelo lado destrutivo. Sim, porque tudo tem dois lados! É a velha história do “copo meio cheio ou meio vazio”.
O que gira em torno do computador português “Magalhães” é um excelente exemplo disso mesmo. É impressionante a quantidade de referências elogiosas à iniciativa, quer em órgãos de comunicação internacionais quer em blogs dedicados à temática da tecnologia. E apesar de ter sido absolutamente incrível a curiosidade que a iniciativa despertou por esse mundo fora, cá dentro, no nosso próprio país, há gente que preferiu desvalorizar, criticar, destruir e levantar confusão, alguns deles apoiados por alguma comunicação social especializada nesse tipo de abordagens. Mas com esses não quero perder nem mais uma linha.
No passado dia 3 de Outubro, esteve cá Steve Balmer, CEO da gigante americana Microsoft que é “só” a empresa que mais conhece o mercado das tecnologias no mundo inteiro. E Steve Balmer não esteve cá para visitar o Mosteiro dos Jerónimos! Steve Balmer veio reforçar a parceria da Microsoft com o Estado português, através da assinatura de um protocolo que permitirá levar software da Microsoft ao “Magalhães”. Quem esteve na sessão ou assistiu à entrevista que Balmer concedeu ao Expresso da Meia-Noite, percebeu bem o entusiasmo com que se referia à iniciativa. E devia enche-nos de orgulho ouvir este empresário dizer explicitamente que:
- a iniciativa é “incrível, única, espantosa e fenomenal”;
- não conhece outro país no mundo onde “cada aluno dos 6 aos 10 anos vai ter um computador portátil”;
- “não há nenhum país que esteja a fazer isto que Portugal está a fazer”;
- “o crescimento com conhecimento e utilização das TIC é uma coisa boa para a sociedade”;
- “o Magalhães é interessante não só por ser de baixo custo mas porque é realmente fácil de manusear pelas crianças, é à prova de água e fácil de transportar”;
- foi feito um “excelente trabalho na máquina pela empresa local que os fabrica”;
- a “Intel promoveu um conceito de computadores de baixo custo para miúdos, o que é óptimo, mas alguém tem de fabricá-los de facto, distribuí-los e de pô-los a funcionar”;
- “o Classmate é um conceito, enquanto que o Magalhães é um computador a sério”.
Obviamente que Steve Balmer e a Microsoft têm interesses comerciais em associar-se a esta iniciativa e, de facto, se estivéssemos perante algo desinteressante, Steve Balmer e a Microsoft, provavelmente, não se associariam. Mas eu pergunto: isso será mau para Portugal e para a economia portuguesa? Isso será mau para os portugueses? O que é que o Governo deve fazer quando uma empresa como a Microsoft pretende associar-se a um projecto português que considera único no mundo? As respostas deviam ser evidentes mas, para muitos, não são. E por isso, quando os jornalistas do Expresso da Meia-Noite perguntavam se o “Magalhães” era propaganda, Steve Balmer respondeu como sendo a pessoa que mais considerava a iniciativa incrível, “mais do que qualquer outra pessoa deste país”. E isso é que é mau! Ou terá Steve Balmer enlouquecido?"

artigo de Luís Miguel Ferreira
António em 04 November, 2008 08:33:12
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Pela parte que me cabe não vou aqui chamar "mentiroso" a ninguém, acho que quem tem argumentos não necessita de recorrer a insultos, muito menos num espaço de livre opinião. Continuarei a aduzir argumentos (se me permitirem, claro) e a trazer informação sobre o projecto (se não acharem inconveniente, claro). Obrigado.
Luci em 05 November, 2008 10:57:42
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Boa noite,
É a primeira vez que entro neste site, estando à procura de mais informações sobre o "magalhães", pois após ter lido toda a documentação entregue na escola do meu filho, ter pesquisado nos sites do ministério da educação, da e-escolinha, da tmn, etc..., pensava que já estava informada.
Afinal, o processo da compra do computador está muito confuso. Após ter entregue o impresso de candidatura em que informava estar interessada no computador mas que não pretendia a net (há um computador da e-escola com a net portátil em casa), já que a informação veiculada é que a net é opcional, recebi da escola um impresso intitulado "termo de responsabilidade". Neste impresso devo dar o meu nº de BI e de contribuinte (???) e assinar em como me responsabilizava nos pagamentos decorrentes deste projecto e assinatura. Há uma referência à opcionalidade da net, mas o que é estranho é a obrigatoriedade de ter de assinar um "termo de responsabilidade", pois o portátil é pago contra entrega e a dinheiro. O único documento com carácter de responsabilidade, seria um contrato a assinar com a operadora, para quem pretendesse a net.
Fui pedir esclarecimentos à escola e ainda sabiam menos do que eu.
Ao falar com outros encarregados de educação, foi-me dito que o agrupamento da escola informou que, além dos 50€, haveria um encargo mensal de 15€ (o valor da net) para com os operadores, mesmo não querendo subscrever à net. Assim sendo, isso explicaria o porquê do termo de responsabilidade. O portátil ficaria assim em 590€ (50€+17x36 meses. O que não me espantaria no caso de ser realmente verdade, pois "oferecer" um portátil de cerca de 300€ por 50€... quando a esmola é grande o cego desconfia. Por via das dúvidas, enquanto não tiver a certeza, não entrego nenhum termo de responsabilidade. Alguém foi informado neste sentido? Obrigada e boa noite.
António em 06 November, 2008 01:07:40
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É obrigatório aderir à Internet para ter o Portátil Magalhães?

Não. A adesão a assinaturas Internet é facultativa. No entanto, sendo importante garantir aos alunos o acesso à Internet em casa, pois na escola terão Internet cedida pelas Autarquias, serão criados programas de apoio a subscrição destes serviços a preços controlados. Mas muitos pais que já têm Internet em casa poderão incluír o Magalhães do seu “filhote” nessa utilização.

(FAQ´s - site do Programa Magalhães)


...a quem interessa (realmente) desinformar e atrofiar?... Como é possível que não se saiba informar alguém de uma coisa que está EXPLÍCITA no site do próprio programa?...

Enfim...
António em 06 November, 2008 01:12:33
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Mais esclarecimentos sobre a NÃO OBRIGATORIEDADE DE ADERIR À INTERNET:

"Uma das respostas perguntas que muitos leitores do blog têm feito, e que nalguma medida tem ficado sem resposta, dadas ainda algumas indecisões, prende-se com as ofertas específicas de Internet banda larga para o Magalhães. Para começar, reafirme-se que a subscrição da Internet é facultativa - não é obrigatória, e que todos os pais que já tenham Internet em casa, poderão com menor ou maior facilidade utilizar esse acesso para o Magalhães do seu filho, uma vez que o portátil da JP Sá Couto dispõe quer de placa incorporada de acesso à rede sem fios, quer de porta de comunicações Ethernet para ligações com fio."

in site programa Magalhães
Celeste teles em 06 November, 2008 04:11:39
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Sr. António, fugindo um pouco ao tema de conversa do Magalhães, e canalizando o tema para outro ponto que considero muito mais importante que um pc.
"Se" e escrevo este se proposital, o governo (que o sr, considera óptimo), se preocupasse minimamente com as nossas crianças, estes pc's seriam gratuitos!!!!!!!!!!!!!!!!
Num país onde praticamente se vive de impostos vs impostos, era completamente indiferente ao governo (que nem governar sabe), uns miseros euros, isto falando (claro) dos milhões de vão gastando em coisas que não interessam aos portugueses.
Se estou chateada???? Claro que NÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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Estou em lista de espera para uma cirurgia no maior hospital do pais, há 4 anos, o governa apregoa publicamente que as listas de espera são de 6 meses!!!!
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Como recebo o vencimento minimo e as contas são superiores, recorri á segurnaça social, a resposta???? Eu digo-lhe a resposta de uma funcionária que é paga com o MEU dinheiro: a sra (eu) paga as despesas porque quer, porque o seu ordenado para si é considerado um luxo!!!!! PORTANTO EU SOU UMA PESSOA SÉRIA, EMBORA LUXUOSA E QUE GANHA 328€. Sou uma maravilha!!!!!
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Como estou sózinha com 2 crianças, recorri ao SAS...e SURPRESA: Com 328€, pago 250€ de casa, água, luz, gáz, etc etc etc.... não tive direito, POR NÃO SER estrangeira carenciada!!!!!!!!! Infelizmente nasci num país que valoriza tudo o que vem de fora e despreza os filhos da terra.

Sr António, se o sr. vive bem, agradeça a Deus por isso, porque a qualquer momento tudo isso pode desabar e todo o seu emproamento deixa de ter razão de ser.
Que nunca necessite de nada do governo que aí sim o sr vai ver a miséria do pais em que vivemos.

Boa sorte para si e para os seus e olhe: Como não posso comprar o magalhães ao meu filho de 7 anos, uma vez que tenho o escalão PAGA, compre por aí algum por mim e ofereça-o a uma criança perto de si, concetrze existem ao milhares!!!!!
António em 06 November, 2008 09:51:27
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Onde o "desespero" para atacar o Governo a todo o custo já vai.. Agora já não interessa o Magalhães (que é o tema em discussão) - agora já descemos à demagogia mais comum, levemente "enfeitada" com uma pitada de xenofobia à mistura... Nem comento - porque o tema aqui em discussão é o projecto Magalhães e porque este "filme" já nem é a preto e branco, é só a branco, pelos vistos... Que tristeza...
António em 06 November, 2008 09:56:04
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Já agora gostava de saber em que País viveram certas pessoas que por aqui "comentam" durante os Governos PSD/PP. Onde estava a "riqueza generalizada"? Que "computadores portáteis" eram oferecidos totalmente de borla? Quanto tempo demoravam para ser operadas? Que facilidades sociais tinham? Que aumentos de ordenado recebiam? Devia ser uma maravilha, para só se queixarem especificamente dos "últimos 4 anos", para trás devia ser realmente a terra do leite e do mel, por isso se calhar é que ficou o tal déficezinho de 7% para os "malvados" dos socialistas pagarem, claro... Já não há pachorra para tanta DEMAGOGIA fantasista e mal intencionada...
Celeste em 07 November, 2008 02:23:45
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Talvez seja uma boa altura para tirar a pála dos olhos.
Vá lá que eu ajudo um pouco

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Pijaminhas para as crianças do IPO

São necessários (principalmente) pijamas para as crianças que estão no IPO afazer tratamentos de quimioterapia.
Após os tratamentos, os pijamas ficam muito sujos e gastam-se rapidamente.
Esta ideia surgiu há dois anos e hoje já é apelidada de *Movimento Pijaminha* pelo sucesso que têm tido os esforços conseguidos!
As necessidades existentes passam pela falta de pijamas, pantufas, chinelos,meias, robes e fatos de treino. Para todos a vida não está fácil, mas dentro das possibilidades de cada um há sempre espaço para participar, comprando ou obtendo junto de amigos efamiliares agasalhos que já não sirvam. No ano passado foram entregues 76 pijamas e o IPO ficou muito satisfeitocom esta dádiva.

Este ano vamos repetir a façanha, e se possível ultrapassar este número.

Se divulgarem já estão a ajudar!!!

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Peço desculpa pela minha demagogia fantasista e mal intencionada......

Solicito-lhe apenas que reecaminhe a mensagem acima referida, afinal nunca se sabe quando um familiar seu irá necessitar de uma divulgação a nivél nacional/mundial, ou então finja que não leu nada (que será o mais provavél)

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A banca nacionalizou o Governo

A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos. A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada

Quando, no passado domingo, o Ministério das Finanças anunciou que o Governo vai prestar uma garantia de 20 mil milhões de euros aos bancos até ao fim do ano, respirei de alívio. Em tempos de gravíssima crise mundial, devemos ajudar quem mais precisa. E se há alguém que precisa de ajuda são os banqueiros. De acordo com notícias de Agosto deste ano, Portugal foi o país da Zona Euro em que as margens de lucro dos bancos mais aumentaram desde o início da crise. Segundo notícias de Agosto de 2007, os lucros dos quatro maiores bancos privados atingiram 1,137 mil milhões de euros, só no primeiro semestre desse ano, o que representava um aumento de 23% relativamente aos lucros dos mesmos bancos em igual período do ano anterior. Como é que esta gente estava a conseguir fazer face à crise sem a ajuda do Estado é, para mim, um mistério.

A partir de agora, porém, o Governo disponibiliza aos bancos dinheiro dos nossos impostos. Significa isto que eu, como contribuinte, sou fiador do banco que é meu credor. Financio o banco que me financia a mim. Não sei se o leitor está conseguir captar toda a profundidade deste raciocínio. Eu consegui, mas tive de pensar muito e fiquei com dor de cabeça. Ou muito me engano ou o que se passa é o seguinte: os contribuintes emprestam o seu dinheiro aos bancos sem cobrar nada, e depois os bancos emprestam o mesmo dinheiro aos contribuintes, mas cobrando simpáticas taxas de juro. A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos. A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada.

Tendo em conta que, depois de anos de lucros colossais, a banca precisa de ajuda, há quem receie que os bancos voltem a não saber gerir este dinheiro garantido pelo Estado. Mas eu sei que as instituições bancárias aprenderam a sua lição e vão aplicar ajuizadamente a ajuda do Governo. Tenho a certeza de que os bancos vão usar pelo menos parte desse dinheiro para devolver aos clientes aqueles arredondamentos que foram fazendo indevidamente no crédito à habitação, por exemplo, e que ascendem a vários milhares de euros no final de cada empréstimo. Essa será, sem dúvida nenhuma, uma prioridade. Vivemos tempos difíceis, e julgo que todos, sem excepção, temos de dar as mãos. Por mim, dou as mãos aos bancos. Assim que eles tirarem as mãos do meu bolso, dou mesmo.
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27 Outubro 2008 1 comentário sem avaliação Declarações inadmissíveis do Sec.Est.dos Assuntos Fiscais
Comunicado de Imprensa

Declarações inadmissíveis do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais ao Jornal de Negócios

As declarações do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais ao Jornal de Negócios (edição de 21 de Outubro) demonstram bem a falta de coerência e fundamento das políticas governamentais em matéria de benefícios fiscais para os trabalhadores com deficiência.
"Efectuámos um primeiro movimento que se traduziu na redução dos benefícios dos que ganhavam mais em relação aos que tinham menos Agora, optámos por fazer o contrário: não onerar primeiramente os que têm mais rendimentos e beneficiar os que têm menores rendimentos (…) Foi um movimento a dois tempos(…) Damos agora e retiramos mais tarde aos maiores rendimentos. E nessa perspectiva conseguimos ver com maior certeza e coerência a redistribuição que pretendemos fazer ".– declara.
Além da flagrante contradição, este discurso revela duas evidências: a falta de sensibilidade do Governo para as questões dos trabalhadores com taxas de incapacidade superiores a 60%: será que o Sr. Secretário de Estado consegue imaginar o esforço para ir de cadeira de rodas para o trabalho? Será que o Sr. Secretário de Estado imagina sequer as dificuldades que um cego tem só para chegar ao seu local de trabalho? Sabe o Sr. Secretário de Estado as dificuldades e as despesas acrescidas que estas pessoas têm para competir com outros trabalhadores com iguais níveis de qualificação? Calcula qual a perda de rendimentos que têm só por terem uma deficiência?
A segunda evidência é óbvia: o Governo apenas adiou a eliminação total do que restava de rendimento isento de imposto (10%) por motivos eleitorais. Damos agora e retiramos mais tarde. "No próximo ano, a progressão continuará tal como prevê a legislação".
Ainda bem que o assume Sr. Secretário de Estado. O atrevimento das suas declarações explica-se por estar a falar de um grupo social que dificilmente se consegue mobilizar e protestar. Para muitos de nós, até tomar um café é uma aventura, quanto mais uma manifestação à frente do seu ministério. Mas não deveria menosprezar a nossa força: com a mesma determinação e coragem com que conseguimos vingar profissionalmente e conquistar a nossa autonomia financeira iremos combater a sua política cínica e desprezível.
De qualquer forma fique já com uma certeza : não é com mais meio salário mínimo por ano e o adiamento por um ano da isenção de imposto sobre 10% do rendimento do nosso trabalho, que ganhará um só voto em 2009 dos trabalhadores com deficiência.
Neste momento, voltamo-nos para os deputados do PS a quem perguntamos se sancionam estas declarações do Secretário de Estado. E insistimos para que o Grupo Parlamentar do PS agende a reunião que está pedida desde 22 de Abril de 2008.
No dia 5 de Novembro à tarde, vamos para a porta da Assembleia da República contactar os deputados de todos os partidos a quem pedimos, desde já, o maior repúdio por estas declarações.
Apelamos a todos as pessoas para estarem presentes e não admitirem que brinquem desta forma com os seus direitos das pessoas com deficiência!


A Comissão do Movimento de Trabalhadores Portadores de Deficiência em Defesa dos Benefícios Fiscais (MTPD-BF)

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Ana em 09 November, 2008 02:56:19
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Meus senhores, tenho uma informação adicional:
No agrupamento a que pertenço a entrega do Magalhães vai ser adiada. Motivo?
O computador teve de regressar à fábrica, para inserirem um programa de limpeza de escolas, visto não haver dinheiro para pagar às tarefeiras, que tiveram de ser dispensadas.
Como diria alguém..."e esta heim?"
mitas em 10 November, 2008 10:53:46
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Tinha prometido não voltar a este assunto mas, não resiti.
Quem quer comprar o Magalhães q/se despache pois, este é o ultimo ano para poder deduzir material informatico no IRS, mais uma prenda deste governo.

Quanto Sr. António, coitado tenho tanta pena de si. O Sr. conseguiu desviar este debate/comentário para zonas onde não se sente à vontade, provocou quase todas as pessoas menos a Ccnchita Não lhe chamou clone nem sei porque (ou até sei mas não digo). A 16 Out. queixou-se de ser atacado de toda a forma e feitio, isso foi o que o Sr. fez aos outros. Quem no governo lhe passou procuração para o defender com tanta irracionalidade? Se o quer fazer, há outras noticias para comentar neste jornal, Agora não se arme em vitima ou, será só mau feitio por escrever de noite e de dia, não tendo tempo para dar repouso ao corpo e sua mente.
Diga-me afinal o deficit deixado pelo anterior governo era de 6,8% em 14 de Out., a 6 Nov. já o fez subir até aos 7%
Digo-lhe uma frase muito conhecida.

PORQUE NÃO TE CALAS.
António em 10 November, 2008 02:19:55
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Muito obrigado pelos seus recentes comentários, Mitas - são esclarecedores de uma intenção determinada em CALAR quem não entrou neste debate para "deitar abaixo" o projecto Magalhães. Desta vez a cara Mitas foi explícita e não coneguiu disfarçar o incómodo com a voz de quem tem opinião diferente da "voz do dono". É a "democracia" que alguns defendem, pelos vistos, em todo o seu esplendor. Estou esclarecido... Entretanto, o Magalhães continua a ser um sucesso, não apenas em Portugal mas também noutros países - que chatice!... :-)))) Cumprimentos, "Mitas".
António em 10 November, 2008 02:27:00
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Fartei-me de rir quando li a parte em que a "Mitas" me acusa de "desviar o debate"!!! Quase sufoquei a rir, acredite!...Realmente fui eu que "desviei" o debate com conversas paralelas que em NADA tinham a ver com o Magalhães??!! Leia lá os comentários com atenção, por favor e depois veja quem é que começou a falar de tudo menos do Magalhães, realmente é preciso ter-se muita lata para vir com esse discurso da "vitimização"!... Apenas se confirma uma coisa: se eu aqui tivesse dado opinião CONTRA o Magalhães, estava tudo "porreiro"; como tive a "ousadia" de ser a favor do projecto e vir ESCLARECER algumas dúvidas colocadas, passei a "inimigo a abater"... Fica para reflexão dos restantes leitores sobre o conceito de "democracia" de certas pessoas e sobre a forma como gostam de "enviesar" um debate que as incomoda. Cumprimentos.
mitas em 11 November, 2008 01:08:23
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Antonio por favor não diga mais disparates.
1 Agosto, a 1ªcoisa q/escreveu foram 2 palavras "muita inveja".
Leia o q/escreveu a 2 e a 3 de Out. "Este é um exemplo do Portugal que temos no seu melhor...". Ainda ninguêm lhe tinha dirigido a prosa já você estáva a destilar acido.
14 de Out. destilou o seu fraco acido para cima das minhas palavras sem eu me dirigir a si. Palavras por si escritas. Correia de trasmissão, chafurdar,baralhar, azia, alaranjados, vermelhos, deitar a baixo, velhos do restelo,ódio, clones. Dai para baixo foi sempre um baixar de nivel q/em si já vi q/é um defeito de fabrico .
Escreveu com uma desilegancia a roçar a falta de educação sobre a ROSITA quando éla nem lhe dirigiu uma simples palavra.
Rui Pereira comfirmou as minhas palvras de o negocio c/a Venezuela não ser nenhum sucesso, deve-lhe ser dificil aceitar.
Pela sua logica(portail português)Tambem os automoveis montados na Autoeuropa tambem o são. Já estou a ver o seu 1º Ministro na proxima cimeira a fazer publicidade, ao carros portugueses q/são muito resistentes até o presidente da Venezuela etc.etc... e não sofreu um arranhão na pintura.
Deixe as outras pessoas escreverem à sua vontade têm esse direito, se quiser ser util e poder dar esclarecimentos validos optimo, niguem o vai chatear, não provoque as pessoas provavelmente não teria coragem de o fazer frente a frente em carne e osso.
Ò homem ganhe juízo. Que falta de chá
António em 11 November, 2008 04:57:42
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No seu caso, "Mitas", não é "falta de chá" - é mesmo outra coisa que me reservo de aqui dizer mas que está à vista de toda a gente. The end.
António em 11 November, 2008 05:04:21
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Notícia LUSA de hoje:

Venezuela: Portáteis Magalhães e satélite Simón Bolívar apoiarão escolas remotas - ministra
2008-11-11 06:15:21
Caracas, 11 Nov (Lusa) - Os portáteis portugueses Magalhães e o Simón Bolívar, o satélite que a Venezuela lançou recentemente, vão ser usados para levar conteúdos e matérias de interesse às escolas remotas do país, revelou segunda-feira a ministra venezuelana de Ciência e Tecnologia ao regressar da China.

"Há um projecto concreto que a Venezuela vai desenvolver com Portugal, no tema de computadores para as escolas que vão ser plataformas tecnológicas que permitirão, através do (satélite) Simón Bolívar, divulgar em rede conteúdos e material de interesse para as nossas escolas", disse Nuris Orihuela à Agência Lusa.

"Com Portugal, entre tantos projectos, porque são muitos, em todos está (o Ministério da) Ciência e Tecnologia, e um projecto muito importante é o de computadores para as escolas", disse.

Segundo a ministra venezuelana, "nos últimos meses, têm-se acelerado os trabalhos da Comissão Mista Portugal-Venezuela e, em boa parte, falamos de projectos produtivos, de ciência e tecnologia, porque vamos sempre associar um processo produtivo ao desenvolvimento de uma ou várias tecnologias".

Fica apenas uma dúvida - como o satélite que a Venezuela lançou para o espaço foi construído com peças e componentes oriundos de outros países... se calhar a oposição na Venezuela vai acusar a ministra de ser "mentirosa" e que o diacho do satélite não é mesmo venezuelano... :-))))))
mitas em 13 November, 2008 09:36:54
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Pois pois...
A sua conversa é sempre a mesma. Não consegue dar respostas decentes quando, as verdades são ditas, refugia-se sempre em frases tipo "está á vista de toda a gente" esse toda a gente deve ser só você, aqui você é quase o unico a defender na integra este "pseudo projeto" e que só vê grande sucesso mas, nenhum defeito. Há pessoas que lhe veêm algum mérito mas tambem vários defeitos é aí que voçê entra a ser indelicado.
Ainda não descreveu aqui porque lhe chama sucesso diga por favor, Onde o vê?
Vou ser mais explicito, para você não fugir a respostas directas.
A frase "porque não te calas" tem a ver com as suas provocações, não com esclarecimentos q/queira dar, pode fazer esses esclarecimentos sem antes ou depois vir com uma frase provocatoria, tal como o ultimo parágrafo da sua intervenção de 11/11/2008. Depois faz-se de vitima. (tal e qual o seu 1º faz sempre na AR).
Nem eu nem ninguem tem de ouvir só porque não é da sua opinião(e aqui maioria é contrária á sua) tem de sêr chamado "voz do dono porque"inflizmente o "sêr" q/ mais se identifica com a voz do dono é sem duvida você mas, para si é "porreiro pá porreiro",nada contra da minha parte.
Já vi q/não consegue ou não compreende a sua propria prosa, veja bem a sua 1ªintervenção.Fugiu um pouco ao assunto SIM e começou logo com picardias SIM.
Armou-se em vitima SIM a 16/10/2008.
Caros senhores do Sintra Vox,
"Por ter defendido este projecto fui "atacado" de toda a forma e feitio, com um conjunto de "comentários" que em NADA tinham a ver com o portátil referido mas que entraram, apenas, no mero ataque político ao Governo e ao Partido Socialista. Obviamente que se há liberdade de expressão para atacar um projecto do Governo, também terá que haver para o defender" Tadinho.

E antes um "pai Natal" a distribuir computadores do que uma "mãe Natal" a distribuir défice de 6,8%, com ar carrancudo... :-)
Acha esta resposta não provocatória? E ainda faz pior na intervenção anterior.

O défice já é novamente de 6,8%, seja decidido ou é 6,8% ou 7%, em q/ficamos?

O satélite q/a Venezuela lançou... vem dar-lhe razão, os veiculos montados na Autoeuropa "que diacho não é que sâo mesmo portugueses...:-)))))"
Termino a seu gosto.
The end. Não é a tecla para fechar o programa do Magalães, pois não?
Vou ter saudades suas.
C/Cumprimentos
António em 14 November, 2008 08:15:54
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Os cães ladram e a caravana passa...
António em 14 November, 2008 08:26:45
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"Magalhães: o sucesso público

Mais que no milhão de portáteis Magalhães comprados pela Venezuela, o sucesso público da melhor iniciativa do actual governo em matéria de sociedade da informação e respectivas tecnologias e economia está no brilho do olhar dispensado por quem passa por ele na FNAC.

Fiquei surpreso. Indiferentes às “críticas” estéreis acerca do “marketing político” e da origem geográfica dos seus componentes, o público dispensa ao portátil o olhar que merece um computador:

barato
leve
potente
agradavelmente transportável
versátil
pedagógico
estimulante
fracturante

Mal me conseguia abeirar da vitrina, sempre rodeada de gente. Todo o tipo de gente. A família modesta, com os olhos da miúda a brilharem e o pai de calções a deixar o interesse sobrepôr-se à timidez. O par jovem, ambos estudantes, ambos interessados nas características. O casal bem na vida, um olho no preço outro na capacidade.

Nunca vi, na informática de consumo, um tão grande interesse num computador.

Em quase 30 anos a segir a micro-informática, é a segunda vez que vejo um aparelho com potencial para estimular a criatividade informática a uma geração (ou duas). Portugal teve um hiato de uma geração condenada a usar as ferramentas impostas, sem forma de criar as suas ferramentas, de dar vazão à curiosidade.

Não estou a dizer que o aparelho vai mudar isto. Nada muda isto, excepto a vontade colectiva. Há lacunas na distribuição pelas escolas. Há escolas sem condições básicas onde o Magalhães será alienígena. Há professores que nunca usaram um computador, que outra coisa poderão fazer além de proibir o seu uso, ou desconfiar dele? Um aluno de barriga vazia, que poderá fazer com o Magalhães?

Com tão poucos professores capazes de elaborar materiais digitais, uma boa parte do capital do aparelho desaparece na menor valia dos jogos. Não nos faltam críticas para fazer, evidentemente.

Mas o aparelho abre portas que estavam fechadas. Quebra barreiras. Aproxima as pessoas do novo paradigma da sociedade da comunicação: aparelhos diversos e baratos com acesso global às ferramentas e à informação disponíveis numa rede ubíqua.

Há quem insista em não ver que a era dos computadores pesados, carregados de violentíssimo hardware, terminou. Já só são necessários para servidores. Porque para ler, escrever, até mesmo jogar, ver o mail, preencher o formulário do IRS, editar o blogue, ver o Youtube, descarregar as imagens e os filmes das câmaras para a net, não é preciso um computador de última geração com 4 GB de RAM, placa gráfica de 250 euro — e as caríssimas licenças de carradas de software anacrónico e inútil que os lojistas nos impingem como “essenciais” e “fazendo parte”, se fossemos atrasados mentais (e porque têm prémios para vender esses salvados da indústria informática).

Ter o Microsoft Word de origem é como comprar um Renault com jantes de crómio especiais de marca — não precisamos delas para andar, mas para outra função qualquer.

Na informática, andamos a comprar “carros” ultra-kitados como se fossem modelos normais — e não nos queixamos. O Magalhães poderá ajudar a perceber a diferença.
O Magalhães é da nova era — a dos aparelhos versáteis, pequenos, económicos, que se levam para todo o lado e permitem aceder a tudo o que necessitamos no trabalho (e nalgum lazer): o mail, os ficheiros, a web.
O Magalhães encerra dentro de si a semente do hacker — o miúdo curioso que gosta de saber “como funcionar por dentro” o aparelho que usa, antigamente eram os rádios e as televisões, agora é a informação, a programação.

O Magalhães faz-me lembrar aquelas canetas gordas, com 4 cores diferentes: quando surgiram, houve professores que as achavam o fim do mundo, a sociedade de consumo a entrar pela sala de aula, um elemento perturbador da ordem. Outros viram apenas uma caneta que os miúdos usavam com maior prazer — e estimularam-nos a usá-la de formas criativas.

Para os professores que, através dos tempos, souberam converter o desconhecido num aliado da educação, estimulando a curiosidade ao aluno e instilando-lhe alguma disciplina e segurança, o Magalhães é um must. Para os outros, não é nada. Como uma caneta de quatro cores.

O Magalhães é o primeiro produto informacional (ou relacionado) do Estado português que é livre — e só por isso já devia ser saudado. Com o Magalhães, as nossas crianças não são obrigadas pelo Estado a usar o software de um só fabricante. Podem escolher. Gostava de ter visto os habituais críticos do Estado realçarem este ponto, que é um ponto a favor do cidadão, um ponto a favor da transparência de processos. Não é um ponto pequeno: toda a relação informacional do Estado com o cidadão devia garantir a livre escolha, o que não sucede.

Ao concentrarem os esforços na perseguição política ao governo pelo uso de soundbytes sobre o Magalhães, os adversários fizeram-lhe o grande favor de elevar a fasquia da expectativa pública. Mas sairam mal na fotografia. Perderam. Desta vez, perderam. A iniciativa deu certo.

O Magalhães tem um potencial tal que quando chega às mãos (ou olhos) do público, toda a expectativa se cumpre. O Magalhães está muito para além de uma boa acção de comunicação do Governo. Com ele nas mãos, ninguém vai querer saber se foi montado em Famalicão ou Taiwan, e se alguém se lembrar que o governo aproveitou para aparecer nas fotografias, encolherá os ombros e dirá, “pois fez muito bem”.

O Magalhães é um sucesso público. E isso é encorajador para a sociedade portuguesa. Nenhuma pessoa de boa vontade espera que seja perfeito no lançamento, ou que venha resolver todos os problemas estruturais e endémicos da educação, do país. Mas é um passo em frente no trajecto. E um passo largo.

O mercado reagiu tão bem ao Magalhães que antecipou a sua saída com produtos concorrentes, uns melhores, outros não. Ou seja, há um novo mercado aberto e estão cimentadas as condições de mudança, nomeadamente para completar a massificação da banda larga e da informática no país.

O Magalhães é, também, para já, um sucesso industrial, caso raro no país. Mas fica para outra altura."

Paulo Querido - jornalista especializado em questões informáticas
Ana em 18 November, 2008 10:04:58
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"Na passada quarta-feira, José Sócrates distribuiu mais de 250 Magalhães em Ponte de Lima. Todavia, no final do dia os alunos tiveram que os devolver porque era apenas uma "experiência" e falta cumprir as formalidades.(...)" (JN, id.)
bonito, não???'
Mara em 25 November, 2008 01:12:22
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Carta de uma mãe ao nosso pseudo Primeiro Ministro......


Sr. Engº José Sócrates,


Antes de mais, peço desculpa por não o tratar por Excelência nem por Primeiro-Ministro, mas, para ser franca, tenho muitas dúvidas quanto ao facto de o senhor ser excelente e, de resto, o cargo de Primeiro-ministro parece-me, neste momento, muito pouco dignificado.

Também queria avisá-lo de antemão que esta carta vai ser longa, mas penso que não haverá problema para si, já que você é do tempo em que o Ensino do Português exigia grandes e profundas leituras. Ainda pensei em escrever tudo por tópicos e com abreviaturas, mas julgo que lhe faz bem recordar o prazer de ler um texto bem escrito, com princípio, meio e fim, e que, quiçá, o faça reflectir (passe a falta de modéstia).

Gostaria de começar por lhe falar do "Magalhães". Não sobre os erros ortográficos, porque a respeito disso já o seu assessor deve ter
recebido um e-mail meu. Queria falar-lhe da gratuitidade, da inconsequência, da precipitação e da leviandade com que o senhor
Engenheiro anunciou e pôs em prática o projecto a que chama de E-escolinha.

O senhor fala em Plano Tecnológico e, de facto, eu tenho visto a tecnologia, mas ainda não vi plano nenhum. Senão, vejamos a cronologia dos factos associados ao projecto "Magalhães". No princípio do mês de Agosto, o senhor engenheiro apareceu na
televisão a anunciar o projecto e-escolinhas e a sua ferramenta: o portátil Magalhães. No dia 18 de Setembro (quinta-feira) ao fim do dia, o meu filho traz na mochila um papel dirigido aos encarregados de educação, com apenas quatro linhas de texto informando que o "Magalhães" é um projecto do Governo e que, dependendo do escalão de IRS, o seu custo pode variar entre os zero e os 50 euros. Mais nada! Seguia-se um formulário com espaço para dados como nome do aluno, nome do encarregado de educação, Escola, concelho, etc. E, por fim, a oportunidade de assinalar, com uma cruzinha, se pretendemos ou não adquirir o "Magalhães". No dia 22 de Setembro (segunda-feira), ao fim do dia, o meu filho traz um novo papel, desta vez uma extensa carta a anunciar a visita, no dia seguinte, do primeiro-ministro para entregar os primeiros "Magalhães" na EB1 Padre Manuel de Castro. Novamente uma explicação respeitante aos escalões do IRS e ao custo dos portáteis. No dia 23 de Setembro (terça-feira), o meu filho não traz mais papéis, traz um "Magalhães" debaixo do braço.

Ora, como é fácil de ver, tudo aconteceu num espaço de três dias úteis em que as famílias não tiveram oportunidade de obter esclarecimentos sobre a futura utilização e utilidade do "Magalhães". Às perguntas que colocámos à professora sobre o assunto, ela não soube responder. Reunião de esclarecimento, nunca houve nenhuma.

Portanto, explique-me, senhor engenheiro: o que é que o seu Governo pensou para o "Magalhães"? Que planos tem para o integrar nas aulas? Como vai articular o seu uso com as matérias leccionadas? Sabe, é que 50 euros talvez seja pouco para se gastar numa ferramenta de trabalho, mas, decididamente, e na minha opinião, é demasiado para se gastar num brinquedo. Por favor, senhor engenheiro, não me obrigue a concluir que acabei de pagar por uma inutilidade, um capricho seu, uma manobra de campanha eleitoral, um espectáculo de fogo de artifício do qual só sobra fumo e o fedor intoxicante da pólvora.

Seja honesto com os portugueses e admita que não tem plano nenhum. Admita que fez tudo tão à pressa que nem teve tempo de esclarecer as Escolas e os professores. E não venha agora dizer-me que cabe aos pais aproveitarem esta maravilhosa oportunidade que o Governo lhes deu e ensinarem os filhos a lidar com as novas tecnologias. O seu projecto chama-se e-escolinha, não se chama e-familiazinha! Faça-lhe jus! Ponha a sua equipa a trabalhar, mexa-se, credibilize as suas Iniciativas!

Uma coisa curiosa, senhor engenheiro, é que tudo parece conspirar a seu favor nesta sua lamentável
obra de empobrecimento do ensino assente em medidas gratuitas.
Há dias arrisquei-me a ver um episódio completo da série Morangos com Açúcar. Por coincidência, apanhei precisamente o primeiro episódio da nova série que significa, na ficção, o primeiro dia de aulas daquela miudagem. Ora, nesse primeiro dia de aulas, os alunos conheceram a sua professora de matemática e o seu professor de português. As imagens sucediam-se alternando a aula de apresentação de matemática por contraposição à de português. Enquanto a professora de matemática escrevia do quadro os pressupostos da sua metodologia - disciplina, rigor e trabalho - o professor de português escrevia no quadro os pressupostos da sua - emoção, entrega e trabalho. Ora, o que me faz espécie, senhor engenheiro, é que a personagem da professora de matemática é maldosa, agressiva e antiquada, enquanto que o professor de português é um tipo moderno e bué de fixe. Então, de acordo com os princípios do raciocínio lógico, se a professora de matemática é maldosa e agressiva e os seus pressupostos são disciplina e rigor, então a disciplina e o rigor são coisas negativas. Por outro lado, se o professor de português é bué de fixe, então os pressupostos da emoção e da entrega são perfeitos. E de facto era o que se via. Enquanto que na aula de matemática os alunos bufavam, entediados, na aula de português sorriam, entusiasmados.

Disciplina e rigor aparecem, assim, como conceitos inconciliáveis com emoção e entrega, e isto é a maior barbaridade que eu já vi na minha vida. Digo-o eu, senhor engenheiro, que tenho uma profissão que vive das emoções, mas onde o rigor é "obstinado", como dizem os poetas. Eu já percebi que o ensino dos dias de hoje não sabe conciliar estes dois lados do trabalho. E, não o sabendo, optou por deixar de lado a disciplina e o rigor. Os professores são obrigados a acreditar que para se fazer um texto criativo não se pode estar preocupado com os erros ortográficos. E que para se saber fazer uma operação aritmética não se pode estar preocupado com a exactidão do seu resultado. Era o que faltava, senhor engenheiro!

Agora é o momento em que o senhor engenheiro diz de si para si: mas esta mulher é um Velho do Restelo, que não percebe que os tempos mudaram e que o ensino tem que se adaptar a essas mudanças? Percebo, senhor engenheiro. Então não percebo? Mas acontece que o que o senhor engenheiro está a fazer não é adaptar o ensino às mudanças, você está a esvaziá-lo de sentido e de propósitos. Adaptar o ensino seria afinar as metodologias por forma a torná-las mais cativantes aos olhos de uma geração inquieta e voltada para o imediato. Mas nunca diminuir, nunca desvalorizar, nunca reduzir ao básico, nunca baixar a bitola até ao nível da mediocridade.

Mas e por falar em Velho do Restelo...

Li, há dias, numa entrevista com uma professora de Literatura Portuguesa, que o episódio do Velho do Restelo foi excluído do estudo d'Os Lusíadas. Curioso, porque este era o episódio que punha tudo em causa, que questionava, que analisava por outra perspectiva, que é algo que as crianças e adolescentes de hoje em dia estão pouco habituados a fazer. Sabem contrariar, é certo, mas não sabem
questionar. São coisas bem diferentes: contrariar tem o seu quê de gratuito; questionar tem tudo de filosófico. Para contrariar, basta bater o pé. Para questionar, é preciso pensar.

Tenho pena, porque no meu tempo (que não é um tempo assim tão distante), o episódio do Velho do Restelo, juntamente com os de Inês de Castro e da Ilha dos Amores, era o que mais apaixonava e empolgava a turma. Eram três episódios marcantes, que quebravam a monotonia do discurso de engrandecimento da nação e que, por isso, tinham o mérito de conseguir que os alunos tivessem curiosidade em descodificar as suas figuras de estilo e desbravar o hermetismo da linguagem. Ainda hoje me lembro exactamente da aula em que começámos a ler o episódio de Inês de castro e lembro-me das palavras da professora Lídia, espicaçando-nos, estimulando-nos, obrigando-nos a pensar. E foi há 20 anos.

Bem sei que vivemos numa era em que a imagem se sobrepõe à palavra, mas veja só alguns versos do episódio de Inês de Castro, veja que perfeita e inequívoca imagem eles compõem:

"Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruito,
Naquele engano d'alma ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito (...)"

Feche os olhos, senhor engenheiro, vá lá, feche os olhos. Não consegue ver, perfeitamente desenhado e com uma nitidez absoluta, o rosto branco e delicado de Inês de Castro, os seus longos cabelos soltos pelas costas, o corpo adolescente, as mãos investidas num qualquer bordado, o pensamento distante, vagueando em delícias proibidas no leito do príncipe? Não vê os seus olhos que de vez em quando escapam às linhas do bordado e vão demorar-se na janela, inquietos de saudade, à espera de ver D. Pedro surgir a galope na linha do horizonte? E agora, se se concentrar bem, não vê uma nuvem negra a pairar sobre ela, não vê o prenúncio do sangue a escorrer-lhe pelos fios de cabelo? Não consegue ver tudo isto apenas nestes quatro versos?

Pois eu acho estes quatro versos belíssimos, de uma simplicidade arrebatadora, de uma clareza inesperada. É poesia, senhor engenheiro, é poesia! Da mais nobre, grandiosa e magnífica que temos na nossa História. Não ouse menosprezá-la. Não incite ninguém a desrespeitá-la.

Bem, admito que me perdi em divagações em torno da Inês de Castro. O que eu queria mesmo era tentar perceber porque carga de água o Velho do Restelo desapareceu assim. Será precisamente por estimular a diferença de opiniões, por duvidar, por condenar?Sabe, não tarda muito, o episódio da Ilha dos Amores será também excluído dos conteúdos programáticos por "alegado teor pornográfico" e o de Inês de Castro igualmente, por "incitamento ao adultério e ao desrespeito pela autoridade".

Como é, senhor engenheiro? Voltamos ao tempo do "lápix" azul? E já agora, voltando à questão do rigor e da disciplina, da entrega e da emoção: o senhor engenheiro tem ideia de quanta entrega e de quanta emoção Luís de Camões depôs na sua obra? E, por outro lado, o senhor engenheiro duvida da disciplina e do rigor necessários à sua concretização? São centenas e centenas de páginas, em dezenas de capítulos e incontáveis estrofes com a mesma métrica, o mesmo tipo de rima, cada palavra escolhida a dedo... o que implicou tudo isto senão uma carga infinita de disciplina e rigor?
Senhor engenheiro José Sócrates: vejo que acabo de confiar o meu filho ao sistema de ensino onde o senhor montou a sua barraca de circo e não me apetece nada vê-lo transformar-se num palhaço. Bem, também não quero ser injusta consigo. A verdade é que as coisas já começaram a descarrilar há alguns anos, mas também é verdade que você está a sobrealimentar o crime, com um tirinho aqui, uma facadinha ali, uma desonestidade acolá.

Lembro-me bem da época em que fiz a minha recruta como jornalista e das muitas vezes em que fui cobrir cerimónias e eventos em que você participava. Na altura, o senhor engenheiro era Secretário de Estado do Ambiente e andava com a ministra Elisa Ferreira por esse Portugal fora, a inaugurar ETAR's e a selar aterros. Também o vi a plantar árvores, com as suas próprias mãos. E é por isso que me dói que agora, mais de dez anos depois, você esteja a dar cabo das nossas sementes e a tornar estéreis os solos que deveriam ser férteis.

Sabe, é que eu tenho grandes sonhos para o meu filho. Não, não me refiro ao sonho de que ele seja doutor ou engenheiro. Falo do sonho de que ele respeite as ciências, tenha apreço pelas artes, almeje a sabedoria e valorize o trabalho. Porque é isso que eu espero da escola. O resto é comigo.

Acho graça agora a ouvir os professores dizerem sistematicamente aos pais que a família deve dar continuidade, em casa, ao trabalho que a escola faz com as crianças. Bem, se assim fosse eu teria que ensinar o meu filho a atirar com cadeiras à cabeça dos outros e a escrever as redacções em linguagem de sms. Não. Para mim, é o contrário: a escola é que deve dar continuidade ao trabalho que eu faço com o meu filho. Acho que se anda a sobrevalorizar o papel da escola. No meu tempo, a escola tinha apenas a função de ensinar e fazia-o com competência e rigor. Mas nos dias que correm, em que os pais não têm tempo nem disposição para educar os filhos, exige-se à escola que forme o seu carácter e ocupe todo o seu tempo livre. Só que infelizmente ela tem cumprido muito mal esse papel.

A escola do meu tempo foi uma boa escola. Hoje, toda a gente sabe que a minha geração é uma geração de empreendedores, de gente criativa e com capacidade iniciativa, que arrisca, que aposta, que ambiciona. E não é disso que o país precisa? Bem sei que apanhámos os bons ventos da adesão à União Europeia e dos fundos e apoios que daí advieram, mas isso por si só não bastaria, não acha? E é de facto curioso: tirando o Marco cigano, que abandonou a escola muito cedo, e a Fatinha que andava sempre com ranhoca no nariz e tinha que tomar conta de três irmãos mais novos, todos os meus colegas da primária fizeram alguma coisa pela vida. Até a Paulinha, que era filha da empregada (no meu tempo dizia-se empregada e não auxiliar de acção educativa, mas, curiosamente, o respeito por elas era maior), apesar de se ter ficado pelo 9º ano, não descansou enquanto não abriu o seu próprio Pão Quente e a ele se dedicou com afinco e empenho. E, no entanto, levámos reguadas por não sabermos de cor as principais culturas das ex-colónias e éramos sujeitos a humilhação pública por cada erro ortográfico. Traumatizados? Huuummm... não me parece. Na verdade, senhor engenheiro, tenho um respeito e uma paixão pela escola tais que, se tivesse tempo e dinheiro, passaria o resto da minha vida a estudar.

Às vezes dá-me para imaginar as suas conversas com os seus filhos (nem sei bem se tem um ou dois filhos...) e pergunto-me se também é válido para eles o caos que o senhor engenheiro anda a instalar por aí. Parece que estou a ver o seu filho a dizer-lhe: ó pai, estou com dificuldade em resolver este sistema de três equações a três incógnitas... dás-me uma ajuda? E depois, vejo-o a si a responder com a sua voz de homilia de domingo: não faz mal, filho... sabes escrever o teu nome completo, não sabes? Então não te preocupes, é perfeitamente suficiente...

Vendo as coisas assim, não lhe parece criminoso o que você anda a fazer? E depois, custa-me que você apareça em praça pública acompanhado da sua Ministra da Educação, que anda sempre com aquele ar de infeliz, de quem comeu e não gostou, ambos com o discurso hipócrita do mérito dos professores e do sucesso dos alunos, apoiados em estatísticas cuja real interpretação, à luz das mudanças que você operou, nos apresenta uma monstruosa obscenidade. Ofende-me, sabe? Ofende-me por me tomar por estúpida.

Aliás, a sua Ministra da Educação é uma das figuras mais desconcertantes que eu já vi na minha vida. De cada vez que ela fala,
tenho a sensação que está a orar na missa de sétimo dia do sistema de ensino e que o que os seus olhos verdadeiramente dizem aos pais deste Portugal é apenas "os meus sentidos pêsames".

Não me pesa a consciência por estar a escrever-lhe esta carta. Sabe, é que eu não votei em si para primeiro-ministro, portanto estou à vontade. Eu votei em branco. Mas, alto lá! Antes que você peça ao seu assessor para lhe fazer um discurso sobre o afastamento dos jovens da política, lembre-se, senhor engenheiro: o voto em branco não é o voto da indiferença, é o voto da insatisfação! Mas, porque vos é conveniente, o voto em branco é contabilizado, indiscriminadamente, com o voto nulo, que é aquele em que os alienados desenham macaquinhos e escrevem obscenidades.

Você, senhor engenheiro, está a arriscar-se demasiado. Portugal está prestes a marcar-lhe uma falta a vermelho no livro de ponto. Ah...espere lá... as faltas a vermelho acabaram... agora já não há castigos...

Bem, não me vou estender mais, até porque já estou cansada de repetir "senhor engenheiro para cá", "senhor engenheiro para lá". É que o meu marido também é engenheiro e tenho receio de lhe ganhar cisma.

Esta carta não chegará até si. Vou partilhá-la apenas e só com os meus E-leitores (sim, sim, eu também tenho os meus eleitores) e talvez só por causa disso eu já consiga hoje dormir melhor. Quanto a si, tenho dúvidas.

Para terminar, tenho um enorme prazer em dedicar-lhe, aqui, uma estrofe do episódio do Velho do Restelo. Para que não caia no
esquecimento. Nem no seu, nem no nosso.
"A que novos desastres determinas
De levar estes Reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas,
Debaixo dalgum nome preminente?
Que promessas de reinos e de minas
De ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? Que histórias?
Que triunfos? Que palmas? Que vitórias? "

Atenciosamente e ao abrigo do artigo nº 37 da Constituição da República Portuguesa,

Uma mãe preocupada


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António em 25 November, 2008 04:22:38
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Realmente como há-de este País sair da cepa torta com a quantidade de dislates que se proferem sobre qualquer projecto, por mais inovador e interessante que seja?!... Interessante a citação do Velho do Restelo - é o que mais abunda por cá. Infelizmente... Já não há pachorra para tanta lamechice de pacotilha, tanta má vontade encomendada e tanta resistência a MUDAR este País, encurralado entre as teias de aranha que o Estado Novo ainda deixou e as "trelas" que alguns partidos da "luta" nos querem sempre colocar no pescoço...
Maria em 18 December, 2008 07:40:16
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Meus senhores, pelo tenho aqui lido, falam...falam...falam, mas pouco ou nada sabem. E para que fiquem a saber alguma coisa:
Hoje inscrevi os meus dezanove alunos no eescolinha.gov.pt, para que possam adquirir a tão falada "caixinha", "malinha", "coisinha"...
Pois é...sou professora (e já ando nesta vida há mais de trinta anos)e recebi uma ordem do Ministério da Educação para inscrever os meus alunos, a fim de poderem adquirir a dita/cuja.
E como fiz as inscrições?
Bem...não foi difícil, mas fi-lo muito revoltada. Querem saber porquê?
Porque tive que introduzir o código do meu Agrupamento, a seguir o meu NIF e a seguir o código de acesso que o Ministério me enviou. Depois passa-se à pág. seguinte e selecciona-se o nome do aluno,... pág. seguinte e introduzem-se os dados referentes ao encarregado de educação,... pág. seguinte selecciona-se a operadora,indicada pelo encarregado de educação, que fará a entrega da "caixinha", "malinha", "coisinha",... pág. seguinte e imprime-se o comprovativo da inscrição.
Fiz isto dezanove vezes. Mas...tive que o fazer em MINHA casa, usar o MEU computador, a MINHA impressora, o MEU papel e os MEUS tinteiros. E isto porque na minha escola, a internet costuma ir de "Férias" muitas vezes e as impressoras, umas estão avariadas e outras tornaram-se invisíveis.
Mas tudo isto não me causou grande transtorno...afinal sou uma professora no topo da carreira, com um belíssimo ordenado (estilo Constâncio)... posso ajudar o Governo a poupar o seu dinheiro (digo...nosso), gastando do meu.
O que na verdade me TRANSTORNOU...foi o ser obrigada a introduzir o meu NIF, para a aquisição de uma "caixinha", "malinha", "coisinha", em nome de outra pessoa.
Porquê o meu NIF?
Cada encarregado de educação tem o seu NIF. A minha escola tem NIF. O meu Agrupamento tem NIF.
Porquê o meu NIF?
Quero que fique aqui registado que, se houver algum imcumprimento por parte dos encarregados de educação dos meus alunos, sobre a aquisição da "caixinha", "malinha", "coisinha"... as operadoras que mandem a conta ao Ministério da Educação, que por acaso também deve ter NIF (ou não tem?).
E sabem a última novidade?
Depois de feita a inscrição (daí a algum tempo) os encarregados de educação recebem uma mensagem no seu telemóvel para, no prazo de cinco dias, pagarem por multibanco, a "caixinha", "malinha", "coisinha"...mas não diz quando a vão receber.
Isto fica mesmo na fronteira do "é ridículo" e "dá-me vontade de rir".
Fiquem ainda a saber (pelo que li por aqui, há quem não sabe) que só os professores podem fazer as inscrições, pois só a eles foi dada ordem para tal e só a eles foi enviado, pelo Ministério, o código de acesso (e cada um tem o seu) para se proceder a toda a OPERAÇÃO.
Portanto...meus senhores, CALEM-SE, pois não sabem do que falam!!!
Eu queria ver ... se fosse com o vosso NIF.
E para aqueles que estão sempre a falar no "Velho do Restelo",por favor...deixem o "Velho" em paz e utilizem outra expressão, pois essa já é muito velha (é mesmo de velhos)!!!
António em 26 December, 2008 05:15:21
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O Velho do Restelo afinal não tem sexo, é o que se pode concluir... :-))))

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